A proposta do Central Norte por Matías Aguirre foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O telefone voltou a tocar por causa de Juan Múgica, e desta vez do outro lado está o Chacarita Juniors. No Morón ouvem com educação e não prometem nada.
Iván Vaquero esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel23/12/2030
Santiago Kubiszyn desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Juan Múgica está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Morón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Kubiszyn estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Disseram uma coisa a Santiago Kubiszyn e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
O banco04/11/2030
Mariano Miño tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Morón dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Iván Vaquero. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Juan Múgica esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel14/10/2030
Santiago Kubiszyn desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Morón, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 36 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.64 para o resto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Juan Múgica e o Morón acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Santiago Kubiszyn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 jogos sem vencer, e depois isto, frente ao Agropecuario Argentino. O alívio é um barulho estranho num estádio de futebol, e foi o único que se ouviu no fim.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Iván Vaquero está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Tite tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Um 2‑0 sobre o Agropecuario Argentino, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Morón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente no Morón viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel16/09/2030
Iván Vaquero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Avaliado com 7.62. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Emanuel Iñíguez está nela.
Iván Vaquero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Kubiszyn estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mariano Miño está nela.
Segue-se o San Martín SJ, e há um homem no balneário do Morón que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Iván Vaquero assinar alguma coisa — um contrato no Morón ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Tite treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Está no 4.º lugar e vai estar à espera. É fora de casa que uma época mostra o seu verdadeiro carácter, e esta equipa tem alguma coisa a provar sobre o seu.
Em resumo
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Mariano Miño
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.88 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Santiago Kubiszyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel05/08/2030
Iván Vaquero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Tite está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Aos 36 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.98 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Direção22/07/2030
O prazo passa com 0 contratações e 6 saídas
Está feito o negócio no Morón até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Kubiszyn está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Atlético Tucumán fica com o seu homem, e o Morón volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Mariano Miño. 2‑1 sobre o Nueva Chicago, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Morón fez a parte difícil com o Unión de Santa Fe, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel15/07/2030
Iván Vaquero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Morón perguntou e o All Boys disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Morón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um 1‑1 com o Estudiantes deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco15/07/2030
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Filippo Paganelli escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mariano Miño está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Morón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Morón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel01/04/2030
Iván Vaquero desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco01/04/2030
Iván Vaquero tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Morón dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Matías Aguirre subiu nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Morón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
58 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Morón perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Santiago Kubiszyn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Vaquero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco26/11/2029
Thiago Lauro tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Morón dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Morón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Morón a ouviu como outra coisa.
Iván Vaquero e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mariano Bittolo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Thiago Lauro está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Morón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
PlantelOs relatórios de treino sobre Felipe Aravena não são bons
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Morón, e não vai ser retirado.
Santiago Kubiszyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Iván Vaquero estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Morón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Morón admitiria. Nota-se aos sábados.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Mario Varela deixa o Morón pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.