6 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Maringá sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Fábio Neves está nela.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Tubarão apontou a data.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Sinistro será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Maringá as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Maringá coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Guilherme Lima e o Maringá acertam mais 3 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
“Continuamos a reunir-nos, e continuamos a sair da sala com os mesmos números com que entrámos.” Mais uma ronda de conversas no Maringá, mais uma semana sem a assinatura de Guilherme Freitas.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Guilherme Freitas treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Não está a ser deixado de fora. Simplesmente não há, no sistema que o Maringá joga, sítio onde pôr um homem que faz o que ele faz, o que é mais difícil de ouvir do que qualquer ficha de jogo.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sinistro está nela.
O banco11/02/2036
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Hossam Sobhi
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Nathan Borges agiu, no Maringá, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Lucas Reis esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Faz todos os sábados coisas a que ninguém à volta dele consegue responder. É lisonjeiro durante uma época e um problema a partir daí, e o Maringá sabe em que fase está.
Tem 19 anos, e os relatórios dos observadores concordam na única linha que importa: o teto. Contratações assim são bilhetes de lotaria preenchidos por profissionais.
Direção04/02/2036
Em Maringá não entra ninguém enquanto não sair alguém
O clube não está proibido de gastar; simplesmente não tem nada que não tenha encaixado primeiro. Cada nome associado a Maringá neste mercado vem com um nome a sair na mesma frase.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Maringá, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.