Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dynamo Kyiv já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.99 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dynamo Kyiv ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nazar Voloshyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mykola Mykhailenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há uma impotência muito própria em sofrer 3 vezes antes do minuto vinte. O Karpaty tentou reorganizar-se, o Dynamo Kyiv não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dynamo Kyiv já se começa a dizer o nome dele no passado.
Aos 34 anos, todas as boas tardes são chamadas de regresso ao passado, e esta foi: 8.05, e ninguém melhor em campo.
Jogo17/08/2030
Ninguém quer jogar contra o Dynamo Kyiv neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Notas dos jogadores19/08/2030
Um golo de defesa dá a vitória ao Dynamo Kyiv — 7.82
1 para Mykola Mykhailenko, avaliado com 7.82, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dynamo Kyiv ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Nazar Voloshyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
Notas dos jogadoresNazar Voloshyn encarou-os todo o jogo
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Dynamo Kyiv vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Chornomorets à espera com uma camisola. No Dynamo Kyiv ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
285 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
A proposta do Karpaty por Ivan Babenko foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dynamo Kyiv, e não vai ser retirado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Dynamo Kyiv ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Nazar Voloshyn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Três pontos para o Dynamo Kyiv: um 2‑1 diante do Polissia num duelo decidido por pormenores.
Plantel05/08/2030
Palavras no treino do Dynamo Kyiv sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Mykola Mykhailenko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Nazar Voloshyn no seu melhor
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 53 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dynamo Kyiv perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Nazar Voloshyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Taras Mykhavko, e o treinador deixou.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Dynamo Kyiv
O bancoNazar Voloshyn tornou-se um homem de confiança do treinador
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 68 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dynamo Kyiv já se começa a dizer o nome dele no passado.
Posição 3, 66 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Aidan Borland não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dynamo Kyiv, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Nazar Voloshyn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel08/07/2030
Palavras no treino do Dynamo Kyiv sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kostiantyn Vivcharenko está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Dynamo Kyiv vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Verba acordada, salário acordado, e o Obolon à espera com uma camisola. No Dynamo Kyiv ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Não há pior forma de perder um futebolista. Andrii Poniedielnik pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Nazar Voloshyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 17 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Mykola Mykhailenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Toda a gente deixou de fingir: o Chornomorets vai fazer a chamada por Anton Tsarenko esta semana. O Dynamo Kyiv tem um número em mente, e o número não é tímido.
O banco24/06/2030
Nazar Voloshyn tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Dynamo Kyiv dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Denys Popov lesiona os ligamentos do joelho — 40 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 40 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dynamo Kyiv perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Inhulets tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Dynamo Kyiv podem fingir não ter ouvido.
Direção25/02/2030
O prazo passa com 2 contratações e 0 saídas
Está feito o negócio no Dynamo Kyiv até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Anton Tsarenko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dynamo Kyiv as despedidas começaram em silêncio.
Nazar Voloshyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O LNZ fica com o seu homem, e o Dynamo Kyiv volta a uma lista com um nome riscado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Dynamo Kyiv beneficiou disso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Dynamo Kyiv coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Dynamo Kyiv ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Vejo todos os jogos do Dynamo Kyiv daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Polissia segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Tomasz Kędziora estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Faltavam 89 minutos e o Obolon tinha o ponto praticamente guardado. O futebol raramente lê o ambiente, e o Dynamo Kyiv não parou para dar explicações.
Jogo24/11/2029
Ninguém quer jogar contra o Dynamo Kyiv neste momento
6 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Pierre Mounguengue não precisou: 8.16, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dynamo Kyiv ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nazar Voloshyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Pierre Mounguengue tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
3 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Nazar Voloshyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o Dynamo Kyiv e o Zorya, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Eduardo Guerrero. 4‑2 sobre o Zorya, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Dynamo Kyiv sobre quem trabalha
Dribles concretizados: 41. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Posição 2, 33 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Heorhii Bushchan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
11 golos e uma média de 7.30 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Plantel29/10/2029
Palavras no treino do Polissia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Eduard Sarapii está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Ivan Babenko, e o treinador deixou.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Yehor Kaptenko e o Polissia acertam mais 4 anos.
Um 8.08 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 21. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dynamo Kyiv ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Nazar Voloshyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Já são 8 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Posição 2, 23 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
15 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Jacob Knightbridge será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Polissia as despedidas começaram em silêncio.
Heorhii Bushchan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Palavras no treino do Polissia sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ilir Krasniqi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
26 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Polissia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Bogdan Tsybrov produziu-o, e o 9.60 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O BK Hacken tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Shola Ogundana será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dynamo Kyiv as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Dynamo Kyiv, e não vai ser retirado.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Dynamo Kyiv coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Denys Popov lesiona os ligamentos do joelho — 75 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 75 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dynamo Kyiv perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Posição 3, 68 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
146 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Denys Popov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Dynamo Kyiv as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Volodymyr Brazhko e o Dynamo Kyiv acertam mais 5 anos.
Nazar Voloshyn e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Yevhen Volynets lesiona os ligamentos do joelho — 99 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 99 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Polissia, e não vai ser retirado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Heorhii Bushchan e o Polissia acertam mais 2 anos.
Aos 21 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Maksym Braharu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Polissia perguntou e o Sion disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
7 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Polissia perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Polissia, e não vai ser retirado.
Aos 23 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Karpaty ninguém diz, e no Polissia ninguém gosta de estar a adivinhar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Polissia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Nyva vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Andrii Demydenko pré-acordou a mudança para o Polissia, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Cremonese fica com o seu homem, e o Polissia volta a uma lista com um nome riscado.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Dynamo Kyiv perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Dynamo Kyiv ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Dynamo Kyiv a ouviu como outra coisa.
Nazar Voloshyn e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kostiantyn Vivcharenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Ivan Babenko e o Dynamo Kyiv acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Livyi Bereh falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 47 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
Já são 8 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Denys Ihnatenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Pierre Mounguengue não precisou: 8.92, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Dynamo Kyiv já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Dynamo Kyiv podem fingir não ter ouvido.
O aperto de mão com o Kolos está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
O Dynamo Kyiv foi ao Metalist com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Uma média de 7.69 na época, com 28 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
164 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Nazar Voloshyn esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Dynamo Kyiv a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Taras Mykhavko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.73, e nem uma objeção no estádio.
Jogo06/01/2029
O Dynamo Kyiv torna a sua casa um sítio difícil de visitar
8 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.