Ninguém quer jogar contra o Gor Mahia neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 64 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.66 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gor Mahia, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kimiss Zavala será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Gor Mahia as despedidas começaram em silêncio.
5 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gor Mahia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Gor Mahia sobre quem trabalha
Notas dos jogadoresJhon Aponza em notas de excelência
Victor Juma lesiona os ligamentos do joelho — 23 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 23 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gor Mahia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel30/10/2034
Jhon Aponza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
57 golos e uma média de 7.82 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Gor Mahia ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Gor Mahia, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Gor Mahia coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Defender era opcional e ninguém exerceu a opção. 9 golos entre o Gor Mahia e o Mara Sugar, e nem um dos que pagaram bilhete vai pedir o dinheiro de volta.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Clinton Duodu no seu melhor
Notas dos jogadoresJhon Aponza jogou uma tarde diferente da de toda a gente
O Gor Mahia torna a sua casa um sítio difícil de visitar
56 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Vitória por 3‑0 sobre o Sofapaka, um lugar na ronda seguinte e a aritmética silenciosa que todos os adeptos fazem a caminho de casa: quantos faltam até uma final?
20 golos e uma média de 7.74 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
O Nairobi United vai querer esquecer isto depressa: 3‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Gor Mahia foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Promise Omochere produziu-o, e o 8.42 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
3 golos numa tarde, todos do mesmo homem. Os restantes jogadores também estiveram presentes, confirmou uma testemunha.
Notas dos jogadores17/07/2034
Uma estreia que Kenneth Okoth não vai esquecer — 7.26
Há exatamente uma destas por carreira e normalmente não corre assim. 0 no marcador, 7.26 ao lado do nome e uma bancada que nunca o tinha visto a cantá-lo no final.