Já são 11 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.86 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Rrok Toma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel12/11/2040
Bulat Gatin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O endividamento passou o que o banco tinha autorizado, e é aí que uma dívida deixa de ser a forma como o futebol se financia e passa a ser um problema. Todos os programas de adeptos desta cidade vão citar o número nos próximos cinco anos.
2‑2, e os dois balneários vão falar de dois pontos perdidos. Um empate que fez muitas perguntas e não respondeu a nenhuma.
Plantel12/11/2040
Bulat Gatin tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Chelyabinsk dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Steven Wright, e o treinador deixou.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Chelyabinsk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Chelyabinsk, e não vai ser retirado.
7.76, 1 na ficha e a comédia muito própria de um jogador da linha defensiva a festejar como quem faz isto todas as semanas. Não faz, e é exatamente por isso que o estádio reagiu como reagiu.
Rrok Toma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O Sokol obrigou o Chelyabinsk a suar, mas no fim o marcador dizia 1‑0 e a tabela não pergunta como.
Plantel16/01/2040
Romeo Sandrucci desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Noventa minutos de muito pouco e depois tudo de uma vez. O golo chegou aos 87, e o Shinnik passou o resto do jogo a reclamar com o árbitro em vez de perseguir a bola.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Ralph Stein será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Chelyabinsk as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chelyabinsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Lucas Girotti. 3‑2 sobre o Shinnik, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Plantel21/11/2039
Palavras no treino do Chelyabinsk sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bulat Gatin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 6 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Já são 7 jogos sem perder. Uns foram conquistados, outros sobrevividos, mas está a formar-se um hábito — e hábitos são a coisa mais difícil de defrontar no futebol.
Rrok Toma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel17/10/2039
Bulat Gatin desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Um toque que não queria, um ressalto impossível de ler e o seu nome na coluna errada. Depois disto não há consolo, e no Chelyabinsk não o vão tentar esta noite.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Tiago Malfatti assinar alguma coisa — um contrato no Chelyabinsk ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Steven Wright agarrou este contra o Chaika. 3‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Chelyabinsk.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Chelyabinsk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chelyabinsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o Chelyabinsk não tinha no outono.
Plantel10/10/2039
Palavras no treino do Chelyabinsk sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bulat Gatin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Alexandr Novosad. 1‑0 sobre o Akron, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Denis Pushkarev
24 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Chelyabinsk perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 21 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chelyabinsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 miúdos sobem, e algures no edifício as pessoas que os treinaram aos doze anos estão a ter, em silêncio, a melhor manhã do seu ano de trabalho. Nada disto aparece num resultado, e é para isto que a formação existe.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Stanislav Zinchenko é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Artem Vasilyev está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
A formação existe exatamente para esta manhã. Rodion Zhuravlev passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Nikolay Lavrov está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
73 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Chelyabinsk perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Chelyabinsk podem fingir não ter ouvido.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Chelyabinsk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Rrok Toma esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Em resumo
PlantelPalavras no treino do Chelyabinsk sobre quem trabalha
DireçãoEm Chelyabinsk, 89% das receitas vão para salários
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Chelyabinsk perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Chelyabinsk ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chelyabinsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
5 jogos, dois ou mais sofridos em todos eles. Equipas que criam tanto podem viver com isso durante algum tempo. Ninguém vive com isso para sempre.
Plantel07/03/2039
Mateo Petkovic desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
96 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Chelyabinsk perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Jogo08/01/2039
Não se vê o fim da espera do Chelyabinsk por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Chelyabinsk tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Chelyabinsk coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel10/01/2039
Palavras no treino do Chelyabinsk sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bulat Gatin está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
3 jogos sem golo. Os avançados deixam de levantar a cabeça, os médios dão o toque a mais, e cada remate que passa por cima é seguido de um lamento que se acumula desde o último golo.