Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Jake Lee produziu-o, e o 8.27 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Central Coast Mariners tem de arrancar um resultado de algum lado.
Besian Kutleshi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» James Mitchell e o Central Coast Mariners acertam mais 4 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Um ponto arrancado aos 94 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
O Melbourne Victory segue em frente e o Central Coast Mariners vai para casa, com um 0‑1 a decidir tudo. O balneário vai agora dizer que a prioridade é o campeonato, porque é isso que os balneários dizem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bradley Tapp estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Santiago Rodis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
O Brisbane Roar vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Central Coast Mariners foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. James Mitchell não precisou: 7.60, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Besian Kutleshi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Tem 18 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Todos suspeitavam que havia esta versão dele lá dentro, e aqui está a prova. 8.47, e nem uma objeção no estádio.
O banco22/12/2031
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Interim Coach foi breve depois da vitória por 3‑0, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dylan Peraić-Cullen está nela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Anthony Duncan, e o treinador deixou.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Central Coast Mariners perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
O Newcastle Jets vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Central Coast Mariners foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Luke Brown produziu-o, e o 8.98 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores10/11/2031
James Mitchell, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.03
Um 8.03 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Central Coast Mariners coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 3‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
O banco10/11/2031
Alfie McCalmont tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Central Coast Mariners dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Central Coast Mariners falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Central Coast Mariners podem fingir não ter ouvido.
Besian Kutleshi e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kai Beath, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e James Smith estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Parte para ser jogador de outros durante quinze dias. O Central Coast Mariners perde-o durante a paragem e gostava que lho devolvessem no estado em que saiu.
Dribles concretizados: 22. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
Plantel17/03/2031
Bradley Tapp desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” James Mitchell e o Central Coast Mariners acertam mais 4 anos.
Santiago Rodis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Dylan Peraić-Cullen, e o treinador deixou.
O banco17/03/2031
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑2 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Arthur De Lima esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Besian Kutleshi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Dasok Nanribet tem a sua resposta do Central Coast Mariners; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para James Mitchell, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Central Coast Mariners, mais uma semana sem a assinatura de Finn McKenlay.
Uma média de 7.11 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Central Coast Mariners sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
Aos 18 anos faz esta época coisas que não conseguia fazer na época passada, e fá-las todas as semanas. A forma vai e vem; isto já ficou tempo suficiente para se lhe chamar outra coisa.
Arthur De Lima e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel30/09/2030
Besian Kutleshi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Central Coast Mariners toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Central Coast Mariners, e não vai ser retirado.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lachlan Wales será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Central Coast Mariners as despedidas começaram em silêncio.
O Sydney FC aceitou o dinheiro. O que o Central Coast Mariners ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Uma média de 7.11 numa idade em que quase todos os da sua geração ainda jogam nos juniores. O Central Coast Mariners sabe o que tem, e a esta altura já toda a gente sabe.
11 entradas e 17 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Central Coast Mariners podem fingir não ter ouvido.
Uma média de 7.11 numa equipa principal para a qual lhe sobram vários anos de juventude. Central Coast Mariners têm alguma coisa, e a esta altura o escalão inteiro já reparou.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Central Coast Mariners fez a parte difícil com o Melbourne Victory, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Central Coast Mariners ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Arthur De Lima e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Besian Kutleshi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.