Gualberto lesiona os ligamentos do joelho — 124 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 124 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Criciúma aceitou o dinheiro. O que o Ceilândia ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
O Ceilândia foi ao América Mineiro com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Plantel28/12/2026
Palavras no treino do Ceilândia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Matheus Salustiano está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Renato Porto e o Ceilândia acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dieguinho, e o treinador deixou.
Há um nível em que um futebolista deixa de ser posto à prova e passa apenas a ser contido, e ele chegou lá há algum tempo. No Ceilândia sabem-no, e também todos os que o veem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Luis Quintero. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
131 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Ceilândia perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O aperto de mão com o Ituano está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Manauara fica com o seu homem, e o Ceilândia volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Matheus Salustiano estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Ceilândia, mais uma semana sem a assinatura de Valdir.
Os melhores negócios são aqueles em que os contabilistas nem reparam. Valdir chega ao Ceilândia com o ordenado como único custo e algo a provar como única cláusula.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Ceilândia, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O encolher de ombros desapareceu, a língua vai chegando, e discute nos treinos como alguém que conta estar aqui no próximo ano. Metade do valor de um reforço é isto, e nada disso aparece na verba.