121 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Hellas Syros perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
As bancadas12/08/2030
Os adeptos organizam-se contra a direção do Hellas Syros
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Hellas Syros já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hellas Syros, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Edoardo Mannino será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Hellas Syros as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hellas Syros coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Asteras fica com o seu homem, e o Hellas Syros volta a uma lista com um nome riscado.
Plantel12/08/2030
Palavras no treino do Hellas Syros sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Thomas Markezinis está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Hellas Syros podem fingir não ter ouvido.
Vasilis Tsiantoulas e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Paris Babis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Há manhãs em que acordas e tudo o que conheces continua longíssimo.» Não é o futebol e nunca foi: o Hellas Syros lida com um homem que quer outro país.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Hellas Syros, mais uma semana sem a assinatura de Kostas Lampsias.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Hellas Syros pode pedir e sobe o salário que Vasilis Tsiantoulas pode exigir.
Em resumo
MercadoJakub Michura colocado na lista de transferências
Os adeptos organizam-se contra a direção do Hellas Syros
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Jogo25/03/2030
Para o Hellas Syros, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 12 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Hellas Syros está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hellas Syros coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Thomas Markezinis estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Marcel Colin, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Hellas Syros. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Uma cara nova na posição dele e uma camisola que julgava sua de repente em discussão. O Hellas Syros não prometeu nada, que é o que os clubes prometem nesta fase.
A raiva no Hellas Syros transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Jogo28/01/2030
Para o Hellas Syros, cada ponto é agora uma discussão
Posição 10 e 12 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Hellas Syros, e não vai ser retirado.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Hellas Syros está a esgotar-se.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Hellas Syros fez a parte difícil com o Panathinaikos, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Paris Babis e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Ben Purches estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mido Mostafa lesiona os ligamentos do joelho — 25 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 25 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Eliminado, 0‑4 com o Panathinaikos, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
8 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Hellas Syros sabe dizer em que semana.
Acabou 0-4. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel01/10/2029
Marcel Colin consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Marcel Colin acabou de assinar pelo Hellas Syros e, por uma vez, a resposta importava.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Hellas Syros coisas que levam mais de uma semana a retirar.