1.º lugar com 56 pontos. Todas as épocas são uma história e esta é a última linha dela, e agora o clube tem três meses para decidir de que fala a próxima.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Lev Zabolotsky não precisou: 7.90, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ruslan Apekov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 19 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Spartak Moscow 2 beneficiou disso.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Posição 2, 50 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.46 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Ruslan Apekov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Spartak Moscow 2 ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Segue-se o Kolomna, e as duas equipas para que a divisão olha encontram-se. A quem ganhar dirão que nada está decidido no mesmo fôlego em que lhe dão os parabéns.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Yaroslav Melnikov chama-lhe outra coisa em privado.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
O Chertanovo vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Spartak Moscow 2 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.44 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Ruslan Apekov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Jogo11/12/2032
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Spartak Moscow 2. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
2 golos antes de o estádio acabar de chegar. O Chertanovo passou o resto da tarde a jogar um jogo já decidido, e toda a gente nas bancadas sabia disso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yefim Balabanov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Uma média de 7.37 na época, com 7 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Daniil Lukin chama-lhe outra coisa em privado.
Sergei Molchanov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Ruslan Apekov sai dessa comparação dentro da equipa, e o Spartak Moscow 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 7.91, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aleksey Tsaryov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ruslan Apekov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ruslan Apekov. 2‑1 sobre o Kosmos, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Valentin Konstantinov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Ruslan Apekov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eduard Semak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Uma média de 7.32 na época, com 6 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Yenisey 2 vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Spartak Moscow 2 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Yenisey 2 tentou reorganizar-se, o Spartak Moscow 2 não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Dribles concretizados: 25. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ruslan Apekov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduard Semak, e o treinador deixou.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Posição 3, 32 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aleksey Tsaryov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ruslan Apekov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Spartak Moscow 2 lida com um homem que quer outro país.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Fedor Maslov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ruslan Apekov. 1‑0 sobre o Irkutsk, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores18/10/2032
Ruslan Apekov jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.53. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ruslan Apekov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Em resumo
PlantelAs defesas já dobram a marcação a Ruslan Apekov
Dribles concretizados: 34. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Notas dos jogadores11/10/2032
Yefrem Lopatin, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.89
Um 7.89 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Yefrem Lopatin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Metade do calendário jogado, 3.º lugar, 27 pontos somados. Multiplicar por dois é a conta que todos os adeptos já fizeram e a única que ninguém no clube fará em voz alta.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matías González, e o treinador deixou.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ilja Ivarlak está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aleksey Tsaryov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O Dinamo Vologda chega como líder. Uma equipa no topo perde mais ou menos uma vez por mês, e o clube que o consegue ganha uma semana de que se lembra durante um ano.
O jogo que o resto da divisão espera com mais vontade do que qualquer das duas equipas envolvidas. Ambas sabem que uma vitória muda a época e uma derrota não a acaba, e é isso que o torna difícil de jogar.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eduard Semak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduard Semak, e o treinador deixou.
Sergei Molchanov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fakel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Aleksey Tsaryov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Plantel06/09/2032
Ruslan Apekov desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Verba acordada, salário acordado, e o Neftekhimik à espera com uma camisola. No Spartak Moscow 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fakel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 7.96, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Dribles concretizados: 26. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
O jogo à volta do qual se organiza o calendário. A forma vai pela janela, a tabela não se consulta, e durante noventa minutos o Spartak Moscow 2 será julgado por uma única coisa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Valentin Konstantinov, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Raras vezes este jogo viu exibição assim: 3‑0 frente ao Luki-Energiya, e podiam ter sido mais.
Notas dos jogadores23/08/2032
Fedor Maslov, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.79
Um 7.79 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yaroslav Melnikov, e o treinador deixou.
