84 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Bhayangkara Presisi perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Bhayangkara Presisi ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bhayangkara Presisi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milan Ristovski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Omar Younes, e o treinador deixou.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bhayangkara Presisi sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nir Natcho está nela.
112 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bhayangkara Presisi perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ousmane Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bhayangkara Presisi as despedidas começaram em silêncio.
Mauricio Vera esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Milan Ristovski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bhayangkara Presisi sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
6.º lugar com 56 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Bhayangkara Presisi pode pedir e sobe o salário que Zidane Afandi pode exigir.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ousmane Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bhayangkara Presisi as despedidas começaram em silêncio.
Mauricio Vera esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Toni Firmansyah estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Bhayangkara Presisi sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nir Natcho está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bhayangkara Presisi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
6.º lugar com 56 pontos, e os lugares que dão bilhete para a Europa estão perto o suficiente para se contarem. Épocas assim decidem-se em dois resultados em abril, e o clube sabe quais.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Rayhan Utina pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
Em resumo
MercadoContinua sem haver assinatura de Zidane Afandi
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Bhayangkara Presisi coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Milan Ristovski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Nir Natcho e o Bhayangkara Presisi acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
O banco22/09/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 3‑2, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bhayangkara Presisi podem fingir não ter ouvido.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Mauricio Vera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel15/09/2031
Milan Ristovski desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Moussa Sidibé, e o treinador deixou.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $22.8M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Juni Antara
Notas dos jogadoresA única coisa que Milan Ristovski não conseguiu
PlantelNir Natcho é o melhor jovem do fim de semana
O mais difícil de ter 18 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Yonatan Glazer não precisou: 8.44, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.08 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Dejan Račić e o Bhayangkara Presisi acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Toni Firmansyah está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Milan Ristovski e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moussa Sidibé estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O treinador prendeu-os no balneário e disse o que tinha a dizer. Espera-se resposta no sábado e, se não vier, as perguntas sobem um andar.
O banco30/06/2031
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑3 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Moussa Sidibé: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Bhayangkara Presisi a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Milan Ristovski assinar alguma coisa — um contrato no Bhayangkara Presisi ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Bhayangkara Presisi nada responderam, o que também é uma resposta.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ousmane Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Bhayangkara Presisi as despedidas começaram em silêncio.
Já são 6 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Moussa Sidibé estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Dribles concretizados: 27. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Mauricio Vera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milan Ristovski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.27 na época, com 11 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
100 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Acabou 1‑1, e de certa forma sempre pareceu que ia acabar assim. Uma daquelas tardes em que a tabela mexe menos do que os nervos.
O banco02/06/2031
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
O Borneo está fora e o Bhayangkara Presisi segue em frente, com um 4‑3 como palavra final. O quadro abre-se um pouco, e toda a gente se permite espreitá-lo.
Notas dos jogadores19/05/2031
Nir Natcho, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 9.53
Um 9.53 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 8.31 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Mauricio Vera esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos num jogo, Noah Cacace na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Bhayangkara Presisi nem ao Arema.
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«Disseram-me coisas antes de eu assinar. Não as vou repetir, mas lembro-me de todas.» Bhayangkara Presisi nada responderam, o que também é uma resposta.
Milan Ristovski esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Notas dos jogadores24/03/2031
Milan Ristovski jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.42. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Plantel24/03/2031
Toni Firmansyah desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Dribles concretizados: 15. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Bhayangkara Presisi podem fingir não ter ouvido.
A proposta do PSBS Biak por Noah Cacace foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Mauricio Vera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel13/01/2031
Moussa Sidibé desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Fachri Kurniawan e o Bhayangkara Presisi acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mauricio Vera assinar alguma coisa — um contrato no Bhayangkara Presisi ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Bhayangkara Presisi, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Milan Ristovski estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Milan Ristovski. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Bhayangkara Presisi, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Minuto 92. Milan Ristovski encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Maluku Utara United passou do ponto ao nada num só movimento.
Mauricio Vera e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel10/06/2030
Nir Natcho consegue a transferência que sempre quis
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Nir Natcho acabou de assinar pelo Bhayangkara Presisi e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milan Ristovski está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Noah Cacace tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.