Hayden McGhan lesiona os ligamentos do joelho — 81 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 81 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Lucas Pitt será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Leyton Orient as despedidas começaram em silêncio.
Michael Adu-Poku esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Um 2‑1 sobre o Cheltenham Town, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Aos 22 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Dribles concretizados: 18. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel14/04/2036
Palavras no treino do Leyton Orient sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Siyabonga Mkhize está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Richard Young não precisou: 7.73, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Michael Adu-Poku esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Plantel29/10/2035
Siyabonga Mkhize desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
68 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Leyton Orient perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Leyton Orient ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Michael Adu-Poku estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Um negócio que à hora de almoço estava a um telefonema de fechar estava morto à meia-noite. O Leyton Orient vai tentar outra vez quando o mercado abrir; nessa altura o Accrington Stanley pode já não estar a vender.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Leyton Orient ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
124 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Leyton Orient perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os dirigentes deixaram de mostrar afeto público ao treinador. No futebol, isso costuma ser a fase anterior ao comunicado curto.
Plantel16/07/2035
44 dias de fora para David Botka depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Leyton Orient vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
O Leyton Orient e o Coventry City acertaram em $220.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Leyton Orient, e não vai ser retirado.
Michael Adu-Poku e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Bolton Wanderers fica com o seu homem, e o Leyton Orient volta a uma lista com um nome riscado.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Em resumo
PlantelUma zanga por causa do esforço no Leyton Orient