Mikhail Ageev lesiona os ligamentos do joelho — 144 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 144 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os salários ultrapassaram as receitas e a contabilidade começou a aparecer em reuniões a que antes mandava desculpas. Numa época destas, a ambição vem em segundo.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kuban coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Rodrigo Díaz está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 1, 28 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kuban, e não vai ser retirado.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kuban, e não vai ser retirado.
Notas dos jogadores07/10/2030
Raman Hleb, 18 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.69
Um 7.69 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 18. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Ilja Moseichuk está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O Chaika segurou a vantagem 3 minutos, que não chega para a desfrutar. O Kuban respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Yelisey Yemeljanov será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kuban as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kuban coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Direção22/07/2030
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Kuban
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Pyotr Rakov está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Yakov Vinogradov passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Kuban está a esgotar-se.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Kuban coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.