A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Nizhniy Novgorod perdeu-o em tudo menos nos papéis.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nizhniy Novgorod perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gleb Shilnikov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Nizhniy Novgorod as despedidas começaram em silêncio.
Daler Kuzyaev esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Não fui para ficar a ver. Quero voltar ao Nizhniy Novgorod e lutar pelo meu lugar.» 3 jogos em 30 no Torpedo Kutaisi dizem o resto.
O banco27/03/2028
Artem Timofeev tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Nizhniy Novgorod dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Martin Sekulić. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Edgardo Fariña pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
28 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Nizhniy Novgorod perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Nizhniy Novgorod, e não vai ser retirado.
O telefone voltou a tocar por causa de Edgardo Fariña, e desta vez do outro lado está o HJK. No Nizhniy Novgorod ouvem com educação e não prometem nada.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Edgardo Fariña e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Yury Koledin estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Nizhniy Novgorod lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Nizhniy Novgorod ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Nizhniy Novgorod coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Timofey Mamonov é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Evgeni Kudryavtsev passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Edgardo Fariña estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Ivan Bober treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Nizhniy Novgorod. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.