Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Carioca acabou de assinar pelo Azuriz e, por uma vez, a resposta importava.
Xavier esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A enfermaria confirma 37 dias de paragem para Lucas Xavier, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel30/11/2026
Carioca desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
1‑1, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco30/11/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Renato Guimarães não o escondia depois do 1‑1, e no balneário do Azuriz também ninguém o escondia.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Posição 14 e 8 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Lucas Santos e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um erro na defesa é um momento; um erro na baliza é um golo. Bruno Monteiro sabe-o, a bancada percebeu-o de imediato, e não havia mais ninguém atrás dele para o transformar noutra coisa.
O banco02/11/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑4, ditas por Renato Guimarães a uma sala que já as tinha ouvido.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Lucas Santos marcou, foi avaliado com 7.75 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Azuriz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Leonardo Figueiredo, e o treinador deixou.
Em resumo
Notas dos jogadoresXavier passa por eles um de cada vez
Xavier e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 14. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
O banco19/10/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Renato Guimarães escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 13 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 16 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Toda a gente no Azuriz viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 38 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. José Batista é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Lucas Xavier é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Aos 14 anos está a ser medido contra os restantes jovens da divisão e sai à frente. A versão sénior deste prémio é onde o clube gostaria que isto levasse.
Xavier esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 14 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Plantel05/10/2026
Bruno Monteiro, 14 anos, é o melhor jovem do fim de semana
Medido contra todos os outros miúdos da divisão, e o primeiro entre eles. O prémio de sénior é onde o Azuriz gostava que isto fosse dar.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Caetano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 17. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Azuriz joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Xavier produziu-o, e o 8.07 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Xavier e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Azuriz coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rafael Freitas passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑2 Renato Guimarães saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 13 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Acabou 0-5. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
Caetano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Jhonatan Almeida acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Azuriz substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Renato Guimarães depois do 0‑5, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Em resumo
Plantel5 caras novas e o Azuriz ainda se está a conhecer
0‑3 para o Cianorte, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco24/08/2026
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Renato Guimarães a uma sala que já as tinha ouvido.
Avaliado com 5.69. Nada do que tentou resultou e a partir da hora deixou de tentar grande coisa, que é a parte em que um treinador repara, mais do que nos erros.
O banco24/08/2026
Tiago Rodrigues tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Azuriz dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Éder Silva agarrou este contra o Amazonas. 4‑4 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Azuriz.
Éder Silva tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Amazonas deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Marcão produziu-o, e o 8.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um desempate por grandes penalidades fica na memória pelo fim, e este acaba em Bruno Monteiro: 1 travadas, e uma bancada que vai descrever cada uma delas nos próximos vinte anos.
O mais difícil de ter 16 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Roberto Borges não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Renato Guimarães sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
0‑10 frente ao Inter de Limeira, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
As bancadas10/08/2026
As bancadas já chegaram ao limite
«Andamos atrás de vocês por todo o lado e recebemos isto.» 7 dos 16 jogadores do plantel principal ouviram-no ao sair, e quem não ouviu é porque não jogou.
Caetano e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Jogo08/08/2026
Ninguém conseguiu parar de marcar
10 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Azuriz e do Inter de Limeira por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Bruno Monteiro é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Igor Tavares passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Tiago Rodrigues passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
A formação existe exatamente para esta manhã. Mateus Monteiro passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Em resumo
DireçãoNinguém saiu depressa do balneário de Azuriz