Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 110 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Copenhagen coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Copenhagen podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kasper Dalsgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Copenhagen as despedidas começaram em silêncio.
Andreas Olsen lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no FC Copenhagen falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Delé Thomas esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Prince Amoako esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kasper Dalsgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Copenhagen as despedidas começaram em silêncio.
Plantel28/04/2042
Palavras no treino do FC Copenhagen sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Delé Thomas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Ninguém faz um documentário sobre um isquiotibial e toda a gente nisto o teme. No FC Copenhagen vão ter cuidado com a data de regresso, porque a segunda é sempre pior do que a primeira.
Prince Amoako esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ninguém quer jogar contra o FC Copenhagen neste momento
28 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
35 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 37 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.31 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
Prince Amoako esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de FC Copenhagen ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kasper Dalsgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Copenhagen as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Konstantin Tyukavin e o FC Copenhagen acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Em resumo
PlantelChristian Ordoñez desentende-se com um colega por causa das exigências
DireçãoO FC Copenhagen liberta $7.2M para o treinador
Notas dos jogadoresAmin Chiakha podia ter feito três
Robert Norgaard lesiona os ligamentos do joelho — 28 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 28 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 67 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no FC Copenhagen a ouviu como outra coisa.
Já são 21 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Jogo23/11/2041
O FC Copenhagen torna a sua casa um sítio difícil de visitar
30 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
35 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Copenhagen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O AGF vai querer esquecer isto depressa: 7‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O FC Copenhagen foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gabriel Sierra produziu-o, e o 8.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Kasper Dalsgaard produziu-o, e o 8.70 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.