Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletic Bilbao falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
333 jogos ao longo de 13 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Já são 10 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Jogo02/11/2041
Não se vê o fim da espera do Athletic Bilbao por uma vitória
Já são 6 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Athletic Bilbao tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nobel Mendy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tian Mačak será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletic Bilbao as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.90 aos 39, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel28/10/2041
Michal Kroupa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O golo que pôs o Mallorca na frente ainda passava nos ecrãs do corredor quando o Athletic Bilbao empatou, 3 minutos depois. Uma vantagem vale o que se fizer com ela.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Sergio Montes e o Athletic Bilbao acertam mais 5 anos.
Em resumo
PlantelNobel Mendy tornou-se um homem de confiança do treinador
12 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/09/2041
Michal Kroupa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Athletic Bilbao disse a Daniel Jiménez que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.15 aos 34, e ninguém no campo esteve melhor.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Hugo Parra será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletic Bilbao as despedidas começaram em silêncio.
Nobel Mendy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michal Kroupa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Nejc Viher. 3‑2 sobre o Gijón, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Athletic Bilbao sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nejc Viher produziu-o, e o 8.20 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Athletic Bilbao já falam dele no passado.
Plantel16/09/2041
Michal Kroupa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Julen Domínguez e o Athletic Bilbao acertam mais 4 anos.
Jorge Marín lesiona os ligamentos do joelho — 36 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 36 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Nobel Mendy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Athletic Bilbao a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michal Kroupa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 48 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Gijón pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
As bancadas24/06/2041
Os adeptos revoltam-se com a venda de Daniel Jiménez por $48.5M
Vai para o Athletic Bilbao, o clube tem $48.5M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Daniel Jiménez volta a ser jogador do Athletic Bilbao, e a cidade tem a sua história do verão.
31 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Athletic Bilbao perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Plantel24/06/2041
Uma transferência que Daniel Jiménez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Daniel Jiménez está a viver essa versão no Athletic Bilbao, e costuma notar-se no primeiro mês.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 55 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Ambas as partes esperam falar nos próximos dias. O Gijón vai pedir um valor, e tudo o que vier depois é aritmética.
Plantel17/06/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Jorge Hernández assinar alguma coisa — um contrato no Gijón ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
As bancadasOs adeptos dizem o que pensam sobre Daniel Jiménez
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 69 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
263 jogos ao longo de 12 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 76 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há futebolistas que fazem uma boa temporada e futebolistas por quem uma temporada é recordada; aos segundos leem-lhes o nome num salão no verão. No Gijón estarão discretamente encantados e, em privado, nervosos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Uma média de 7.37 na época, com 35 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 97 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Gijón e do Mallorca por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Notas dos jogadores06/05/2041
Daniel Jiménez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.21. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Gijón falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Jiménez quer futebol continental; se o Gijón o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Jiménez. 2‑0 sobre o Real Sociedad, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 13 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Gijón falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Uma média de 7.31 na época, com 30 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Francesco Folino e o Gijón acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma média de 7.32 na época, com 29 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.05 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gijón ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
28 golos e uma média de 7.31 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Dribles concretizados: 22. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel18/03/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Amy Fleurilus. 3‑1 sobre o Deportivo La Coruña, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jacques Siwe, e o treinador deixou.
16 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gijón perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
506 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Gijón ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gijón ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel04/03/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
23 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gijón perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
26 golos e uma média de 7.29 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Martín Delgado. 2‑1 sobre o Rayo Vallecano, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Gijón perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Gijón e o Real Madrid, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Plantel18/02/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
25 golos e uma média de 7.28 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um 2‑0 sobre o Athletic Bilbao, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
10 ações defensivas e uma baliza a zero no fim delas. A tarde de um defesa só se pode contar pelo que não aconteceu, e é por isso que ninguém faz um resumo com ela e qualquer treinador da divisão a assinava.
0‑4 para o Sevilla, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Otávio e o Gijón acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo Fuentes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gijón as despedidas começaram em silêncio.
Plantel04/02/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma média de 7.27 na época, com 23 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Jiménez. 3‑1 sobre o Villarreal, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Notas dos jogadores28/01/2041
Daniel Jiménez jogou uma tarde diferente da de toda a gente
9.03. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Gijón sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Participação em 2 golos, de um jogador que passou noventa minutos a fazer aquilo que um treinador quer mesmo: estar onde a bola ia acabar. 7.98 ao lado do nome.
