30 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Korona perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Korona, e não vai ser retirado.
A proposta do Pogon por Kamil Jakubczyk foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Korona já se começa a dizer o nome dele no passado.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Korona ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Stefan Obradović e o Korona acertam mais 3 anos.
Kamil Jakubczyk esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A série sem derrotas chega aos 6 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Verba acordada, salário acordado, e o Wieczysta Kraków à espera com uma camisola. No Korona ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. William Madsen será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Korona as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Korona coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/06/2035
Rúben Furtado desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Perguntou-se ao Slavia Prague se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Karol Szymanski tem a sua resposta do Korona; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Korona ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não há pior forma de perder um futebolista. Karel Jančok pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Rúben Furtado e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel25/09/2034
Lukasz Moder consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Lukasz Moder acabou de assinar pelo Korona e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Antoñín está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Tiago Leitão, e o treinador deixou.
Tem 19 anos e ninguém em Korona o contratou para esta época. Negócios destes julgam-se daqui a quatro anos, por gente que talvez já não esteja na casa.
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 24 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Radomiak Radom a ouviu como outra coisa.
As regras permitem-no e dói na mesma. Przemysław Misiak acertou condições com o Odra Opole para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Muhamed Šahinović e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Jorge Meireles estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 54 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Verba acordada, salário acordado, e o Chrobry Głogów à espera com uma camisola. No Radomiak Radom ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O negócio com o Korona está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Jogo28/01/2034
Não se vê o fim da espera do Radomiak Radom por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Radomiak Radom tem de arrancar um resultado de algum lado.
As regras permitem-no e dói na mesma. Lukasz Moder acertou condições com o Lechia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
4 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.
Plantel30/01/2034
Palavras no treino do Radomiak Radom sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jorge Meireles está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.