3-0, e um canto do estádio alheio que fez mais barulho do que todo o resto junto. Aqueles autocarros saem antes de amanhecer e ninguém fora deles alguma vez o menciona.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Spartak Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Mark Lukin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ilja Ivarlak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aleksey Tsaryov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Spartak Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Sokol por Mark Lukin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Valentin Savrasov está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Valentin Savrasov, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.15
Um 8.15 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 17 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
Dribles concretizados: 11. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Daniil Lukin não desaparece
Verba acordada, salário acordado, e o Ufa à espera com uma camisola. No Spartak Moscow 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Notas dos jogadores19/07/2032
Mark Lukin, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.94
Um 7.94 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 19 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Fedot Kabanov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ruslan Abdulov e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Toda a gente deixou de fingir: o Ufa vai fazer a chamada por Mark Lukin esta semana. O Spartak Moscow 2 tem um número em mente, e o número não é tímido.
Em resumo
MercadoDaniil Lukin colocado na lista de transferências
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mark Lukin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Spartak Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
Plantel28/06/2032
Abdula Bagamaev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Em resumo
MercadoA conversa sobre Daniil Lukin não desaparece
PlantelDaniil Lukin passou a ter companhia no lugar
A proposta do Chernomorets por Mark Lukin foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O telefone voltou a tocar por causa de Aleksey Tsaryov, e desta vez do outro lado está o Sokol. No Spartak Moscow 2 ouvem com educação e não prometem nada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Valentin Konstantinov e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Moscow 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Spartak Moscow 2 beneficiou disso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Moscow 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Valentin Konstantinov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoO treinador faz uma promessa a Eduard Semak
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Yefrem Lopatin e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduard Semak está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Artem Nosachev. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eduard Semak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduard Semak, e o treinador deixou.
Nil Zhuravlev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Artem Nosachev. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Do centro de treinos dizem que foi o mais afiado da semana inteira. É a notícia mais silenciosa de um jornal e costuma sair na semana anterior a alguém entrar no onze.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Spartak Moscow 2 podem fingir não ter ouvido.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mark Lukin será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fedor Maslov, e o treinador deixou.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Zakhar Cherkasov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Quando isto acontece nada se anuncia, e toda a gente sabe. É uma parte maior do plano do Spartak Moscow 2 do que era há um mês, e o centro de treinos percebeu-o antes de a ficha de jogo o dizer.
Posição 2, 55 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Verba acordada, salário acordado, e o Volga à espera com uma camisola. No Spartak Moscow 2 ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Eduard Semak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Luka Korolev, e o treinador deixou.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Zakhar Chushkin.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Ninguém no Spartak Moscow 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Em resumo
O bancoDaniil Lukin pede uma conversa com o treinador
PlantelAlguém anda atrás da camisola de Fedor Maslov
PlantelOs relatórios de treino sobre Luka Korolev não são bons
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Volga tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Ninguém no Spartak Moscow 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
A jogar fora da posição, substituído à hora de jogo, obrigado a ser alguém que não é — os detalhes variam e o humor não. O Spartak Moscow 2 tem um jogador a fazer o seu trabalho sob protesto.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel19/01/2032
Lesão muscular e 15 dias de fora para Daniil Lukin
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Spartak Moscow 2 vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eduard Semak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Eduard Semak, e o treinador deixou.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Saturn? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Ninguém no Spartak Moscow 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Andrey Ivlev pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Spartak Moscow 2 estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Daniil Lukin sai dessa comparação dentro da equipa, e o Spartak Moscow 2 beneficiou de cada uma dessas tardes.
Um jogador que contava ser titular assistiu de fora. O treinador vai chamar-lhe uma decisão pela equipa; Zakhar Cherkasov chama-lhe outra coisa em privado.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Ilja Ivarlak está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
O banco05/01/2032
Neste momento há alguém melhor do que Daniil Lukin
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
Posição 2, 54 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Zakhar Chushkin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
13 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Duas equipas do topo da tabela, uma tarde, e um mês de conversa decidido em noventa minutos. O Spartak Moscow 2 não vai usar a palavra título esta semana e não vai deixar de a pensar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Eduard Semak estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um ponto arrancado aos 89 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Zakhar Chushkin.
