O Metropolitanos torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
Jogo25/07/2043
Não se vê o fim da espera do Metropolitanos por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Metropolitanos tem de arrancar um resultado de algum lado.
O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Salomon Osorio não precisou: 7.87, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Plantel27/07/2043
Palavras no treino do Metropolitanos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kayck está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Salomon Osorio tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
David Casseres lesiona os ligamentos do joelho — 43 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 43 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Metropolitanos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Jesús Lara e o Metropolitanos acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel02/02/2043
Palavras no treino do Metropolitanos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Nícollas está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 22 anos que sente como seu. Rafael Machis tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Jogo31/01/2043
Mais uma trazida de fora
3 seguidas na estrada para o Metropolitanos. Os autocarros saem cedo, chegam de noite a estádios pouco simpáticos, e voltam sempre com três pontos.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Metropolitanos falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Metropolitanos podem fingir não ter ouvido.
Em resumo
PlantelKayck desentende-se com um colega por causa das exigências
Ninguém quer jogar contra o Metropolitanos neste momento
3 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Thiago Fernández e o Metropolitanos acertam mais 1 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Plantel18/08/2042
Kayck desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Rafael Herrera. 2‑1 sobre o Zulia, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Soube como os outros, uma hora antes, por uma folha colada na parede. Ninguém em Metropolitanos fingiu que fosse outra coisa que não uma decisão sobre ele.
Não se vê o fim da espera do Metropolitanos por uma vitória
Já são 8 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Metropolitanos tem de arrancar um resultado de algum lado.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
Plantel30/06/2042
Palavras no treino do Metropolitanos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Thiago Fernández está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Daniel Martinez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
21 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Metropolitanos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Posição 2, 27 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
A série sem derrotas chega aos 12 jogos. Uns foram vitórias e outros fugas, mas uma equipa que se recusa a perder é uma equipa de que os outros balneários falam.
Dribles concretizados: 24. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel12/05/2042
Kayck desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Metropolitanos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
PlantelNícollas tornou-se um homem de confiança do treinador
29 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Metropolitanos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Plantel24/03/2042
Palavras no treino do Metropolitanos sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kayck está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 16 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
Daniel Martinez esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A raiva no Metropolitanos transborda para fora do estádio
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
78 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Metropolitanos perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Roberto Murillo treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Dribles concretizados: 19. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel03/02/2042
Thiago Fernández desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Metropolitanos coisas que levam mais de uma semana a retirar.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Aragua defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.