O último jogo do campeonato está jogado e a tabela parou de mexer: 34 pontos. O verão começa na segunda-feira, e com ele a discussão sobre o que tudo isto quis dizer.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 9.25, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores20/12/2032
Viktor Benes, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.18
Um 8.18 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. David Bero será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Trencin as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel20/12/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gia Nadareishvili está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Notas dos jogadores13/12/2032
Robert Kucka, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.75
Um 9.75 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Uma média de 7.04 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O AS Trencin sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 6 golos entre o AS Trencin e o MFK Skalica, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Terminou 4‑2, e a tarde foi de Robert Kucka: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o AS Trencin.
Plantel13/12/2032
Gia Nadareishvili desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
JogoNenhuma baliza a zero à vista para o AS Trencin
Robert Kucka, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.62
Um 7.62 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Uma média de 7.01 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. AS Trencin têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Trencin coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel06/12/2032
Richard Križan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no AS Trencin sabem-no.
7‑0, e a margem não enganou ninguém — aguentava mais um golo ou dois sem protesto. É por tardes assim que as pessoas continuam a vir.
Notas dos jogadores08/11/2032
Robert Kucka, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.77
Um 9.77 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
7 golos num jogo, Robert Kucka na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao AS Trencin nem ao Spartak Myjava.
Plantel08/11/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gia Nadareishvili está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 19. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Em resumo
Notas dos jogadoresGia Nadareishvili jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Hugo Pávek no seu melhor
PlantelViktor Benes é o melhor jovem do mês na divisão
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Trencin ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Terminou 3‑2, e a tarde foi de Viktor Benes: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o AS Trencin.
Plantel01/11/2032
Gia Nadareishvili desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Viktor Benes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matúš Sláviček, e o treinador deixou.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gia Nadareishvili estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no AS Trencin sabem-no.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco11/10/2032
Sharani Zuberu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Há coisas de que gostei e coisas que vamos repetir na terça-feira até saírem bem.” 1‑1, e um treinador que já tinha decidido como seria a terça-feira.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Robert Kucka não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Trencin ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel04/10/2032
Alexander Selecký desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Viktor Benes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
17 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 10 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
1‑4 frente ao Slovan Bratislava, e nenhuma queixa que sobreviva ao replay. O treinador falou de carácter no final; a bancada usou palavras mais curtas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Albert Duda será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Trencin as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Trencin coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Adrián Fiala lesiona os ligamentos do joelho — 31 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 31 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Trencin já se começa a dizer o nome dele no passado.
0‑4 para o Podbrezova, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Plantel06/09/2032
36 dias de fora para Peter Mazuch depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Trencin vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Direção06/09/2032
O AS Trencin fecha o mercado com um plantel feito por si
23 entradas e 23 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No AS Trencin ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
59 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Trencin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
A proposta do Dinamo Brest por Viktor Benes foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
O AS Trencin e o DAC Dunajska Streda acertaram em $700.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Trencin, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Richard Križan e o AS Trencin acertam mais 2 anos.
Adrián Fiala lesiona os ligamentos do joelho — 80 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 80 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Plantel19/07/2032
85 dias de fora para Peter Mazuch depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Trencin vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Trencin já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Lokomotiva Zagreb tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Slovan Bratislava fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
87 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Verba acordada, salário acordado, e o Lazio à espera com uma camisola. No AS Trencin ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Dila tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
O Slovan Bratislava aceitou o dinheiro. O que o AS Trencin ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Trencin, e não vai ser retirado.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Aos 20 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Em resumo
Alvos de mercadoPorta fechada: Jason Kodor fica onde está
94 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Trencin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 99 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Hugo Pávek, e o treinador deixou.
Uma sondagem ao Catania para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
10 chegadas, uma média de idades que ninguém chamaria plantel, e pais a quem mostram um edifício onde os filhos passarão mais tempo do que em casa. A prospeção já aconteceu; hoje é só papelada.
122 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Trencin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do AS Trencin já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Lukáš Mikulaj não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Trencin, e não vai ser retirado.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no AS Trencin a ouviu como outra coisa.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AS Trencin ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Plantel07/06/2032
Richard Križan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Catania fica com o seu homem, e o AS Trencin volta a uma lista com um nome riscado.
