133 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Bayer Leverkusen perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
1 para Markus Becker, avaliado com 7.81, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Dribles concretizados: 23. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel09/01/2051
Joel Babel desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Toda a gente deixou de fingir: o Heidenheim vai fazer a chamada por Jonas Peters esta semana. O Bayer Leverkusen tem um número em mente, e o número não é tímido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Alexander Ludwig tem a sua resposta do Bayer Leverkusen; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
74 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O TSG Hoffenheim perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Vitória por 3‑2 sobre o St. Pauli, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
O Werder Bremen vai querer esquecer isto depressa: 5‑1, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O TSG Hoffenheim foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Notas dos jogadores28/11/2050
Uma estreia que Daniel Müller não vai esquecer — 7.95
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 1 no marcador, 7.95 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oliver Baumann produziu-o, e o 8.55 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Uma média de 7.45 na época, com 19 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Leon Kraus não precisou: 8.06, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
104 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O TSG Hoffenheim perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2 à frente e em controlo total, e acabou com o Borussia Dortmund como a equipa mais feliz. Não há versão desta tarde que o TSG Hoffenheim goste de rever.
16 golos e uma média de 7.38 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Gregor Hahn será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no TSG Hoffenheim as despedidas começaram em silêncio.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Tim Schumacher e o TSG Hoffenheim acertam mais 4 anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No TSG Hoffenheim ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Colete de aquecimento, noventa minutos a ver, e um aperto de mão no fim que não enganou ninguém. Os jogos grandes dizem em quem o treinador confia; este disse-o a Lukas Skov.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
8 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lukas Lehmann
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
O TSG Hoffenheim mexeu-se antes que outro pudesse: novo contrato para Deniz Tufan, acertado em silêncio e anunciado em voz alta. As direções renovam com treinadores por muitas razões; a boa é aquela com que esta se parece.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lukas Lehmann. 5‑4 sobre o Borussia Mönchengladbach, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
A proposta do VfL Wolfsburg por Lukas Lehmann foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Vai jogar aqui até ao verão e depois sair pela porta de graça, tendo já assinado noutro lado. Os adeptos aguentam a primeira parte desta frase; é com a segunda que vão ter dificuldade.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No TSG Hoffenheim ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel01/08/2050
Lukas Skov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no TSG Hoffenheim dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Thomas Sajous e o TSG Hoffenheim acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Eliminado, 2‑3 com o VfB Stuttgart, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
O telefone voltou a tocar por causa de Tim Schumacher, e desta vez do outro lado está o St. Pauli. No TSG Hoffenheim ouvem com educação e não prometem nada.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Recuperou e depois fez alguma coisa com isso, que são dois trabalhos e a razão de o marcador ter o aspeto que tem. 11 ações combinadas e uma nota de 6.57, e nenhuma delas entrará num resumo.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» David Maier e o TSG Hoffenheim acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Markus Ludwig lesiona os ligamentos do joelho — 58 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 58 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que TSG Hoffenheim podem fingir não ter ouvido.
Plantel16/08/2049
Palavras no treino do TSG Hoffenheim sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Tim Schumacher está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.