Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑1, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
O banco15/10/2029
Miloš Jovičić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zabbar St. Patrick dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Ninguém no Zabbar St. Patrick sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zabbar St. Patrick, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Manú e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Aos 18 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Zabbar St. Patrick vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Quatro ou cinco fins de semana de regularidade, medidos contra todos os outros da divisão. Um elogio mais discreto do que um prémio, e mais fiável.
O banco08/10/2029
Pedro Cejas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zabbar St. Patrick dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 2‑2, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Miloš Jovičić produziu-o, e o 9.05 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Miro Soldo e o Zabbar St. Patrick acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Karlo Bručić esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Minuto 94, frente ao Valletta, e um golo que soube a vitória a toda a gente que ficou. Foi um empate. Ninguém à saída do estádio o vai descrever assim.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
3‑3, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
O banco17/09/2029
Miloš Jovičić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zabbar St. Patrick dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Adrian Schembri produziu-o, e o 8.57 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Manú e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Zabbar St. Patrick perguntou e o Mosta disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 98. O Tarxien Rainbows tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
Um toque que não queria e um golo que entra no livro com o nome dele ao lado. O Zabbar St. Patrick não o vai culpar esta noite, e ele não vai precisar que o façam.
Em resumo
O bancoMiro Soldo tornou-se um homem de confiança do treinador
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zabbar St. Patrick coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
1‑2 frente ao Mosta, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Notas dos jogadores02/10/2028
Adrian Schembri, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.90
Um 7.90 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Manú esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Miloš Jovičić tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O prémio é pouca coisa com um significado pesado: durante quatro semanas ninguém neste escalão fez melhor o seu trabalho. Zabbar St. Patrick têm o troféu numa prateleira e o jogador na equipa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Zabbar St. Patrick coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Empate aos 92 minutos, depois de uma tarde que o Zabbar St. Patrick tinha praticamente arrumada. O Valletta vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Gilbert Xerri depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Miloš Jovičić ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Zabbar St. Patrick foi explícito quanto à situação de Hugo Sacco, o que é mais do que muitos recebem.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Aos 25 a evolução devia ter acabado. Não acabou: 4 pontos acima da marca do início do ano, o que acontece aos jogadores que levam a sério as partes aborrecidas do ofício.
O Zabbar St. Patrick perguntou e o Gzira United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Miro Soldo, e o treinador deixou.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Miloš Jovičić está nela.
75 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Zabbar St. Patrick perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Figueiredo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Adrian Schembri e o Zabbar St. Patrick acertam mais 3 anos.
O banco05/06/2028
Pedro Cejas tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zabbar St. Patrick dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Zabbar St. Patrick, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
89 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Zabbar St. Patrick perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Bruno Figueiredo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Zean Leonardi e o Zabbar St. Patrick acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco22/05/2028
Miloš Jovičić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Zabbar St. Patrick dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Miloš Jovičić. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nicholas James Agius treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Adrian Schembri não são bons
Bruno Figueiredo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luís Mota, e o treinador deixou.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Ayom Majok assinar alguma coisa — um contrato no Zabbar St. Patrick ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.