Alexander Abram lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alianza Lima podem fingir não ter ouvido.
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Alianza Lima vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
0‑1 perante o nível do Palmeiras. Ninguém vai fingir que isto é um escândalo: a distância é real, é mensurável, e encurtá-la é um projeto e não uma palestra.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Valentín Gómez e o Alianza Lima acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Alianza Lima já falam dele no passado.
Plantel09/10/2034
Uma transferência que Urko González teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Urko González está a viver essa versão no Alianza Lima, e costuma notar-se no primeiro mês.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
25 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alianza Lima perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Alianza Lima podem fingir não ter ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 90 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Alianza Lima ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Valentín Gómez e o Alianza Lima acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Alianza Lima coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Em resumo
O bancoAlexis Segovia volta a ter um treinador que o conhece
Ninguém quer jogar contra o Alianza Lima neste momento
10 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
1‑0 frente ao Universidad de Chile, e uma exibição que será descrita durante o resto da época a quem não esteve lá. Chuki está no centro dessa descrição.
32 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Alianza Lima perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Alianza Lima falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
«Dei tudo aqui e preciso de um desafio novo.» O pedido é formal, e a relação nunca mais vai ser exatamente a mesma.
Jogo21/09/2034
O Alianza Lima torna a sua casa um sítio difícil de visitar
15 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Santiago Mouriño quer futebol continental; se o Alianza Lima o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Santiago Mouriño esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 9 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
39 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Alianza Lima perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Carlos Álvarez agarrou este contra o Melgar. 2‑1 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Alianza Lima.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Alianza Lima falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não há forma mais cruel de perder um jogo. O Alianza Lima marcou aos 97, o pontapé de saída mal chegou a acontecer, e a bancada visitante ainda estava de pé quando soou o apito.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Alianza Lima, e não vai ser retirado.
Jogo13/09/2034
O Alianza Lima torna a sua casa um sítio difícil de visitar
14 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Alianza Lima pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.