17 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Pro Vercelli perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Pro Vercelli, e não vai ser retirado.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 5 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Plantel05/01/2032
Pietro Passador desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Pro Vercelli perguntou e o Cosenza disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Mais um nome na lista: o Cavese fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Simone Perucchini. A resposta do Pro Vercelli não mudou — para já.
Aos 19 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Pro Vercelli vai tentar não fazer disso um caso.
Em resumo
Notas dos jogadoresLorenzo Cancila passa por eles um de cada vez
Danilo Ferrara lesiona os ligamentos do joelho — 24 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 24 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Plantel29/12/2031
Palavras no treino do Pro Vercelli sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aymen Zouin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A carreira de um guarda-redes conta-se pelos jogos em que ninguém lhe marcou, e Pietro Passador tem agora 49 deles em 175 partidas. Nada naquele número foi sorte.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Pro Vercelli disse a Lorenzo Moschetta que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kevin Stella, e o treinador deixou.
31 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Pro Vercelli perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Lorenzo Moschetta esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Plantel22/12/2031
Palavras no treino do Pro Vercelli sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Pietro Passador está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alessandro Carosso, e o treinador deixou.
Dribles concretizados: 14. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
O banco22/12/2031
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Martino Sorrentino não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Pro Vercelli também ninguém o escondia.