Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 15 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
As contas são de leitura incómoda. Primeiro os salários, depois a ambição: é essa a ordem no Hapoel Raanana.
Plantel20/08/2029
Romuald Sawadogo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O Hapoel Raanana já telefonou ao San Luis. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Isaac Oppong. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Hapoel Raanana
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Romuald Sawadogo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Harel Lichtenstein e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Em resumo
O bancoItamar Gueta pede uma conversa com o treinador
O que se dizia à porta fechada passou a dizer-se diante de um microfone. Em Hapoel Raanana toda a gente sabe fazer a conta, incluindo o homem a quem se dirige.
Posição 12 e 11 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Dani Amerr e o Hapoel Raanana acertam mais 4 anos.
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
Plantel02/04/2029
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Itamar Gueta está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Uma mudança no banco não é uma história, são vinte e cinco. Esta é a de Ofek Biton: era o jogador de alguém e agora tem de ser o de outra pessoa, a começar do zero.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
1‑4 para o Hapoel Kiryat Shmona, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
7.94, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o Hapoel Kiryat Shmona fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Hapoel Raanana fez a parte difícil com o Bnei Yehuda, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel22/01/2029
Palavras no treino do Hapoel Raanana sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yoav Hofmeister está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Deportivo Riestra fica com o seu homem, e o Hapoel Raanana volta a uma lista com um nome riscado.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Almog Dabbur é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.