Franculino lesiona os ligamentos do joelho — 99 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 99 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
4‑1 frente ao Manchester United, e os cânticos continuaram muito depois do apito. As classificações vêm e vão; dias assim contam-se aos jantares de família durante anos.
A proposta seguiu esta semana para o Bayer Leverkusen, e a resposta é deles. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Sport Recife fica com o seu homem, e o Manchester City volta a uma lista com um nome riscado.
O Sheffield United aceitou o dinheiro. O que o Manchester City ainda não tem é o homem, e entre aqui e a fotografia há uma conversa sobre salários que os dois lados temem.
Verba acordada, salário acordado, e o Leicester City à espera com uma camisola. No Manchester City ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
Há golos, e depois há golos àquele adversário em concreto. Os adeptos do Manchester City têm um ano de conversa garantida e sabem muito bem de quem é o nome.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
28 dias de fora para Tyler Dibling depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Manchester City vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
A proposta do Juventus por Destiny Udogie foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Manchester City perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Abdukodir Khusanov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Haverá conversa esta semana. Manchester City vão pôr um número, e a partir daí deixa de ser futebol e passa a ser aritmética.
O banco16/07/2035
Morgan Rogers tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Manchester City dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para George Edwards, e o treinador deixou.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Manchester City. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Manchester City já se começa a dizer o nome dele no passado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Manchester City podem fingir não ter ouvido.
Abdukodir Khusanov e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Morgan Rogers está nela.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Os números não ficam em segredo num vestiário e nunca ficaram. Não pede mais do que vale: pergunta por que o do lado vale mais, e no Manchester City essa pergunta é mais difícil de responder.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Manchester City, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Federico Dimarco será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Manchester City as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Manchester City coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bradley Barcola está nela.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Manchester City sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Crystal Palace com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Jayden Danns apontou a data.
A lista é um documento discreto com um significado ruidoso. George Edwards pode falar com quem perguntar, e no clube toda a gente sabe o que isso quer dizer.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Christopher Taylor treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.