Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Košice ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Milan Rehuš e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel14/04/2036
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Marek Lašák está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Košice, mais uma semana sem a assinatura de Rasmus Andersson.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em FC Košice, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Noah Jenssen Riise está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no FC Košice. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Contrato liquidado, apertos de mão, nenhuma verba a mudar de mãos. Robert Damsgaard deixa o FC Košice pela porta discreta, e a folha salarial respira um pouco melhor.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Košice podem fingir não ter ouvido.
Verba acordada, salário acordado, e o Tatran Liptovský Mikuláš à espera com uma camisola. No FC Košice ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
«Disseram-me qual seria o meu papel e assinei por causa disso. Não aconteceu.» Uma queixa com data marcada é a mais difícil de resolver.
Direção04/02/2036
Fecha o mercado: 5 entradas, 8 saídas no FC Košice
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 5, saíram 8, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O FC Košice fez a parte difícil com o Flora, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Milan Rehuš esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel04/02/2036
Roman Čerepkai desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O FC Košice perdeu-o em tudo menos nos papéis.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Košice podem fingir não ter ouvido.
Nikoloz Ugrekhelidze e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Brooklyn Lufutu Lopido acabou de assinar pelo FC Košice e, por uma vez, a resposta importava.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Junior Kadile estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Stará Ľubovňa fez a parte difícil com o FC Košice, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Podbrezova fica com o seu homem, e o Stará Ľubovňa volta a uma lista com um nome riscado.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Stará Ľubovňa ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
O banco21/01/2036
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Matej Obšivan
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Em resumo
PlantelNo Stará Ľubovňa ainda são estranhos uns para os outros
21 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O FC Košice perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Junior Kadile esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Charles Lukaku acabou de assinar pelo FC Košice e, por uma vez, a resposta importava.
Plantel15/10/2035
Marek Lašák desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Nicolas Zoran, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no FC Košice, mais uma semana sem a assinatura de Nicolas Zoran.
Em resumo
O bancoTomáš Frühwald tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No FC Košice ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do FC Košice já se começa a dizer o nome dele no passado.
“Sei o que as pessoas vão dizer. Sei o que quero, e é aqui.” O Stará Ľubovňa tinha a verba acordada e a camisola pronta; não tinha o jogador, e agora não o vai ter.
As regras permitem-no e dói na mesma. Patrik Baleja acertou condições com o DAC Dunajska Streda para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Junior Kadile e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Direção23/07/2035
10 jogadores da formação recebem número de equipa principal no FC Košice
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
Plantel23/07/2035
Patrik Baleja desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Patrik Skriniar é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
79 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Stará Ľubovňa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Stará Ľubovňa pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
As condições foram oferecidas e recusadas. Se foi o salário, a função ou a cidade, no FC Košice ninguém diz, e no Stará Ľubovňa ninguém gosta de estar a adivinhar.
Kristian Thorsby e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Direção23/07/2035
5 jogadores da formação sobem à equipa principal do Stará Ľubovňa
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Oleksandr Kroitar estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
86 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Stará Ľubovňa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Stará Ľubovňa fez a parte difícil com o FC Košice, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Toda a gente o viu antes de alguém o dizer. Aos 37 anos, os números dizem 3 pontos abaixo do que foi, e a pergunta para o Stará Ľubovňa é como lidar com um homem a quem deve muito.
O Stará Ľubovňa já telefonou ao Zlate Moravce. Sem verba, uma parte do salário, e uma camisola a mais na posição em que o plantel esteve mais curto a época inteira.
Um ano depois, a cidade não se abriu, a língua não chegou, e o almoço come-se sozinho mais vezes do que alguém no Stará Ľubovňa admitiria. Nota-se aos sábados.
Em resumo
O bancoRené Scholz pede uma conversa com o treinador
107 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Stará Ľubovňa perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o FC Košice fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
O Stará Ľubovňa perguntou e o Podbrezova disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Erling Hauge esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma sondagem ao DAC Dunajska Streda para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Stará Ľubovňa vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel18/06/2035
Adrián Urban lesiona os ligamentos do joelho — 114 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 114 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Stará Ľubovňa está a esgotar-se.
Uma sondagem ao FC Košice para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
O sistema mudou e a posição dele não. Um futebolista pode melhorar a forma; não pode melhorar o sistema do treinador, e o problema é todo esse.
Plantel18/06/2035
Oleksandr Kroitar desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Einar Örn Harðarson treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Em resumo
MercadoA história de Marek Teplan recusa-se a morrer
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
Plantel21/05/2035
Adrián Urban lesiona os ligamentos do joelho — 142 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 142 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Stará Ľubovňa está a esgotar-se.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stará Ľubovňa, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Robert Damsgaard estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Palavras no treino do Stará Ľubovňa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Robert Damsgaard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Alexandre Sousa e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
«Estamos muito longe um do outro, e fingir o contrário não ajuda ninguém.» Nada se moveu, e o calendário não joga a favor do clube.
