A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Bayern Munich perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Chegou por uma verba e sai por uma fração dela. $1.6M do que o Bayern Munich pagou por Filippo Mané é dinheiro que o clube não volta a ver, e a direção será interpelada sobre isso durante duas épocas.
Jogo01/09/2035
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
5 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Eintracht Frankfurt seguiu em frente, Badredine Bouanani apresenta-se de volta no Bayern Munich, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bayern Munich podem fingir não ter ouvido.
Direção03/09/2035
O Bayern Munich fecha o mercado com um plantel feito por si
21 entradas e 33 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
Erling Haaland esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelLevi Colwill desentende-se com um colega por causa das exigências
Plantel10 jogadores do Bayern Munich ao serviço das seleções
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
16 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
O Mainz 05 vai querer esquecer isto depressa: 6‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bayern Munich vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 10.00 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
33 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
7 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Bayern Munich pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Uma média de 7.39 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 24 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Erling Haaland e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Levi Colwill estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Alphonso Davies está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Alphonso Davies assinar alguma coisa — um contrato no Bayern Munich ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
26 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Já são 15 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Bayern Munich vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Com 13 jogadores ao serviço das seleções, os treinos são pequenos e o treinador até consegue ouvir-se. É a única pausa da época, e nunca sabe bem a uma.
Jogo11/11/2034
Mais uma trazida de fora
6 seguidas na estrada para o Bayern Munich. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Erling Haaland e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
25 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Já são 13 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
O Kaiserslautern vai querer esquecer isto depressa: 7‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Bayern Munich foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Mateo Retegui agarrou este contra o Greuther Fürth. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Bayern Munich.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 38 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Erling Haaland produziu-o, e o 8.71 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bayern Munich ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Em resumo
O bancoBerkay Yılmaz: não foi isto que me prometeram
24 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Jogo28/10/2034
Ninguém quer jogar contra o Bayern Munich neste momento
11 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Bayern Munich falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.95 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Leon Avdullahu será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bayern Munich as despedidas começaram em silêncio.
Notas dos jogadores30/10/2034
Um golo de defesa dá a vitória ao Bayern Munich — 7.96
1 para Pedri, avaliado com 7.96, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Em resumo
Notas dos jogadoresAlphonso Davies passa por eles um de cada vez
PlantelLevi Colwill desentende-se com um colega por causa das exigências
DireçãoEm Bayern Munich, 146% das receitas vão para salários