Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 17 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
O Golden Arrows e o Platinum Stars acertaram em $11.0K. O resto pertence ao jogador e ao empresário, e um adepto que já viu uma destas sabe que ainda não é altura de comprar a camisola.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Golden Arrows ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Golden Arrows fez a parte difícil com o Orlando Pirates, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Matala Makhubo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Mamelodi Sundowns fica com o seu homem, e o Golden Arrows volta a uma lista com um nome riscado.
Uma sondagem ao SuperSport United para um empréstimo: cobertura, ou uma vista de olhos a alguém que o clube ainda não pode comprar. De qualquer maneira, a resposta chega dentro de uma semana.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Em resumo
O bancoO treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Itumeleng Lorch
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Keagan Erasmus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Golden Arrows as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Golden Arrows coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Toda a gente no Golden Arrows viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Plantel26/03/2035
Palavras no treino do Golden Arrows sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kandrin Naidoo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Uma conversa no gabinete do treinador, e um compromisso que saiu dela. Promessas assim são baratas de fazer e caras de quebrar, e Bongani Mahlangu apontou a data.
83 dias de fora para Saidu Fofanah depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Golden Arrows vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Keagan Erasmus será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Golden Arrows as despedidas começaram em silêncio.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Golden Arrows coisas que levam mais de uma semana a retirar.
1‑2 para o Maritzburg United, e nenhuma queixa que valha a pena imprimir. A exibição não pediu mais do que aquilo que recebeu.
Plantel27/11/2034
Palavras no treino do Golden Arrows sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Kandrin Naidoo está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O banco27/11/2034
A vista do banco
“Vamos analisar, vamos aprender com isto, e vamos outra vez.” As três frases que todos os treinadores guardam para uma derrota por 1‑2, ditas por Interim Coach a uma sala que já as tinha ouvido.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 90 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Golden Arrows, e não vai ser retirado.
Matala Makhubo e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kandrin Naidoo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Nikola Bursać treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Aqui ninguém está acima de levar um raspanete.» Não se disse nenhum nome, mas o balneário sabe contar, e quem estava a ouvir também.
O banco20/11/2034
Itumeleng Lorch tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Golden Arrows dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Brutal, inequívoco e, apesar do horror do momento, normalmente menos determinante para uma carreira do que o ligamento que todos temem mais. 111 dias, um calendário limpo e uma data de regresso com que se pode mesmo planear.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Golden Arrows ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Kandrin Naidoo e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
O Mamelodi Sundowns levou os pontos após um 0‑1 que será difícil de explicar nas bancadas.
O banco30/10/2034
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Interim Coach saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Golden Arrows falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Matala Makhubo esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kandrin Naidoo estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O banco09/10/2034
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Interim Coach escolheu a versão do copo meio cheio do 0‑0; os adeptos saíram com a outra.
Plantel09/10/2034
O melhor da divisão no último fim de semana foi um jogador do Golden Arrows
É uma honra pequena e não é coisa nenhuma: alguém viu todos os jogos da divisão e decidiu que Jerome Karelse foi o melhor de qualquer um deles.
Noventa minutos, zero golos, e a discussão começou antes de o parque de estacionamento esvaziar: um ponto somado ou dois deitados fora contra o Bidvest Wits? Na quinta-feira ainda vai haver quem discuta.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Golden Arrows sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Bongani Mahlangu está nela.