“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Kariobangi Sharks, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Bukho Mkalipi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Ally Salum Omar. 2‑0 sobre o Ulinzi Stars, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
“Merecemos. Pedi-lhes uma reação e tive-a, e agora quero o mesmo outra vez no sábado.” Interim Coach sobre uma tarde de 2‑0 que lhe agradou mais do que estava disposto a mostrar.
O banco30/07/2035
Lucan Louw tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kariobangi Sharks dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Em resumo
As bancadasToda a gente tem uma opinião sobre Sergio Sardinha
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Kariobangi Sharks podem fingir não ter ouvido.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Interim Coach depois do 1‑2, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
O treinador reorganizou as ideias e Ian Karani saiu delas mais abaixo. Vão dizer-lhe que é temporário, e os jogadores que já ouviram isso antes vão desviar o olhar.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bukho Mkalipi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A primeira derrota em 5 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Gor Mahia; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Kariobangi Sharks foi explícito quanto à situação de Ian Karani, o que é mais do que muitos recebem.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bukho Mkalipi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Hossam Ashraf e o Kariobangi Sharks acertam mais 2 anos.
Acontece a todos e continua a ser o parágrafo mais difícil que um jornal local tem de escrever. 33 anos, 3 pontos abaixo do que era, e um corpo que começou a cobrar juros sobre uma carreira.
“Podia falar de decisões e podia falar de sorte. Não vou. Perdemos.” O treinador, o 0‑3, e uma conferência de imprensa que durou quatro minutos.
O banco09/04/2035
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Kai Payne
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Lucan Louw e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel12/03/2035
Bukho Mkalipi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“É isto que quero todas as semanas. Não o resultado, a maneira como o fizeram.” O treinador, depois do 1‑0, já a falar do próximo.
O banco12/03/2035
Bukho Mkalipi tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kariobangi Sharks dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Abdallah El Shenawy, e o treinador deixou.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Silas Mensah: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Kariobangi Sharks a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Em resumo
Notas dos jogadoresA única coisa que Kai Payne não conseguiu
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Kariobangi Sharks tem de arrancar um resultado de algum lado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bukho Mkalipi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Kai Payne, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Kariobangi Sharks, mais uma semana sem a assinatura de Kai Payne.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Kai Payne e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Sergio Sardinha, e o treinador deixou.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Kariobangi Sharks, mais uma semana sem a assinatura de Sergio Sardinha.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Humphrey Aroko está nela.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Morgan Mokoena estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Sergio Sardinha. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bukho Mkalipi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
O banco18/12/2034
Humphrey Aroko tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kariobangi Sharks dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mark Shaban e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Bukho Mkalipi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Bukho Mkalipi. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
4.º lugar, 69 pontos, e uma reta final que decide se a próxima época tem noites de quinta-feira. Ninguém lhe chama ainda uma corrida, que é o que se diz durante uma.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Kariobangi Sharks, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Kareem Ibrahim será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Kariobangi Sharks as despedidas começaram em silêncio.
Não há pior forma de perder um futebolista. Kareem Ibrahim pré-acordou a saída, o que significa que cada jogo daqui até junho é feito por um homem que o clube já não pode vender, e alguém lá em cima vai ter de explicar como se chegou aqui.
Há um número a partir do qual uma massa salarial deixa de ser ambiciosa e passa a ser a razão de mais nada ser possível, e este clube chegou lá. Não sobra nada para um reforço, para uma bancada ou para uma tarde de chuva.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Plantel20/11/2034
Morgan Mokoena desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 22 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Silas Mensah, e o treinador deixou.
Os reforços chegam com uma imagem do clube na cabeça, e a deste era maior do que o edifício. Vai jogar bem e vai-se embora, por essa ordem, e toda a gente o sabe.
Plantel23/10/2034
Jesse Omurwa desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco23/10/2034
Humphrey Aroko tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Kariobangi Sharks dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Kariobangi Sharks vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.