Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Peter Olayinka produziu-o, e o 8.69 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Farouk Chafaï esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
15 golos e uma média de 7.27 na época têm esse efeito. O espaço que ele costumava encontrar desapareceu; continua a marcar na mesma, que é a marca dos verdadeiros.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Ali Al-Sulami depois do 2‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Os jogos da taça esperam que alguém os agarre, e Salman Al-Muwashar agarrou este contra o Najran. 3‑2 no fim, e no sorteio da próxima ronda está o nome do Al-Wehda.
As estreias sobrevivem-se, não se desfrutam. Esta desfrutou-se: 8.00, 1 golos, e um treinador a quem já perguntam se ele é titular outra vez para a semana.
Há tardes em que o guarda-redes é a equipa inteira. Foram 8 defesas, várias delas do género que ninguém espera ver travado, e um resultado final que fica bem a toda a gente à frente dele.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Salman Al-Muwashar produziu-o, e o 8.55 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Aos 23 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
200 jogos com a camisola. Ninguém se propõe construir um registo assim; acontece a um certo tipo de jogador num certo tipo de clube, e esta cidade sabe o que tem.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑2, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 14 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
1‑4 para o Al-Ahli, e foi exatamente tão mau como o número sugere. Há derrotas que se discutem e derrotas pelas quais se pede desculpa; esta foi do segundo tipo.
Farouk Chafaï esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco26/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 1‑4 Ali Al-Sulami saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Plantel26/10/2026
Palavras no treino do Al-Wehda sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Dino Halilović está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Darwin González quer futebol continental; se o Al-Wehda o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Cabeceamentos, cortes, desarmes, interceções: 18 no total, e nem um golo às suas costas. Daquelas exibições que nunca entram nos melhores momentos e ganham jogos.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
16 vezes se meteu no caminho. Escreve-se sobre os centrais quando erram e ignoram-se quando não erram, por isso uma tarde destas tem de ser dita em voz alta: é ele a razão de o marcador dizer o que diz.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 1‑0, Ali Al-Sulami podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Farouk Chafaï e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Os clubes gastam fortunas à procura de jogadores e de vez em quando encontram um ao fundo do corredor. Bandar Al-Subaie é isso, e a receção na sua primeira aparição será de outra natureza que a de qualquer reforço.
Não há verba, não há apresentação, não há empresário na escadaria. Yasser Al-Khaibari está neste clube desde miúdo e faz agora parte, formalmente, do plantel principal — o que, para um leitor local, vale mais do que qualquer contratação.
Derrota por 0‑1, e justa. O treinador foi curto nas palavras no final, o que provavelmente foi sensato.
O banco12/10/2026
O veredicto do treinador
“A culpa é minha. Sou eu que escolho a equipa e escolhi mal.” Os treinadores dizem isto quando o sentem e quando precisam que se veja que o dizem, e depois do 0‑1 Ali Al-Sulami saiu da sala antes que alguém pudesse perguntar qual dos dois casos era.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Abdullah Al-Owaishir: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Al-Wehda a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O Al-Wehda ofereceu $330.0K; o Damac disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
O Al-Fateh obrigou o Al-Wehda a suar, mas no fim o marcador dizia 2‑1 e a tabela não pergunta como.
Plantel21/09/2026
7 caras novas e o Al-Wehda ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Al-Wehda, e 2 jogos em 6 dizem que merece ser ouvido.
O banco21/09/2026
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Ali Al-Sulami, sobre uma vitória por 2‑1 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Masoud Bakheet, e o treinador deixou.
A ficha de jogo di-lo em público todas as semanas até mudar. A única versão de ficar de fora que um futebolista não consegue contestar, e a que lhe custa mais.