Valentin Manolev lesiona os ligamentos do joelho — 50 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 50 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 135 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
81 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Molde perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
2‑1 frente ao Besiktas, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Noah Bout produziu-o, e o 8.74 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
19 golos e uma média de 7.21 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
O Besiktas segurou a vantagem 2 minutos, que não chega para a desfrutar. O Molde respondeu antes de o festejo terminar, e com isso mudou a forma da tarde.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Lorenzo Colombo
Notas dos jogadoresPepijn Knoop fica com as honras
Notas dos jogadoresGustav Nyheim nunca entrou no jogo
106 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Molde perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo06/10/2040
O Molde torna a sua casa um sítio difícil de visitar
19 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
1‑1 frente ao Panathinaikos, sob os holofotes, contra gente que não fala a mesma língua que a bancada. É nestas noites que um clube mede a sua década, e nunca são tantas quantas se espera.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 20 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Gustav Nyheim produziu-o, e o 8.21 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Notas dos jogadores08/10/2040
Mervin Gbeme, 33 anos, faz recuar o relógio — 8.45
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.45 aos 33, e ninguém no campo esteve melhor.
A série sem derrotas chega aos 9 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
113 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Molde perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo29/09/2040
O Molde torna a sua casa um sítio difícil de visitar
18 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Molde falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
19 golos e uma média de 7.24 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Molde ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 61 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo01/09/2040
O Molde torna a sua casa um sítio difícil de visitar
13 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.80 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Uma média de 7.26 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Molde ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Molde a ouviu como outra coisa.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.99 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
O negócio que levaria Victor van der Aa para o Rosenborg caiu na fase final e ele reapresenta-se no Molde com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
A proposta do Valerenga por Alexander Odegaard foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Uma média de 7.27 na época, com 17 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luke Fahrenhorst está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
8 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Adriano Jagušić produziu-o, e o 8.06 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Molde ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
4 triunfos consecutivos como visitante. As equipas que ganham fora costumam saber defender e contra-atacar, e a tabela começou a refletir o que essas viagens renderam.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Luke Fahrenhorst está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 85, e o Valerenga passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Molde ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Costantino Favasuli e o Molde acertam mais 2 anos.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel09/07/2040
Luke Fahrenhorst desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Uma exibição de 8.02 não aparece com frequência e, quando aparece, o resto da equipa passa a cenário. Esteve magnífico.
Plantel09/07/2040
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Lukáš Franc
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Molde ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Plantel16/04/2040
Lorenzo Colombo desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Gustav Nyheim esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Joe Rankin-Costello está a viver essa versão no Molde, e costuma notar-se no primeiro mês.
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Molde perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Molde falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Molde falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alexander Odegaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Molde as despedidas começaram em silêncio.
Noah Sahsah esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Sinaly Diomandé está a viver essa versão no Molde, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Samukele Kabini está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Posição 1, 70 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 95 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Molde torna a sua casa um sítio difícil de visitar
22 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
1‑2 frente ao Besiktas. O futebol continental não perdoa aquilo que uma liga interna deixa passar, e esta foi uma noite passada a descobrir quais dessas coisas o clube ainda arrasta.
Uma média de 7.44 na época, com 24 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Alexander Odegaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Molde as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
18 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Molde falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Gustav Nyheim esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
Notas dos jogadoresTijn Peters falha aos onze metros
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Gustav Nyheim
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 35 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Victor van der Aa será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Molde as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Molde coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Noah Bout. 4‑2 sobre o Valerenga, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresNoventa minutos de Lasse Abildgaard no seu melhor
MercadoHarry Tyrer está livre para procurar outro sítio
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Noah Sahsah
Nikolas Muci lesiona os ligamentos do joelho — 74 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 74 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 143 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Posição 1, 71 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Mercado04/04/2039
Tão perto: a transferência de Brandão Baptista morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Haugesund seguiu em frente, Brandão Baptista apresenta-se de volta no Molde, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
A proposta do Lillestrom por Alexander Odegaard foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.