«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Al Ain coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O banco27/09/2032
Adis Jašić tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Al Ain dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Dribles concretizados: 14. Havia sempre um defesa à frente dele, e nunca houve um defesa à frente dele por muito tempo.
Direção27/09/2032
Em Al Ain não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Al Ain neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Rashid Al Menhali depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Al Ain ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Al Ain admitiria. Nota-se aos sábados.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Al Ain perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Isaac Tshibangu será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Al Ain as despedidas começaram em silêncio.
Prince Guèye e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Abdoulkarim Traoré está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Adis Jašić assinar alguma coisa — um contrato no Al Ain ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Segue-se o Al Dhafra, e há um homem no balneário do Al Ain que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Estava tudo acordado até deixar de estar, e Yussif Suleiman regressa a Al Ain com um verão para esquecer. Nenhum dos clubes diz quem se levantou da mesa.
Marouan Azarkan esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Majed Ismail está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Hassan Omar está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Ahmed Al Kamali está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
“Vejo todos os jogos do Al Ain daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Al Nasr segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Plantel08/09/2031
As regras de inscrição deixam Pascu de fora no Al Ain
Não tem nada que ver com a forma dele e tudo que ver com a forma como o plantel foi montado. Vai treinar a semana inteira com um grupo pelo qual não pode jogar, o que é uma maneira estranha de passar uma época.
Em resumo
O bancoUmeh Emmanuel pede uma conversa com o treinador
O bancoYohan González tornou-se um homem de confiança do treinador