17 dias de fora para Darwin Rincon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Caracas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Caracas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Mauricio Márquez e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
10 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” César González e o Caracas acertam mais 1 anos.
César González tem 35 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
24 dias de fora para Darwin Rincon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Caracas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Diego Méndez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caracas as despedidas começaram em silêncio.
Facundo Centurión e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Castillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Faltam 11 meses e lá de cima só silêncio — sem proposta, sem conversas, nada a que os representantes possam responder. Os clubes que deixam o calendário negociar por eles acabam quase sempre a negociar com o calendário.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Diego Méndez, e o treinador deixou.
19 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caracas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Caracas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Caracas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
Mercado05/01/2032
Tão perto: a transferência de Salomon Murillo morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Aragua seguiu em frente, Salomon Murillo apresenta-se de volta no Caracas, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Lara fica com o seu homem, e o Caracas volta a uma lista com um nome riscado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caracas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Castillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Jorge Duarte acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Caracas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
26 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caracas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Caracas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Caracas perdeu-o em tudo menos nos papéis.
A proposta do Atletico Venezuela por Rodhier Lezama foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caracas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Metropolitanos fica com o seu homem, e o Caracas volta a uma lista com um nome riscado.
O Portuguesa vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Carlo Urquiaga pré-acordou a mudança para o Caracas, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
Faz aos sábados coisas a que ninguém à sua volta consegue responder: durante uma temporada é lisonjeiro e depois é um problema. O Caracas não o segura a fingir o contrário.
33 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Caracas perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel22/12/2031
45 dias de fora para Darwin Rincon depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Caracas vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Plantel22/12/2031
Uma transferência que Rafael Sánchez teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Rafael Sánchez está a viver essa versão no Caracas, e costuma notar-se no primeiro mês.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Zamora tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Caracas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
A camisola ainda lhe serve. Jesús González está de volta ao Caracas, e metade do estádio ainda o lembra com estas cores. Há contratações que é preciso vender à cidade; esta vendeu-se sozinha.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Caracas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caracas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Caracas falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Caracas já se começa a dizer o nome dele no passado.
A proposta do Mineros de Guayana por José Balza foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Brayan Rodríguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Caracas as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Brayan Rodríguez acertou condições com o Zamora para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Greyberth Trompetera e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Greyberth Trompetera, e o treinador deixou.
47 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Caracas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 59 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Caracas já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caracas, e não vai ser retirado.
Não há pior forma de perder um futebolista. Greyberth Trompetera pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Mauricio Márquez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Caracas, mais uma semana sem a assinatura de Facundo Centurión.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Caracas, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Sebastián Castillo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Luis Del Pino Mago esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Foi preciso Sebastián Castillo marcar para trazer alguma coisa para casa: 1‑1 com o Metropolitanos, e metade do balneário vai chamar-lhe um ponto ganho.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Lucas Menossi