Sergei Molchanov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
19 golos e uma média de 7.41 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Plantel08/12/2031
Eduard Semak desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
O banco08/12/2031
Neste momento há alguém melhor do que Daniil Lukin
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 7.71, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Notas dos jogadores01/12/2031
Zakhar Chushkin jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.26. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Segue-se o Zenit 2, o que significa uma semana que começa na segunda-feira. Tudo o resto nesta página estará esquecido até sábado; este jogo não se esquece durante um ano.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Moscow 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
Dribles concretizados: 36. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrey Ivlev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 8.36, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Uma média de 7.36 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
11 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Spartak Moscow 2 e do Luki-Energiya por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 9 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Ninguém no Spartak Moscow 2 sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Deslocado, substituído antes da hora, a correr o que é dos outros: Zakhar Chushkin está farto de ser útil e gostava de ser titular. Em Spartak Moscow 2 sabem, e sabem há semanas.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Spartak Moscow 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Em resumo
Notas dos jogadoresFedor Maslov tinha sempre o passe
Um 7.83 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Uma média de 7.33 na época, com 13 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 18 anos que sente como seu. Valentin Konstantinov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduard Semak está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 2, 37 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A série sem derrotas chega aos 8 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Uma média de 7.30 na época, com 10 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Zakhar Chushkin. 1‑0 sobre o Cherepovets, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Daniil Lukin está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Um mês é longo o suficiente para ninguém entrar por acaso. Daniil Lukin está no melhor onze da divisão, o que é um elogio mais discreto do que um prémio e mais fiável.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Eduard Semak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Daniil Lukin, e o treinador deixou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Irkutsk defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Os números não ficam secretos num balneário. Não está a pedir mais do que vale; está a perguntar porque é que alguém ao lado dele vale mais, e o Spartak Moscow 2 não tem uma boa resposta.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Fedor Maslov e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
Eduard Semak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Zakhar Chushkin. 2‑0 sobre o Saturn, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Uma média de 7.26 na época, com 9 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Em resumo
Notas dos jogadoresRuslan Abdulov passa por eles um de cada vez
Posição 2, 29 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Notas dos jogadores06/10/2031
Fedor Maslov, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.82
Um 7.82 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 23 anos que sente como seu. Zakhar Chushkin tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ilja Ivarlak. 2‑0 sobre o Dinamo Vologda, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrey Ivlev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Eduard Semak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
O Spartak Moscow 2 fez saber ao mercado que Andrey Ivlev está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Uma média de 7.20 na época, com 7 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nekrasov treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Torpedo Vladimir defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Spartak Moscow 2 sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Mercado22/09/2031
O mercado disse que não: Andrey Ivlev fica onde está
O Spartak Moscow 2 abriu a porta e ninguém a atravessou. Por isso Andrey Ivlev fica — listado, treinado e disponível — enquanto ambos os lados riscam os dias até janeiro no mesmo calendário.
“Não peço a ninguém que seja melhor do que é. Peço a todos que sejam tão bons como são, todas as semanas.” Dito em voz alta, à frente de todos, e o balneário do Spartak Moscow 2 ficou diferente depois.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Spartak Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Valentin Savrasov não precisou: 8.47, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 18 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
2 golos em vinte minutos com Fedor Maslov no meio de tudo, e o Chertanovo sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Spartak Moscow 2 terá de responder com minutos ou com uma transferência.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Fakel tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Todas as séries acabam numa tarde que alguém tinha dado como rotina. Esta durou 7 jogos, o suficiente para uma cidade ter deixado de contar, e pouco o suficiente para se lembrar exatamente de quem a parou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yaroslav Melnikov, e o treinador deixou.
