35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Stars Jeunes Talents perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel02/07/2029
O veredicto de uma época sobre Ali Mbainaissem: o melhor da sua idade
O Stars Jeunes Talents tem um jogador de 21 anos que a divisão acabou de eleger o seu melhor jovem. O próximo problema do clube é que agora toda a gente também sabe.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stars Jeunes Talents, e não vai ser retirado.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Stars Jeunes Talents aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Abdoulaye Mbainaissem estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Ali Mbainaissem tem a sua resposta do Stars Jeunes Talents; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdoulaye Mbainaissem está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Abdoulaye Ndoram está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Abdoulaye Mbainaissem está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Abdoulaye Ndoram está nela.
Aos 20 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Stars Jeunes Talents vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Quatro ou cinco jornadas de regularidade, medidas contra todos os da divisão que fazem o seu trabalho. Abdramane Tokindang sai dessa comparação dentro da equipa, e o Stars Jeunes Talents beneficiou de cada uma dessas tardes.
Ninguém no Stars Jeunes Talents dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Brahim Doungous, e o treinador deixou.
Ali Mbainaissem tem 20 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Abdramane Hissein treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Stars Jeunes Talents nada responderam, o que também é uma resposta.
Dribles concretizados: 21. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco11/12/2028
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Moussa Mahamat a uma sala que já as tinha ouvido.
Um fim de semana, avaliado contra o de todos os outros. Abdoulaye Ndoram ficou por cima, e para a maioria dos futebolistas um prémio semanal é o único troféu que uma carreira produz.
Vitória por 2‑0 sobre o AS DGSSIE, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Abdoulaye Ndoram produziu-o, e o 9.45 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores06/11/2028
Ali Mbainaissem, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.05
Um 9.05 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Sofrer é uma coisa; a resposta é o que fala de um balneário. Abdoulaye Ndoram pôs o Stars Jeunes Talents de novo em igualdade em 1 minutos, e o CotonTchad nunca chegou a jogar com vantagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Stars Jeunes Talents ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ali Mbainaissem está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Stars Jeunes Talents sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Stars Jeunes Talents. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
O Stars Jeunes Talents passou o mercado a tentar colocar Ali Ngaradoumbe e não apareceu ninguém. Treina com um plantel que já lhe disse que não conta com ele, e ambas as partes esperam agora pela próxima janela.
Verba acordada, salário acordado, e o AS PSI à espera com uma camisola. No Stars Jeunes Talents ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stars Jeunes Talents, e não vai ser retirado.
As carreiras devem estagnar e depois cair, e quem ignora isso é sempre quem estava a ouvir no treino. 3 pontos, ao longo de meses, numa idade em que a direção costuma ser só uma.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Idriss Mahamat e o Stars Jeunes Talents acertam mais 3 anos.
Uma sondagem ao AS Etat Major para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Brahim Djimet treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Verba acordada, salário acordado, e o AS PSI à espera com uma camisola. No Stars Jeunes Talents ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Stars Jeunes Talents nada responderam, o que também é uma resposta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Abdoulaye Ndoram assinar alguma coisa — um contrato no Stars Jeunes Talents ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Stars Jeunes Talents ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Stars Jeunes Talents estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
22 jogos e 5 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
Nenhum deles será visto por quem quer que seja fora do centro de treinos durante três anos, a maioria nunca jogará um jogo sénior, e um deles pode mudar o clube. É toda a proposta, e é por isso que as academias existem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Stars Jeunes Talents, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Posição 2, 55 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A proposta seguiu esta semana para o AS Algoy, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Ninguém no Stars Jeunes Talents dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Abdoulaye Ndoram assinar alguma coisa — um contrato no Stars Jeunes Talents ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
5 golos em 22 jogos no Renaissance — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Stars Jeunes Talents alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Renaissance perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Renaissance coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Youssef Dalouzi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Renaissance dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ahmat Ndoram, e o treinador deixou.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Oumar Youssouf assinar alguma coisa — um contrato no Renaissance ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Renaissance, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mahamat Hissein será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Stars Jeunes Talents as despedidas começaram em silêncio.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Abdramane Haroun está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Stars Jeunes Talents sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Mahamat Ndoram pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Abdoulaye Mbainaissem treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stars Jeunes Talents, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Stars Jeunes Talents ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Brahim Djimet treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Stars Jeunes Talents sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
5 golos em 22 jogos no Renaissance — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Stars Jeunes Talents alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Oumar Adoum será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Stars Jeunes Talents as despedidas começaram em silêncio.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mahamat Ndoram treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Mahamat Hissein, e o treinador deixou.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Stars Jeunes Talents sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Renaissance podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Youssef Dalouzi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Renaissance dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stars Jeunes Talents, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hassan Doungous será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Stars Jeunes Talents as despedidas começaram em silêncio.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Stars Jeunes Talents, e 2 jogos em 35 dizem que merece ser ouvido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Ninguém o confirma e as fichas de jogo confirmam-no todas as semanas. Um erro comprou-lhe um período como segunda opção que já é mais longo do que o erro merecia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mahamat Djimet assinar alguma coisa — um contrato no Stars Jeunes Talents ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Stars Jeunes Talents, mais uma semana sem a assinatura de Abdoulaye Mbainaissem.
Moussa Djimet lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 15 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdramane Hissein não precisou: 7.81, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
11 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel28/02/2028
Youssef Dalouzi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 15 anos que sente como seu. Abdramane Hissein tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
51 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Renaissance perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
3‑0, e Youssef Dalouzi ficou com os títulos numa tarde em que tudo correu bem ao Renaissance. Tardes assim contam-se o inverno inteiro.
Notas dos jogadores17/01/2028
Abdramane Hissein, 15 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.09
Um 8.09 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 15. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Zakaria Ajoughlal esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores17/01/2028
Oumar Youssouf jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.19. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Youssef Dalouzi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Yaya Kerim lesiona os ligamentos do joelho — 65 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 65 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O mais difícil de ter 15 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdoulaye Moustapha não precisou: 7.65, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O Renaissance aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Renaissance podem fingir não ter ouvido.
Plantel03/01/2028
Youssef Dalouzi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 15 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
O prémio de melhor jovem do mês vai para um jogador de 15 anos do Renaissance que pareceu um produto acabado durante quatro jornadas seguidas. As quatro seguintes é que decidem se é.
Dribles concretizados: 41. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
72 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Renaissance perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Três pontos para o Renaissance: um 3‑2 diante do AS DGSSIE num duelo decidido por pormenores.
Plantel27/12/2027
Youssef Dalouzi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 15 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Renaissance coisas que levam mais de uma semana a retirar.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Renaissance perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O mais difícil de ter 15 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Abdramane Hissein não precisou: 7.77, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
A lesão mais comum do futebol e aquela de que mais se volta à pressa. O Renaissance vai falar em 15 dias e vai ter cuidado, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Zakaria Ajoughlal e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Saleh Adoum está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.