«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Grasshopper sabem-no.
Plantel06/03/2028
Palavras no treino do Grasshopper sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julian von Moos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Grasshopper, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Mercado06/03/2028
Mario Rieder regressa de um empréstimo que não lhe deu nada
0 jogos e 0 golos não são uma época: são um ano que alguém perdeu. Se a culpa é dele, do clube que o acolheu ou de quem tratou do assunto é a discussão das próximas semanas.
0‑1 perante o nível do Malmo FF. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
7 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Grasshopper sabe dizer em que semana.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julian von Moos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Grasshopper terá de responder com minutos ou com uma transferência.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Grasshopper fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco24/01/2028
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Wolfgang Lienhart saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Grasshopper já se começa a dizer o nome dele no passado.
O negócio com o Red Bull Salzburg está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Plantel24/01/2028
Palavras no treino do Grasshopper sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julian von Moos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Grasshopper coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Grasshopper daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Amstetten segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Nikolas Muci estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 3 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Grasshopper foi explícito quanto à situação de Mergim Qarri, o que é mais do que muitos recebem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Vejo todos os jogos do Grasshopper daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Amstetten segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
«Prefiro dizer-lho na cara do que ler no jornal.» A reunião foi pedida pelo jogador, e isso diz quase tudo.
O banco27/12/2027
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Breel Okafor escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Já são 4 jogos sem vencer, e o estádio ganhou aquele silêncio especial de quem espera o pior. Um 1-0 feio curava quase tudo; é isso que enlouquece.
Plantel29/11/2027
Julian von Moos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Justin Hammel, e o treinador deixou.
200 jogos com esta camisola, através de treinadores, descidas e tudo o resto. Uma entrega assim está a desaparecer do futebol, e a bancada sabe o que está a ver.
Toda a gente no Grasshopper viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 36 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Jean-William Nyindong agarrou este contra o Servette. 1‑0 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Grasshopper.
Um 7.80 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Julian von Moos estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Allan Arigoni esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Bafodé Dansoko, e o treinador deixou.
A série sem derrotas chega aos 11 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.42 para o resto.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Mergim Qarri e o Grasshopper acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel04/10/2027
Palavras no treino do Grasshopper sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nikolas Muci está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lee Young-Jun. 1‑0 sobre o Lausanne-Sport, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Giuseppe Cuomo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Saiu miúdo e regressa a saber ainda onde fica a bancada dos visitantes. A maioria dos reforços tem de ser explicada à cidade; a este bastou uma fotografia.
Joe Lewis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Aos 19 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Murat Şatin. 1‑0 sobre o Young Violets, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Amstetten joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Wolfgang Lienhart sobre uma tarde de 1‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
Em resumo
Notas dos jogadoresSeedy Jatta passa por eles um de cada vez
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Grasshopper, e não vai ser retirado.
A proposta ficou muito aquém e em Grasshopper não precisaram de pensar muito. Ninguém neste negócio lê uma primeira recusa como um fim.
Direção06/09/2027
O prazo passa com 14 contratações e 12 saídas
Está feito o negócio no Grasshopper até o mercado voltar a abrir. Se chegou, responde-se aos sábados e não numa coluna, e o primeiro sábado está perto.
Nikolas Muci e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel06/09/2027
Palavras no treino do Grasshopper sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julian von Moos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Grasshopper vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Aarau pode já não estar a vender.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Grasshopper, e 0 jogos em 5 dizem que merece ser ouvido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nicholas Ammeter, e o treinador deixou.
19 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Amstetten perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Matthias Gragger parte para o Blau-Weiß Linz num negócio de $570.0K. Os contabilistas estão satisfeitos; os adeptos, menos.
Direção26/07/2027
5 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Amstetten
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Plantel26/07/2027
Alexander Murillo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Yanis Eisschill esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Michael Arnautovic está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Guido Schlager é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Michael Laimer está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Em resumo
DireçãoO Amstetten diz não ao dinheiro para o centro de treinos
Verba acordada, salário acordado, e o Amstetten à espera com uma camisola. No Grasshopper ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Jogo24/07/2027
Não se vê o fim da espera do Grasshopper por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Grasshopper tem de arrancar um resultado de algum lado.
Nikolas Muci esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel26/07/2027
Julian von Moos desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
3 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Grasshopper sabe dizer em que semana.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel26/07/2027
No Grasshopper ainda são estranhos uns para os outros
7 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Grasshopper
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Direção19/07/2027
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Grasshopper
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Plantel19/07/2027
Palavras no treino do Grasshopper sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Julian von Moos está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Grasshopper coisas que levam mais de uma semana a retirar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Denis Widmer passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Mario Rieder é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Remo Aebischer está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Djibril Elvedi é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.