Nil Zhuravlev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 91. O Kosmos vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrey Ivlev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Toda a gente deixou de fingir: o Fakel vai fazer a chamada por Zakhar Chushkin esta semana. O Spartak Moscow 2 tem um número em mente, e o número não é tímido.
Nada na semana que aí vem é normal. O Zenit 2 no sábado, uma cidade que já começou a falar disso, e um balneário a quem não é preciso explicar o que significa.
Dribles concretizados: 16. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Andrey Ivlev, e o treinador deixou.
Jogo23/08/2031
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Spartak Moscow 2. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Nil Zhuravlev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Valentin Savrasov tem 17 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Dribles concretizados: 38. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Andrey Ivlev produziu-o, e o 7.96 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores18/08/2031
Valentin Savrasov, 17 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.62
Um 8.62 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 17. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Já são 5 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 17 anos que sente como seu. Valentin Savrasov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
2 golos em vinte minutos com Ilja Ivarlak no meio de tudo, e o Zvezda sem conseguir chegar à bola tempo suficiente para mudar seja o que for. Há jogos que se ganham antes da primeira bebida.
Nil Zhuravlev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yefim Balabanov não precisou: 7.98, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.98 ao lado do nome.
Tem 23 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakhar Cherkasov, e o treinador deixou.
O Tver vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Spartak Moscow 2 foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Fedor Maslov não precisou: 7.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Andrey Ivlev marcou, foi avaliado com 7.83 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 18 anos que sente como seu. Fedor Maslov tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Nil Zhuravlev e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Yuri Ershov e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Spartak Moscow 2 já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Volga tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Spartak Moscow 2 a ouviu como outra coisa.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 22 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Artem Nosachev assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Moscow 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não vim para aqui aquecer à frente das pessoas.» O contrato acaba um dia, sabe contar as semanas, e o Spartak Moscow 2 terá de lhe dar um motivo para ficar ou uma saída.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Spartak Moscow 2 fez saber ao mercado que Daniil Lukin está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Zakhar Chushkin não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Posição 2, 59 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
O telefone voltou a tocar por causa de Zakhar Chushkin, e desta vez do outro lado está o Volga. No Spartak Moscow 2 ouvem com educação e não prometem nada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Spartak Moscow 2 ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ilja Ivarlak, e o treinador deixou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Ilja Ivarlak. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Spartak Moscow 2 fez saber ao mercado que Artem Nekrasov está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
Em resumo
PlantelNil Zhuravlev treina como quem tem algo a provar
O bancoO treinador crava a sua bandeira em Lev Zabolotsky
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Spartak Moscow 2 aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Spartak Moscow 2 fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Disseram uma coisa a Artem Nekrasov e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Disseram uma coisa a Zakhar Chushkin e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Spartak Moscow 2 coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
“Não assinei para ver. Ninguém assina.” A queixa mais antiga do futebol, e o Spartak Moscow 2 vai ter de lhe responder com minutos ou com uma transferência.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Spartak Moscow 2, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Posição 2, 59 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Lev Zabolotsky e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Andrey Ivlev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Andrey Ivlev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Lev Zabolotsky esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Artem Nosachev e o Spartak Moscow 2 acertam mais 4 anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakhar Cherkasov, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Artem Nekrasov. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Em resumo
MercadoO mercado disse que não: Andrey Ivlev fica onde está
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Spartak Moscow 2 podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Spartak Moscow 2 pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Lev Zabolotsky e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Artem Nosachev subiu nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Yaroslav Melnikov assinar alguma coisa — um contrato no Spartak Moscow 2 ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Spartak Moscow 2 essa pergunta é mais difícil de responder.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Spartak Moscow 2 podem fingir não ter ouvido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Artem Nosachev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Spartak Moscow 2 não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Spartak Moscow 2, e não vai ser retirado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Spartak Moscow 2 pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Andrey Ivlev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Spartak Moscow 2 as despedidas começaram em silêncio.
Lev Zabolotsky esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.