Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Botafogo coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/03/2043
Bendito Mantato desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
12 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
33 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. José Luis Martín produziu-o, e o 8.67 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Os contabilistas vão chamar-lhe bom negócio e terão razão, o que não é o assunto de ninguém fora da administração. Daniel Araujo era uma das razões por que as pessoas vinham, e $3.3M não substitui isso sozinho.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Daniel Rodriguez será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlas as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
6 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Atlas e do Guadalajara por igual; os restantes divertiram-se imenso.
A papelada fica pronta muito antes do jogador. Miguel Paul acertou vir quando o contrato atual terminar, o que significa que o Atlas substituiu um orçamento de verão por um telefonema.
Plantel15/12/2042
Raylion Wilkerson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 9.59 aos 35, e ninguém no campo esteve melhor.
O mais difícil de ter 20 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Daniel Araujo não precisou: 7.65, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
10 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
54 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oribe Vega produziu-o, e o 8.30 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Juan Vega será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlas as despedidas começaram em silêncio.
Há uma idade a partir da qual toda a boa tarde é descrita como uma recordação do passado, o que é injusto e também exato. 8.29 aos 37, e ninguém no campo esteve melhor.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Uma média de 7.27 na época, com 15 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Em resumo
JogoO Atlas torna a sua casa um sítio difícil de visitar
61 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
8 jogos sem perder em casa. As equipas visitantes chegam já a falar do ambiente, o que costuma ser sinal de que perderam meio jogo antes do pontapé de saída.
Em resumo
PlantelRaylion Wilkerson desentende-se com um colega por causa das exigências
82 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Oribe Vega produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Oribe Vega. 3‑1 sobre o Tijuana, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 20 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raylion Wilkerson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Diego Marquez assinar alguma coisa — um contrato no Atlas ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Em resumo
Notas dos jogadoresDiego Romo encarou-os todo o jogo
96 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Jogo11/10/2042
Não se vê o fim da espera do Atlas por uma vitória
Já são 4 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Atlas tem de arrancar um resultado de algum lado.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
8 golos. Os dois bancos passaram a segunda parte a olhar um para o outro mais do que para o relvado. Os puristas vão queixar-se do Atlas e do Monterrey por igual; os restantes divertiram-se imenso.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raylion Wilkerson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresNinguém conseguiu chegar a Daniel Araujo
Rafael Guerrero lesiona os ligamentos do joelho — 124 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 124 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Aos 35 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.95 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Atlas coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Oribe Vega. 2‑0 sobre o Santos Laguna, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Nota 8.26 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel15/09/2042
Raylion Wilkerson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Rafael Guerrero lesiona os ligamentos do joelho — 131 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 131 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Atlas ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” José Luis Martín e o Atlas acertam mais 2 anos.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Rafael Guerrero lesiona os ligamentos do joelho — 145 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 145 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raylion Wilkerson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
51 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 9 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
360 jogos ao longo de 20 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
3 golos num só jogo. O primeiro foi bem apontado, o segundo com fome, e ao terceiro a bancada já só esperava que a bola lhe chegasse.
Notas dos jogadores04/08/2042
Daniel Araujo, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.22
Um 8.22 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
Aos 34 devia estar a gerir os seus minutos. Em vez disso foi avaliado com 7.89 e pareceu, durante noventa minutos, exatamente o jogador de que toda a gente se lembra.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 20 anos que sente como seu. Daniel Araujo tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
58 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
José Luis Martín esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eduardo Montes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlas as despedidas começaram em silêncio.
Toda a gente deixou de fingir: o Dorados vai fazer a chamada por Jonathan Gallardo esta semana. O Atlas tem um número em mente, e o número não é tímido.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Raylion Wilkerson está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Em resumo
Notas dos jogadoresJuan Vega encarou-os todo o jogo
Notas dos jogadoresO jogo passou por Daniel Araujo — 6.68
79 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
As regras permitem-no e dói na mesma. Lusiel Gómez acertou condições com o Pachuca para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
40 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Atlas perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
461 jogos ao longo de 14 épocas e uma só camisola. Já ninguém constrói uma carreira assim de propósito; acontece a certo tipo de jogador em certo tipo de clube.
Uma média de 7.26 na época, com 18 golos a sustentá-la. Os adversários começaram a planear jogos a pensar nele, que é o elogio mais sincero que o futebol faz.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Eduardo Montes será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Atlas as despedidas começaram em silêncio.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Luis Ernesto Ruiz e o Atlas acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 82 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O mais difícil de ter 19 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Daniel Araujo não precisou: 7.86, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Oscar García esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Ser difícil de bater não é o mesmo que ganhar, mas 6 jogos sem derrota são uma base que o Atlas não tinha no outono.
Plantel18/11/2041
Raylion Wilkerson desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.