Plantel14/05/2035
Demasiada mudança demasiado depressa no Stará Ľubovňa
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Marek Teplan. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Faltam 3 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Stará Ľubovňa pode pedir e sobe o salário que Vladyslav Dubinchak pode exigir.
Junior Kadile e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel07/05/2035
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milan Rehuš está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Petar Šimun Žaja subiu nela.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no FC Košice. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
4 golos em 23 jogos no Stará Ľubovňa — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No FC Košice alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Palavras no treino do Stará Ľubovňa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Robert Damsgaard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Stará Ľubovňa, mais uma semana sem a assinatura de Einar Örn Harðarson.
O banco30/04/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Nikola Bogdanovic
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Erling Hauge treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Faltam 6 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Stará Ľubovňa pode pedir e sobe o salário que Alexandre Sousa pode exigir.
A língua chegou, o encolher de ombros foi-se, e discute nos treinos como um homem que conta estar cá para o ano. Nada disto aparece num valor de transferência, e tudo isto aparece no relvado.
A raiva no Stará Ľubovňa transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Stará Ľubovňa coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel23/04/2035
Palavras no treino do Stará Ľubovňa sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Robert Damsgaard está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Fiz tudo o que me pediram nos treinos e ao sábado não mudou nada.” A queixa mais conhecida do futebol, e uma a que o Stará Ľubovňa terá de responder com minutos ou com uma transferência.
Junior Kadile e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel09/04/2035
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Patrik Baleja está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O novo treinador do FC Košice já trabalhou com Korneel Hendrickx e correu bem. Chega com uma ideia formada do jogador, o que vale mais do que qualquer pré-época.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Edvard Carrick está nela.
4 golos em 23 jogos no Stará Ľubovňa — números que viajam para casa mais depressa do que ele. No FC Košice alguém atualiza uma folha de cálculo todas as segundas, e cada semana lê-se melhor.
Para o Stará Ľubovňa, cada ponto é agora uma discussão
Posição 15 e 15 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
A enfermaria confirma 52 dias de paragem para Einar Örn Harðarson, e um plano construído à volta dele tem de ser refeito.
Plantel09/04/2035
Robert Damsgaard desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
A proibição impede o pagamento de qualquer verba por um jogador, pense o treinador o que pensar. Cada rumor publicado sobre este clube até ela ser levantada é um rumor sobre um negócio impossível.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
36 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O FC Košice perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Adam Baláž esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel12/03/2035
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Milan Rehuš está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Tomáš Frühwald chegou com um passado num clube maior do que este, e o balneário tratou-o em conformidade. Os mais novos veem-no treinar; os mais velhos veem se aquilo dura.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Thibeau Kestemont assinar alguma coisa — um contrato no FC Košice ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Filip Slawuta tem a sua resposta do Stará Ľubovňa; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Lukáš Jendrek. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Filip Slawuta treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
Vladyslav Dubinchak e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Aos 19 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Stará Ľubovňa vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
O banco05/03/2035
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Alexandre Sousa está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Stará Ľubovňa
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Stará Ľubovňa está a esgotar-se.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
Notas dos jogadores26/02/2035
Um golo de defesa dá a vitória ao Stará Ľubovňa — 7.65
1 para Vladyslav Dubinchak, avaliado com 7.65, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. René Scholz tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O Pohronie tentou reorganizar-se, o Stará Ľubovňa não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Para o Stará Ľubovňa, cada ponto é agora uma discussão
Posição 16 e 12 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Robert Damsgaard produziu-o, e o 8.37 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tomas Masopust será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Stará Ľubovňa as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Tomas Masopust acertou condições com o MFK Skalica para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
A abordagem foi feita e a resposta veio numa frase. Não há número em cima da mesa porque não havia número que chegasse.
Direção12/02/2035
Os salários engolem 164% das receitas do Stará Ľubovňa
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Tem 22 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Robert Damsgaard. 2‑0 sobre o Baník Lehota pod Vtáčnikom, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.33, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores15/01/2035
Robert Damsgaard, 19 anos, joga como se cá estivesse há anos — 7.80
Um 7.80 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 19. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
Plantel15/01/2035
Lukáš Jendrek sofre uma lesão muscular — 17 dias de fora
A lesão que volta sempre, de que se regressa sempre à pressa e que em silêncio custa mais carreiras do que as dramáticas. 17 dias é a estimativa; o número honesto depende de haver paciência.
O Stará Ľubovňa perguntou e o Zlate Moravce disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Erik Nemec. 2‑1 sobre o MSK Zilina B, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Direção15/01/2035
Os salários engolem 159% das receitas do Stará Ľubovňa
Nenhum clube fica com muito do que ganha; a maior parte vai para os jogadores. Ficar quase sem nada é um arranjo diferente, e sempre que alguém o experimentou terminou da mesma forma.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Ryan Strootman agiu, no Stará Ľubovňa, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
O banco27/11/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Tem 20 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Stará Ľubovňa vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Kristián Mihálek: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Stará Ľubovňa a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Dos campos da formação para uma ficha de jogo da equipa principal aos 22 anos. A estreia é a parte fácil; o segundo jogo é o que todos os jovens têm de merecer.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Stará Ľubovňa
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Interim Coach treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Robert Damsgaard não precisou: 7.66, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Lukáš Jendrek e o Stará Ľubovňa acertam mais 3 anos.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Dribles concretizados: 13. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
Adeptos que cantam quando corre mal são adeptos. Adeptos que se juntam à saída são um problema, e dentro do edifício toda a gente sabe qual das duas coisas isto é agora.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stará Ľubovňa, e não vai ser retirado.
