15 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Independiente CG perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Willy Pretel esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Blas Franco estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Independiente CG foi explícito quanto à situação de Pablo Ortellado, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Blas Franco está nela.
Adrian Peralta lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Independiente CG está a esgotar-se.
Posição 14 e 21 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Independiente CG podem fingir não ter ouvido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Blas Franco está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
29 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Independiente CG perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Willy Pretel e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
36 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Independiente CG perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Independiente CG coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Plantel20/09/2027
Blas Franco desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Independiente CG foi explícito quanto à situação de Juan González, o que é mais do que muitos recebem.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Independiente CG disse a Juan González que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Axel Loncharich está nela.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nicolás Suárez
Tomás Lezcano lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Independiente CG pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
6 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Independiente CG sabe dizer em que semana.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
Marcelo Paredes e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
2 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Adrian Peralta é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Federico Balbuena passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.