3 grupos que não se misturam, e 2 jogadores que não pertencem a nenhum. Aqui nada se pode multar nem deixar de fora, e é por isso que dura mais do que qualquer zanga que se possa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Agustín Sandoval, e o treinador deixou.
Onde jogava antes fala por ele quase todo o tempo no Al-Njoom. O balneário respeita-o, os miúdos estudam-no, e a única coisa capaz de o furar é um mau mês.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Al-Njoom admitiria. Nota-se aos sábados.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Rakan Al-Harbi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
O Al-Njoom fez saber ao mercado que Osamah Al-Mubaireek está disponível. O anúncio não traz preço, mas toda a gente do ramo sabe mais ou menos o que lá diz.
A série chega a 54 e as perguntas em torno do Al-Njoom já não são delicadas.
As bancadas03/09/2029
A raiva no Al-Njoom transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Humaid Obaid regressa a Al-Njoom com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Njoom, e não vai ser retirado.
Direção03/09/2029
O Al-Njoom fecha o mercado com um plantel feito por si
9 entradas e 8 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Al-Njoom, e não vai ser retirado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Al-Njoom ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Rakan Al-Kaabi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Disseram uma coisa a Jasur Abdullaev e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Prince Ibara assinar alguma coisa — um contrato no Al-Njoom ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
25 dias de fora para Prince Ibara depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Al-Njoom vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Al-Njoom está a esgotar-se.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Faisal Al-Mutairi treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.