Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Bruno Henrique marcou, foi avaliado com 7.64 e voltou antes de alguém dar pela falta.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑3 Henrique Lopes saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Daniel Ribeiro e o Itabaiana acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco26/10/2026
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Daniel Peixoto
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Segue-se o Retrô, e há um homem no balneário do Itabaiana que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Itabaiana ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Para o Itabaiana, cada ponto é agora uma discussão
Posição 20 e 4 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Itabaiana podem fingir não ter ouvido.
Plantel19/10/2026
Palavras no treino do Itabaiana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bruno Henrique está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Cada estreia é uma pequena história sobre o futuro: Daniel Ribeiro, 16 anos, saído dos campos da formação para a equipa principal. Os pais, na bancada, vão guardar o programa do jogo.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Capote agiu, no Itabaiana, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Júlio Amorim e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bruno Henrique estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A formação existe exatamente para esta manhã. Daniel Ribeiro passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Itabaiana vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Itabaiana, mais uma semana sem a assinatura de Capote.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Júlio Amorim assinar alguma coisa — um contrato no Itabaiana ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
O bancoAlex Ribeiro pede uma conversa com o treinador