Plantel21/01/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
0‑3 para o Barcelona, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Gijón beneficiou disso.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Gijón já falam dele no passado.
Plantel07/01/2041
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Eliminado, 0‑1 com o Real Sociedad, e a longa discussão sobre qual dos pequenos momentos o decidiu. Agora só resta o campeonato, e toda a gente o sabe.
Daniel Jiménez tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 2 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Celta deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Jogo29/12/2040
Não se vê o fim da espera do Gijón por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Gijón tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresMartín Delgado encarou-os todo o jogo
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel24/12/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Jiménez quer futebol continental; se o Gijón o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Derrota por 2‑3, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel17/12/2040
Jorge Hernández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo Fuentes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gijón as despedidas começaram em silêncio.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Plantel10/12/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Avaliado com 7.92. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Plantel10/12/2040
Otávio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Gijón dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Gijón disse a Jacopo Antolini que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Gijón e do Zaragoza por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Gijón e do Valencia por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Plantel26/11/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
8 golos num jogo, Daniel Jiménez na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Gijón nem ao Deportivo La Coruña.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 41 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 41 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A dinâmica não se compra e perde-se depressa; neste momento o Gijón tem 3 vitórias seguidas dela.
Plantel29/10/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 48 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 48 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Daniel Jiménez quer futebol continental; se o Gijón o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já teve barulho que chegue. Se o Gijón pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 69 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 69 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel01/10/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um médio mede-se por saber se a equipa funciona quando ele está em campo, algo quase impossível de ver e completamente óbvio em retrospetiva. 11 ações, 6.63, e um treinador que não o vai substituir tão cedo.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Otávio. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Iván Santos deixa o Gijón pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 76 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 76 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 39 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.84 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Jiménez. 2‑1 sobre o Sevilla, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Faltam 2 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Gijón pode pedir e sobe o salário que Evgeny Bolotov pode exigir.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Felipe Rojas deixa o Gijón pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 97 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 97 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gijón ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Francesco Folino e o Gijón acertam mais 2 anos.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Gijón a ouviu como outra coisa.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 19 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel03/09/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Amy Fleurilus lesiona os ligamentos do joelho — 104 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 104 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Evgeny Bolotov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Gijón já falam dele no passado.
Plantel18/06/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Nunca quis estar noutro sítio. Ainda há trabalho por acabar aqui.» Wojciech Szymczak compromete-se com o Gijón por mais 3 anos.
Plantel18/06/2040
Otávio tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Gijón dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gijón, e não vai ser retirado.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Gijón ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel04/06/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Viktors Ohvovoriole, e o treinador deixou.
Dani Vivian lesiona os ligamentos do joelho — 142 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 142 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Athletic Bilbao já falam dele no passado.
Plantel14/05/2040
Aitor Paredes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Pedro Santiago e o Athletic Bilbao acertam mais 4 anos.
32 golos e uma média de 7.39 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
As notícias comerciais não têm cânticos e é com elas que se paga tudo o resto. A direção vai chamar-lhe parceria; a contabilidade vai chamar-lhe a diferença entre este plantel e um mais pequeno.
32 golos em 34 jogos no Gijón — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletic Bilbao alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletic Bilbao falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
835 jogos ao longo de 22 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Nico Williams e o Athletic Bilbao acertam mais 2 anos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Um 1‑0 sobre o Atlético Madrid, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Daniel Jiménez tinha feito a sua parte na construção de um colchão de 3 golos. O que veio depois foi coletivo, e ao Espanyol deixaram voltar a um jogo que estava arrumado.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Daniel Jiménez produziu-o, e o 8.65 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Athletic Bilbao falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
30 jogos no Rayo Vallecano e os golos não param. No Athletic Bilbao acompanham isto mais de perto do que o clube que o tem gostaria.
Jogo28/04/2040
O Athletic Bilbao torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Simon La Mantia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletic Bilbao as despedidas começaram em silêncio.
Plantel30/04/2040
Michal Kroupa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Michal Kroupa. 2‑1 sobre o Alavés, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
PlantelA ficha de jogo disse tudo sobre Unai Vencedor
MercadoA história de Nejc Viher recusa-se a morrer
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo Fuentes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gijón as despedidas começaram em silêncio.
