Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Chaco For Ever toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Plantel05/07/2032
78 dias de fora para Douglas Neves depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Chaco For Ever vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Chaco For Ever fez a parte difícil com o Racing Club, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Aos 18 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Chaco For Ever vai tentar não fazer disso um caso.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Chaco For Ever já se começa a dizer o nome dele no passado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Nicolás Ramos não precisou: 8.01, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Colón fica com o seu homem, e o Chaco For Ever volta a uma lista com um nome riscado.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Chaco For Ever, e não vai ser retirado.
O Chaco For Ever tinha feito tudo menos convencer o próprio. Fica no Newell's Old Boys, e o treinador volta à estaca zero com o dinheiro ainda no banco.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 17 anos do Chaco For Ever que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Daniel Domínguez estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores15/12/2031
Gaby, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.93
Um 7.93 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
O Chaco For Ever perguntou e o Banfield disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nicolas Cardona estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Já são 17 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
As bancadas17/02/2031
A raiva no Chaco For Ever transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
0‑5 para o Argentino de Quilmes, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chaco For Ever coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel17/02/2031
Palavras no treino do Chaco For Ever sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Thiago Alvarez está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.