129 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel31/05/2032
O veredicto de uma época sobre Robert Kucka: o melhor da sua idade
O AS Trencin tem um jogador de 19 anos que a divisão acabou de eleger o seu melhor jovem. O próximo problema do clube é que agora toda a gente também sabe.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Tem 19 anos, média de 7.29, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
O tipo de ano que acaba com um nome a ser lido num salão. O AS Trencin aproveitou-o todas as semanas e tem agora o problema de todos os outros saberem.
26 jogos e 12 golos longe daqui, e um homem que o treinador não tinha no verão passado. O empréstimo fez o que os empréstimos devem fazer e quase nunca fazem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco31/05/2032
Sharani Zuberu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tadeáš Hájovský assinar alguma coisa — um contrato no AS Trencin ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
107 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Sochi perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Uma média de 7.29 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Sochi têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Kuba Bochniarz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco24/05/2032
Yegor Ushakov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Sochi dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
136 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O AS Trencin perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Gia Nadareishvili estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AS Trencin ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gia Nadareishvili está nela.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel10/05/2032
Alexander Selecký desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O AS Trencin sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Elliot Newby, e o treinador deixou.
77 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Tem 19 anos, média de 7.29, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sochi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Kuba Bochniarz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Kirill Boyarskikh agiu, no Sochi, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Plantel26/04/2032
Ignacio Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Jorman Campuzano treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
O bancoYegor Ushakov tornou-se um homem de confiança do treinador
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Trencin, e não vai ser retirado.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/04/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gia Nadareishvili está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Plantel26/04/2032
Uma lesão muscular afasta Kristo Hussar durante 15 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No AS Trencin vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 33 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kevin Medina e o AS Trencin acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AS Trencin ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Robert Kucka treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Tem 19 anos, média de 7.29, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Kuba Bochniarz e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Zakhar Fedorov está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Yegor Sysoev, e o treinador deixou.
Disseram uma coisa a Yegor Sysoev e depois aconteceu. Neste meio, isso passa por notável, e o balneário reparou mais depressa do que qualquer adepto podia.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Sochi joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Em resumo
O bancoYegor Ushakov tornou-se um homem de confiança do treinador
47 dias de fora para Franko Sabljić depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Trencin vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do AS Trencin, e não vai ser retirado.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Richard Križan estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Emprestados29/03/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Viktor Benes
12 golos em 26 jogos no Sochi — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Trencin alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No AS Trencin ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Adrián Fiala treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
1‑2 frente ao CSKA Moscow, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
74 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Baltika fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Uma média de 7.30 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Sochi sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Viktor Benes não precisou: 7.89, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
7.83, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Em resumo
DireçãoFecha o mercado: 12 entradas, 20 saídas no Sochi
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/03/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Richard Križan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Robert Kucka treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O AS Trencin sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores23/02/2032
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.21
Um 8.21 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sochi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Konstantin Malitskiy agiu, no Sochi, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fakel fica com o seu homem, e o Sochi volta a uma lista com um nome riscado.
82 dias de fora para Franko Sabljić depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O AS Trencin vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Sharani Zuberu e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel23/02/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gia Nadareishvili está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em AS Trencin, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Viktor Benes não precisou: 8.23, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Kuba Bochniarz esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O APOEL fica com o seu homem, e o Sochi volta a uma lista com um nome riscado.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Viktor Benes. 2‑0 sobre o Neftekhimik, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A proposta do Minsk por Hugo Pávek foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Trencin coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/02/2032
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Richard Križan está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Kevin Medina e o AS Trencin acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Emprestados16/02/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Viktor Benes
10 golos em 23 jogos no Sochi — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Trencin alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Adrián Fiala treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no Zenit ninguém diz, e no Sochi ninguém gosta de estar a adivinhar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Octavio Perdomo será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sochi as despedidas começaram em silêncio.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zenit fica com o seu homem, e o Sochi volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. Viktor Benes tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no AS Trencin falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Uma média de 7.29 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O AS Trencin sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
As regras permitem-no e dói na mesma. Riccardo Brighenti acertou condições com o MFK Michalovce para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel09/02/2032
Richard Križan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Emprestados09/02/2032
Os golos continuam a chegar do exílio de Viktor Benes
9 golos em 22 jogos no Sochi — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Trencin alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O painel já tinha subido, os protestos já tinham começado, e então a bola entrou ao minuto 91. O Baltika vai rever cada segundo do tempo extra durante uma semana.
