Os adeptos organizam-se contra a direção do Temperley
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
34 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Temperley perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
21 golos e uma média de 7.62 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Temperley coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Vélez fica com o seu homem, e o Temperley volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoO veredicto do treinador
MercadoA conversa sobre Pedro Souto não desaparece
O Estudiantes segue em frente e o Temperley vai para casa, com um 1‑5 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Acabou 1-5. Uma eliminação na taça é uma desilusão; isto foi um desmantelamento público, e a diferença mede-se em quantas pessoas ainda falarão nisso em agosto.
O mais difícil de ter 17 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Valentino Costa não precisou: 7.64, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Temperley, e não vai ser retirado.
Benjamín Iriart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
6 golos num jogo, Valentino Costa na ficha e um resultado que vai parecer uma gralha. Os neutros não podiam pedir mais ao Temperley nem ao Estudiantes.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 12 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Temperley coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Uma exibição de 8.05 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
O banco14/04/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 3‑2, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Plantel14/04/2031
Um jovem do Temperley leva o prémio de melhor sub-21
José Arce tem 19 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 20 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
As bancadas07/04/2031
A raiva no Temperley transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Notas dos jogadores07/04/2031
José Arce, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.32
Um 8.32 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ezequiel Mastrolía e o Temperley acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Temperley coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Temperley, e não vai ser retirado.
Benjamín Iriart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O Estudiantes levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco31/03/2031
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Alejandro Ibáñez, e o treinador deixou.
11 tentativas, nenhuma lá dentro. Esteve nos sítios certos a tarde toda, que é a parte difícil, e fez mal a parte fácil: com isso um treinador consegue viver.
Ninguém no Temperley sugere que esteja em má fase. O treinador quis simplesmente outras qualidades para noventa minutos concretos, e contra isso um jogador não pode treinar nada.
Benjamín Iriart esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Alejandro Ibáñez e o Temperley acertam mais 3 anos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Temperley sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Noventa minutos concretos pediam outro tipo de jogador, e o treinador escolheu um. Não está em má forma e não está na equipa, e as duas coisas são verdade.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 86, e o Talleres passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
9 jogos sem vencer é o tipo de série que muda a forma como uma cidade fala do seu clube, e o Talleres foi a tarde em que parou. Um resultado não resolve nada, e um resultado faz tudo parecer diferente.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Temperley podem fingir não ter ouvido.
Benjamín Iriart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 19 anos que sente como seu. José Arce tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
O treinador reorganizou as ideias e Ezequiel Mastrolía saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
A raiva no Temperley transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Temperley coisas que levam mais de uma semana a retirar.
7.62, e nenhuma discussão séria de quem lá esteve. O Temperley tinha onze homens em campo e um deles decidiu como aquilo correu.
O banco10/02/2031
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Temperley sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Em resumo
PlantelPedro Herrera, 16 anos, tem a sua oportunidade
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Temperley toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Todo o departamento de futebol numa sala, numa manhã de dia de semana. Nada foi anunciado depois, que é o que uma direção anuncia quando a paciência acabou.
A proposta seguiu esta semana para o Newell's Old Boys, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Lautaro Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Temperley vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Gimnasia y Esgrima pode já não estar a vender.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Para o Temperley, cada ponto é agora uma discussão
Posição 18 e 18 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Benjamín Iriart esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Temperley perguntou e o Güemes disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Valentino Herrera está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Diego Pereyra passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Ezequiel Moreno está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Noah Navarro é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Temperley toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Temperley, e não vai ser retirado.
Benjamín Iriart e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Temperley, mais uma semana sem a assinatura de Noah Muñoz.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Valentino Moreno foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para José Alves, e o treinador deixou.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Benjamín Iriart. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Um mês em que todos os rumores são possíveis e a maioria é disparate. O treinador tem uma lista, a direção tem um número, e nenhum conta ao outro a história toda.
A tabela consulta-se antes de os resultados estarem fechados, o que é sempre o sinal. No Temperley ninguém diz a palavra e todos os jogadores seniores da casa a pensam.
Benicio Ferrari lesiona os ligamentos do joelho — 22 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 22 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Temperley toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Benjamín Iriart e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Benjamín Iriart. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Para o Temperley, cada ponto é agora uma discussão
Posição 18 e 18 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 9 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Benjamín Molina treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Ezequiel Mastrolía e o Temperley acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Temperley coisas que levam mais de uma semana a retirar.
0‑6 para o Nueva Chicago, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Temperley, e não vai ser retirado.
Plantel12/08/2030
16 dias de fora para José Romero depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Temperley vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Lautaro Torres e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Jogo10/08/2030
Ninguém conseguiu parar de marcar
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Temperley e do Nueva Chicago por igual; os restantes divertiram-se imenso.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Julián Lombardi, e o treinador deixou.
0‑3 para o Deportivo Riestra, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Benjamín Iriart e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco25/03/2030
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 0‑3, ditas por Benjamín Molina a uma sala que já as tinha ouvido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Benjamín Iriart treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Segue-se a equipa do topo da tabela, e a medida honesta de onde esta equipa realmente está. Qualquer um ganha ao clube que tem abaixo; a pergunta é o que acontece contra o San Martín SJ.
Aos 18 anos foi o melhor de todos da sua idade na divisão durante um fim de semana. Ninguém devia construir uma carreira em cima disso, e toda a gente o faz sem dizer.