45 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Manauara perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2 golos de vantagem e depois uma rendição lenta de tudo o que fora ganho. Rodrigo Nogueira não será o apontado, mas ninguém no Manauara escapa à conversa que se segue a um colapso destes.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Manauara está a esgotar-se.
O buraco nas contas voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm o direito de agradecer e de perguntar o que acontece no mês em que não for, e os dois sentimentos chegam juntos.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Fluminense fica com o seu homem, e o Manauara volta a uma lista com um nome riscado.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Manauara perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Alberte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 38 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Manauara é como lidar com um homem a quem deve muito.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Manauara perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Derrota por 0‑3 com o Iguatu, e derrota em tudo o que conta. O inquérito começa no relvado de treino segunda-feira de manhã.
Plantel20/08/2029
Palavras no treino do Manauara sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Neto Oliveira está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑3, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o Ypiranga.
Quatro parágrafos no site do clube, nenhum deles sobre futebol. A direção agradeceu, desejou-lhe felicidades e já tinha a procura em marcha antes de a página ir para o ar.
56 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Manauara perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A equipa técnica esvaziou-se por completo e não havia ninguém internamente para promover, por isso o clube nomeou um nome que quase nenhum adepto reconhecerá. Recupera-se disto; ninguém gosta de o explicar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Agustín Campi será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Manauara as despedidas começaram em silêncio.
«Alguém tem de fazer a equipa no sábado. Esta semana sou eu, e não pensei mais longe do que isso.» Não houve promessas de parte a parte, que é como estas coisas costumam começar.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Alberte esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Vinícius Cavalcante é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
A formação existe exatamente para esta manhã. Renato Cunha passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.