A proposta do Zenit Penza por Ruslan Bart foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Zakhar Fedorov produziu-o, e o 8.48 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Baltika fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Vai para o CSKA Moscow, o clube tem $3.1M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Uma média de 7.18 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Sochi têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
3 defendidos dos onze metros, e um estádio que vai descrever cada um deles durante vinte anos. Um guarda-redes precisa de uma noite assim numa carreira, e foi esta.
O Dinamo Makhachkala está fora e o Sochi segue em frente, com um 3‑3 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Verba acordada, salário acordado, e o Paradou à espera com uma camisola. No Sochi ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Notas dos jogadores12/01/2032
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.27
Um 8.27 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sochi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
41 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Uma média de 7.29 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O AS Trencin sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Slovan Bratislava fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de AS Trencin ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Richard Križan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sharani Zuberu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sharani Zuberu está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Robert Kucka treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
A série sem derrotas chega aos 14 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Sochi estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Uma média de 7.14 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Sochi têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
A primeira derrota em 9 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Torpedo Moscow; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
A camisola ainda lhe serve. Nikita Shevchenko está de volta ao Sochi, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Kuba Bochniarz e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 40. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Viktor Benes não precisou: 9.61, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Sochi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sochi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Richard Križan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/12/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sharani Zuberu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel22/12/2031
Uma lesão muscular afasta Peter Pekarik durante 14 dias
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No AS Trencin vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Aos 19 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Ignacio Saavedra produziu-o, e o 8.26 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Viktor Benes não precisou: 8.63, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Alexandr Kovalenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel15/12/2031
Uma transferência que Artem Babchuk teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Artem Babchuk está a viver essa versão no Sochi, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Leo Goglichidze estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Chernomorets vai querer esquecer isto depressa: 4‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Sochi foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Já são 6 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.98 para o resto.
Uma média de 7.01 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Sochi sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Alexandr Kovalenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Danil Spodarets volta a ser jogador do Sochi, e a cidade tem a sua história do verão.
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Notas dos jogadores01/12/2031
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.61
Um 7.61 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Alexandr Kovalenko e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Dribles concretizados: 22. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Sochi sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresIgnacio Saavedra jogou uma tarde diferente da de toda a gente
DireçãoOs salários engolem 103% das receitas do Sochi
71 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Sochi perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Dribles concretizados: 30. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Sochi pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Notas dos jogadores10/11/2031
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.82
Um 7.82 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Maxim Shabaidakov pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Alexandr Kovalenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/11/2031
Adel Teshkin consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Adel Teshkin acabou de assinar pelo Sochi e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel10/11/2031
Ignacio Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Konstantin Voinkov agarrou este contra o Mashuk. 5‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Sochi.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Leo Goglichidze e o Sochi acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Sochi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Zakhar Fedorov, e o treinador deixou.
Posição 2, 23 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alexandr Kovalenko será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Sochi as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Sochi, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores29/09/2031
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.15
Um 8.15 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não há pior forma de perder um futebolista. Benito Paklayan pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Ruslan Bart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ignacio Saavedra estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Baltika fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Alexandr Kanischev acertou condições com o Zenit Penza para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Alexandr Kovalenko e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ignacio Saavedra está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexandr Kovalenko. 2‑0 sobre o Rotor, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
35 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O AS Trencin perdeu-o em tudo menos nos papéis.
7.87, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Richard Križan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sharani Zuberu estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Matúš Sláviček, e o treinador deixou.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O AS Trencin vai tentar não fazer disso um caso.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Sochi perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Sochi tem 5 vitórias seguidas dela.
Notas dos jogadores25/08/2031
Viktor Benes, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.97
Um 7.97 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alexandr Kovalenko esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel25/08/2031
Ignacio Saavedra desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Plantel25/08/2031
Mihai Butean sofre uma lesão muscular — 17 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
119 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Lukáš Mikulaj não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O AS Trencin pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Plantel16/06/2031
Sharani Zuberu sofre uma lesão muscular — 14 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 14 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Trencin coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/06/2031
Richard Križan desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Ahrobiznes fica com o seu homem, e o AS Trencin volta a uma lista com um nome riscado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Markus Poom, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoSharani Zuberu tornou-se um homem de confiança do treinador
133 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O AS Trencin perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que AS Trencin podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mohammed Garba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Trencin as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Richard Križan e o AS Trencin acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no AS Trencin coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel02/06/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sharani Zuberu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Mais um nome na lista: o Spartak Trnava fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Lukáš Mikulaj. A resposta do AS Trencin não mudou — para já.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Eliminado, 0‑6 com o Slovan Bratislava, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
0-6, e muito antes do fim a bancada visitante tinha passado do incentivo para algo bastante mais afiado. Ninguém liga para um programa de rádio por perder por pouco.