Vladyslav Dubinchak esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Acima do limite que o banco impôs, que é a linha entre um clube financiado e um clube em apuros. $11.7M é agora o número com que todas as conversas sobre este clube vão começar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Stará Ľubovňa foi explícito quanto à situação de Nikola Bogdanovic, o que é mais do que muitos recebem.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
Os adeptos organizam-se contra a direção do Stará Ľubovňa
Um ambiente mau espera-se que passe. Um grupo de pessoas a reunir-se depois do jogo para decidir o que fazer não passa à espera, e toda a gente no clube sabe em que fase isto está.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Stará Ľubovňa pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
Jogo12/08/2034
Não se vê o fim da espera do Stará Ľubovňa por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Stará Ľubovňa tem de arrancar um resultado de algum lado.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stará Ľubovňa, e não vai ser retirado.
5 jogos, nenhum golo e um centro de treinos que já tentou tudo. Vai acabar — as secas acabam sempre — mas ninguém no Stará Ľubovňa sabe dizer em que semana.
O Stará Ľubovňa perguntou e o Podbrezova disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Erik Suslov, e o treinador deixou.
Hugo Pávek lesiona os ligamentos do joelho — 56 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 56 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O FC Košice perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Ouvi, pensei, e fico. É essa a história toda.” Os clubes tinham acordado uma verba. Robert Damsgaard não tinha acordado ir, e afinal era essa a parte que contava.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O DAC Dunajska Streda fica com o seu homem, e o FC Košice volta a uma lista com um nome riscado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Roman Čerepkai estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
30 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Stará Ľubovňa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Stará Ľubovňa podem fingir não ter ouvido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Erling Hauge agiu, no Stará Ľubovňa, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Direção24/07/2034
8 jogadores da formação sobem à equipa principal do Stará Ľubovňa
Números de equipa principal entregues a miúdos que os treinadores conhecem desde os doze anos. A maioria não vai lá chegar, e todos já fizeram a parte difícil.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Tomas Hrosovsky está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. David Hrosovsky é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
70 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O FC Košice perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O FC Košice perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 25 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O DAC Dunajska Streda aceitou o dinheiro. O que o FC Košice ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Košice podem fingir não ter ouvido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Košice coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel17/07/2034
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Roman Čerepkai está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O FC Košice perguntou e o MFK Michalovce disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
A raiva no Stará Ľubovňa transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Lá em cima ninguém disse nada, que é a coisa mais barulhenta que podiam fazer. Os resultados compram silêncio neste ofício; a conta do Stará Ľubovňa está a esgotar-se.
Plantel17/07/2034
Alvis Sorokins lesiona os ligamentos do joelho — 37 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 37 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Stará Ľubovňa, e não vai ser retirado.
O Stará Ľubovňa perguntou e o FC Košice disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Regis Samuel Baha esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Perguntou-se ao Podbrezova se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Uma sondagem ao FC Košice para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
77 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Košice perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Verba acordada, salário acordado, e o Malženice à espera com uma camisola. No FC Košice ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no FC Košice falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Os clubes tinham acordado e o jogador não. Uma nega, e pública: o DAC Dunajska Streda fica com ele, e os adeptos daqui ficam a perguntar-se o que lhe terão dito sobre esta casa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que FC Košice podem fingir não ter ouvido.
O negócio com o Zbrojovka Brno está feito em todos os sentidos menos no que o põe em campo. Nesta fase nada corre mal, exceto nas vezes em que corre.
Plantel10/07/2034
Palavras no treino do FC Košice sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Roman Čerepkai está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Hugo Pávek lesiona os ligamentos do joelho — 91 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 91 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O FC Košice perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O FC Košice vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do FC Košice, e não vai ser retirado.
O aperto de mão com o Zlate Moravce está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Robert Damsgaard será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no FC Košice as despedidas começaram em silêncio.
Milan Rehuš e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel26/06/2034
Roman Čerepkai desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Stará Ľubovňa perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O Stará Ľubovňa perguntou e o MSK Zilina disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Regis Samuel Baha e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel26/06/2034
Demasiada mudança demasiado depressa no Stará Ľubovňa
10 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Uma sondagem ao Zlate Moravce para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
98 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O FC Košice perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 24 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do FC Košice já se começa a dizer o nome dele no passado.
O aperto de mão com o DAC Dunajska Streda está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Samuel Bagin e o FC Košice acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no FC Košice coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Zlate Moravce fica com o seu homem, e o FC Košice volta a uma lista com um nome riscado.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.