Os adeptos organizam-se contra a direção do Orenburg
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
20 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Orenburg perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Orenburg falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Orenburg coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel19/05/2031
Palavras no treino do Orenburg sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dmitry Vasiljev está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco19/05/2031
Igor Sokolov tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Orenburg dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
27 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Orenburg perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Plantel12/05/2031
43 dias de fora para Maxim Saveljev depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Orenburg vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Grigory Emelyanov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel12/05/2031
Dmitry Vasiljev desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Ivan Kukushkin está nela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Grigory Emelyanov assinar alguma coisa — um contrato no Orenburg ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Savely Rybakov lesiona os ligamentos do joelho — 34 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 34 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 50 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Mamadou Camara será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Orenburg as despedidas começaram em silêncio.
Grigory Emelyanov e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Samuel Torres acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Orenburg substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Todo o plantel tem homens contratados por um treinador concreto e homens que foram simplesmente herdados. Grigory Emelyanov está no primeiro grupo, e quem o quis aqui já não está no edifício.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 8 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
A perder, e batido em qualquer leitura honesta, até ao minuto 88. O Khimik tinha os pontos no bolso e um canto do estádio ainda acreditava, que é geralmente quando acontece.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.
«De fora não vem ninguém salvar-nos.» Foi curto, foi incómodo e, segundo todos, o vestiário do Orenburg 2 ficou depois mais calado do que em toda a temporada.
Um treinador perdoa um mau sábado muito mais depressa do que uma má terça, porque um explica-se e o outro escolheu-o. Os relatos desta semana não foram bons.
Em resumo
AntevisãoConforto de casa à vista para o Orenburg 2
PlantelOs selecionadores não conseguiram deixar Prokhor Putin de fora