Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mikhail Gashchuk será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Rotor as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Rotor coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e João Assunção estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não pode pagar-se um valor por ninguém, precise o plantel do que precisar. Todos os rumores sobre este clube até o embargo ser levantado são rumores sobre um negócio que não se pode fazer.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Verba acordada, salário acordado, e o Zvezda à espera com uma camisola. No Rotor ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Direção25/02/2036
O Rotor fecha o mercado com um plantel feito por si
1 entradas e 2 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Nikita Chugunov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/02/2036
João Assunção desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Rotor perguntou e o Spartak Moscow disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Rotor sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Ninguém no Rotor dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
22 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Rotor perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Rodina à espera com uma camisola. No Rotor ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Rotor ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Nikita Chugunov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel11/02/2036
João Assunção desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ahmet Muhamedbegović, e o treinador deixou.
Em resumo
Alvos de mercadoUm empréstimo de Pyotr Safonov está em marcha
37 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Rotor perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $32.1M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Maxim Myshev treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Rotor vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Andrey Koltakov estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Em resumo
MercadoA história de João Assunção recusa-se a morrer
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexandr Golovachev produziu-o, e o 8.17 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.09 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
Plantel08/10/2035
João Assunção desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Mikhail Gashchuk e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Ivan Rapakov lesiona os ligamentos do joelho — 55 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 55 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel11/09/2034
30 dias de fora para Mathias Lopes depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O KDV Tomsk vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção11/09/2034
O KDV Tomsk fecha o mercado com um plantel feito por si
14 entradas e 15 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no KDV Tomsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O PSK Pervorechenskoe fica com o seu homem, e o KDV Tomsk volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no KDV Tomsk falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que KDV Tomsk podem fingir não ter ouvido.
Andreas Nygård e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/06/2034
Palavras no treino do KDV Tomsk sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Faruk Bezdrob está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O banco12/06/2034
Ilja Trynko volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do KDV Tomsk já trabalhou com Ilja Trynko e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do KDV Tomsk, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Faruk Bezdrob estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Carlos Benítez e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O banco22/05/2034
Ilja Trynko volta a ter um treinador que o conhece
O novo treinador do KDV Tomsk já trabalhou com Ilja Trynko e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em KDV Tomsk, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o KDV Tomsk pode pedir e sobe o salário que İbrahim Novruzov pode exigir.
25 pontos no 8.º lugar: demasiados para descer, poucos para ir a algum lado. A descrição honesta de uma época assim é um encolher de ombros, e os adeptos já o deram.