Lucas Borg lesiona os ligamentos do joelho — 26 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 26 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Mtarfa ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
As regras permitem-no e dói na mesma. Ndidi Akpan acertou condições com o Santa Lucia para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
O buraco voltou a ser tapado lá de cima. Os adeptos têm direito a ficar aliviados e direito a perguntar o que acontece no mês em que não for tapado, e os dois sentimentos costumam chegar juntos.
O treinador pode falar com quem quiser e não pode pagar a ninguém. Um plantel sobrevive a um mercado destes com empréstimos, com miúdos da casa e com a esperança de que as lesões caiam noutro sítio.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Toda a gente no Mtarfa viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 34 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
Lucas Borg lesiona os ligamentos do joelho — 47 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 47 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
O Mtarfa entrevistou o mercado e nomeou o corredor: Interim Coach fica com o trabalho que já fazia em tudo menos no título. Às vezes as mãos mais seguras são as que já seguram o volante.
O mais difícil de ter 16 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Lawrence Tabone não precisou: 7.64, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
Algumas transferências precisam de uma campanha de imprensa. Esta precisava de uma camisola com o número antigo. Isaiah Chukunyere volta a ser jogador do Mtarfa, e a cidade tem a sua história do verão.
O Swieqi United vai continuar a utilizá-lo até junho e não receberá nada por ele depois. Jake Micallef pré-acordou a mudança para o Mtarfa, e os únicos que perdem nesse arranjo são os que deixaram o contrato correr.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Jules Eyraud, e o treinador deixou.
Todos os clubes de futebol pagam aos jogadores a maior parte do que recebem. Pagar-lhes quase tudo é outro arranjo, e acabou da mesma maneira todas as vezes que alguém tentou.
Verba acordada, salário acordado, e o Zebbug Rangers à espera com uma camisola. No Mtarfa ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 13, saíram 15, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
A instrução veio da sala da direção e o banco não concordou com ela. Alguém vai sair, à verba chamar-lhe-ão bom negócio, e o treinador vai passar a época a reconstruir à volta do espaço vazio.
É dinheiro que mantém as luzes acesas, não dinheiro que compra um central, e essa diferença é a história toda. Um clube que vive do dono e não do futebol tem apenas uma conversa pela frente.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Jules Eyraud está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.