Plantel23/04/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Otávio, e o treinador deixou.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 12 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Já teve barulho que chegue. Se o Gijón pode ser um sítio mais calmo para ele, ou se a única cura é sair para onde os programas de rádio são mais brandos, decide-se nos próximos meses.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Didier Palacios e o Gijón acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 49 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
29 golos em 30 jogos no Gijón — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletic Bilbao alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
2‑3 frente ao Real Madrid, e a estrada acaba aqui. As eliminações da taça são mortes rápidas — sem segunda mão, sem próxima semana, só o campeonato daqui até maio.
Unai Simón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Uma média de 7.39 na época, com 28 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 7 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
14 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Didier Palacios e o Gijón acertam mais 2 anos.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 58 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Athletic Bilbao a ouviu como outra coisa.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 10 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Gijón já falam dele no passado.
Plantel26/03/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.56, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Jogo17/03/2040
O Gijón torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Terminou 4‑2, e a tarde foi de Daniel Jiménez: marcou quando era preciso, e é a razão de os pontos ficarem com o Gijón.
Plantel19/03/2040
Jorge Hernández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Em resumo
Notas dos jogadoresJorge Hernández jogou uma tarde diferente da de toda a gente
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Martín Delgado no seu melhor
O Celta vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Athletic Bilbao foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Aos 33 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.87 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Víctor Moreno será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletic Bilbao as despedidas começaram em silêncio.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Unai Simón, e o treinador deixou.
Plantel19/03/2040
Michal Kroupa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Jogo17/03/2040
O Athletic Bilbao torna a sua casa um sítio difícil de visitar
9 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Com 2 golos de desvantagem isto era uma formalidade, e a formalidade durou até deixar de ser. O Gijón encontrou algo que a primeira parte não tinha anunciado, e o Elche não soube segurar o que tinha.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Plantel12/03/2040
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Daniel Jiménez
O Getafe vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Gijón foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
25 golos e uma média de 7.37 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Jogo03/03/2040
O Gijón torna a sua casa um sítio difícil de visitar
12 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Athletic Bilbao a ouviu como outra coisa.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel05/03/2040
Aitor Paredes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Athletic Bilbao e do Mallorca por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Em resumo
JogoO Athletic Bilbao torna a sua casa um sítio difícil de visitar
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Uma média de 7.33 na época, com 23 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Daniel Jiménez. 2‑1 sobre o Celta, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. Emmanuel Barbier pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
23 golos em 24 jogos no Gijón — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletic Bilbao alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
1 para Julen Domínguez, avaliado com 7.62, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Nobel Mendy esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Michal Kroupa está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
16 golos em 22 jogos no Rayo Vallecano — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletic Bilbao alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ekene Chukwuani. 2‑1 sobre o Betis, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Jogo18/02/2040
O Gijón torna a sua casa um sítio difícil de visitar
11 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Ricardo Méndez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
486 jogos ao longo de 10 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Francesco Folino e o Gijón acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 7 golos entre o Gijón e o Athletic Bilbao, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Michal Kroupa produziu-o, e o 9.77 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 7.85 aos 38, e ninguém no campo esteve melhor.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Unai Simón e o Athletic Bilbao acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Simon La Mantia será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Athletic Bilbao as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Simon La Mantia pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Enzo Fuentes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gijón as despedidas começaram em silêncio.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Posição 3, 48 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Athletic Bilbao a ouviu como outra coisa.
Aos 38 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.85 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Athletic Bilbao pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Unai Simón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aitor Paredes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gijón coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
É o nome de todas as colunas e de todos os programas, e isso pesa em qualquer idade. Há futebolistas que crescem ali dentro e outros que se apagam sem ruído.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Athletic Bilbao já falam dele no passado.
Plantel23/01/2040
Aitor Paredes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Aitor Paredes, e o treinador deixou.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Riccardo Giacalone está a viver essa versão no Athletic Bilbao, e costuma notar-se no primeiro mês.
Em resumo
Notas dos jogadoresUma tarde de defesa para Nejc Viher
Já são 4 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Athletic Bilbao coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel09/01/2040
Aitor Paredes desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Daniel Jiménez produziu-o, e o 9.23 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Um prémio individual é coisa estranha num desporto de equipa, e os melhores não se discutem. Teve o tipo de ano que acaba com o seu nome lido em voz alta, e o Gijón beneficiou disso.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gijón ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Ricardo Méndez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Didier Palacios está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Francesco Folino esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel19/12/2039
Didier Palacios desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Didier Palacios, e o treinador deixou.
Unai Simón esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Athletic Bilbao ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Aitor Paredes está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
13 golos em 15 jogos no Gijón — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No Athletic Bilbao alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.