Uma média de 7.08 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. AS Trencin têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No AS Trencin estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Jogo21/05/2031
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do AS Trencin e do Slovan Bratislava por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Richard Križan, e o treinador deixou.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 96 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Torpedo Moscow, e não vai ser retirado.
Tem 18 anos, média de 7.14, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Torpedo Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torpedo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Costa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sadyg Bagiev está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Santiago Costa treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Tem 18 anos, média de 7.08, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Richard Križan e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel28/04/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sharani Zuberu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Gia Nadareishvili. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Uma média de 7.14 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Torpedo Moscow têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vladlen Babaev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Torpedo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torpedo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/04/2031
Palavras no treino do Torpedo Moscow sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Santiago Costa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sadyg Bagiev está nela.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Rostislav Soldatenko treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Oleg Nikiforenko. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Richard Križan e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel21/04/2031
Sharani Zuberu desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco21/04/2031
Sharani Zuberu tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no AS Trencin dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Torpedo Moscow, e não vai ser retirado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Torpedo Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Klimenty Sidorov acertou condições com o Dinamo Makhachkala para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Kirill Gotsuk e o Torpedo Moscow acertam mais 2 anos.
Kirill Gotsuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Santiago Costa estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 18 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Torpedo Moscow vai tentar não fazer disso um caso.
Uma média de 7.08 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O AS Trencin sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Franko Sabljić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel31/03/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sharani Zuberu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Gia Nadareishvili está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Adam Bozenik, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Gia Nadareishvili. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Tem 18 anos, média de 7.14, e os profissionais mais velhos começaram a dar-lhe a bola nos minutos difíceis. Essa última parte é o verdadeiro relatório de observação.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vladlen Babaev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Torpedo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Santiago Costa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleg Nikiforenko estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Uma média de 7.08 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O AS Trencin sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Sharani Zuberu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel03/03/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Gia Nadareishvili está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Gia Nadareishvili. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Notas dos jogadores03/03/2031
Viktor Benes, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.80
Um 9.80 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Dribles concretizados: 28. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Uma média de 7.15 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Torpedo Moscow têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Vladlen Babaev será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Torpedo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torpedo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não era o certo para mim. Não vou explicar porquê a ninguém, a não ser às pessoas a quem devo uma explicação.” Um negócio acordado entre dois clubes, e um jogador que se recusou a fazer parte dele.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mohammed Garba será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no AS Trencin as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Lukáš Juliš e o AS Trencin acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Sharani Zuberu e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel10/02/2031
Gia Nadareishvili desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Slovan Bratislava vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Greg Docherty pré-acordou a mudança para o AS Trencin, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O AFC Wimbledon fica com o seu homem, e o AS Trencin volta a uma lista com um nome riscado.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o AS Trencin sabe em que fase está.
Emprestados10/02/2031
Os golos continuam a chegar do exílio de Viktor Benes
9 golos em 19 jogos no Torpedo Moscow — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No AS Trencin alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Torpedo Moscow já se começa a dizer o nome dele no passado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Alexandr Yushin produziu-o, e o 9.54 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Viktor Benes não precisou: 8.67, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Dmitry Kalaida será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Torpedo Moscow as despedidas começaram em silêncio.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Torpedo Moscow, e não vai ser retirado.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Kirill Gotsuk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Uma média de 7.08 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. AS Trencin têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o MFK Ruzomberok fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O AS Trencin pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Direção03/02/2031
Fecha o mercado: 0 entradas, 1 saídas no AS Trencin
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 0, saíram 1, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
O AS Trencin perguntou e o Spartak Trnava disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Franko Sabljić e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Markus Poom compromete-se com o AS Trencin por mais 3 anos.
Plantel03/02/2031
Palavras no treino do AS Trencin sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Sharani Zuberu está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Viktor Benes produziu-o, e o 8.89 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Uma média de 7.03 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Torpedo Moscow sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Alexandr Yushin e o Torpedo Moscow acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Torpedo Moscow ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Torpedo Moscow coisas que levam mais de uma semana a retirar.