Esequiel Barco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pablo Solari esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco29/03/2032
Martin Cedidla tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Spartak Moscow dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Matvey Kislyak assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Moscow ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Yegor Guziev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Zakhar Cherkasov deixa o Spartak Moscow pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Zakhar Cherkasov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Spartak Moscow 2 do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Posição 2, 55 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Volga à espera com uma camisola. No Spartak Moscow 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Eduard Semak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Korolev, e o treinador deixou.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Volga tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém no Spartak Moscow 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Spartak Moscow 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Spartak Moscow 2 estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Daniil Lukin sai dessa comparação dentro da equipa, e o Spartak Moscow 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Zakhar Cherkasov chama-lhe outra coisa em privado.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Ilja Ivarlak está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O banco05/01/2032
Neste momento há alguém melhor do que Daniil Lukin
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
19 golos e uma média de 7.41 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 7.71, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Notas dos jogadores01/12/2031
Zakhar Chushkin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.26. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Segue-se o Zenit 2, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Moscow 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Posição 2, 29 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Notas dos jogadores06/10/2031
Fedor Maslov, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.82
Um 7.82 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Zakhar Chushkin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ilja Ivarlak. 2‑0 sobre o Dinamo Vologda, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yefim Balabanov não precisou: 7.98, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.98 ao lado do nome.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakhar Cherkasov, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Artem Nosachev e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakhar Cherkasov, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Artem Nekrasov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoO mercado disse que não: Andrey Ivlev fica onde está
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Spartak Moscow 2 podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Spartak Moscow 2 pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lev Zabolotsky e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Artem Nosachev subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Yaroslav Melnikov assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Moscow 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Spartak Moscow 2 essa pergunta é mais difícil de responder.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Spartak Moscow 2 podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel20/01/2031
Matvey Kuznetsov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Spartak Moscow 2 fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.