Ghaem Eslamikhah e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
A primeira derrota em 4 jogos. O treinador dirá que tinha de chegar; o balneário dirá que não tinha de chegar contra o Esteghlal Khuzestan; os adeptos dirão as duas coisas, por essa ordem, a semana inteira.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Hossein Khodadad depois do empate por 0‑0, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Esteghlal Khuzestan defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Sina Khadempour: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Malavan a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mohammad Papi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
O desenho queria outro perfil frente a este adversário, o que é uma resposta futebolística a sério e nenhum consolo para o visado. Não fez nada de errado e não jogou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Malavan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel16/11/2026
Saeid Karimi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Abouazar Safarzadeh tem a sua resposta do Malavan; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Plantel16/11/2026
Um jovem do Malavan leva o prémio de melhor sub-21
Abbas Habibi tem 20 anos e, por um fim de semana, foi o melhor de todos os da sua idade na divisão. Ninguém devia construir uma carreira sobre isso, e toda a gente o faz em silêncio.
Vestiu a outra camisola. No sábado joga contra o Esteghlal Khuzestan com esta, e tudo o que disser esta semana sobre ser um jogo como os outros será mentira.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Mohammad Papi treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Mohammad Reza Khosravi está nela.
Nada por escrito e nada em público: uma palavra sobre minutos, dada cara a cara no Malavan. As fichas de jogo do próximo mês dirão se valia a pena tê-la.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Mehdi Abdi assinar alguma coisa — um contrato no Malavan ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Malavan falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Malavan coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Saeid Karimi está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Toda a gente no Malavan viu antes de alguém o dizer, que é como isto vai sempre. Aos 33 o declínio é real e mensurável — 3 pontos — e só falta saber como o clube trata alguém a quem deve muitíssimo.
“O mérito é dos jogadores. Hoje o meu trabalho foi fácil.” Não foi, e toda a gente na sala o sabia; depois do 2‑1, Hossein Khodadad podia dar-se ao luxo de ser generoso.
Aqui não há queixa possível e todos os envolvidos sabem, o que não encurta o caminho até ao banco. A forma é a única moeda do futebol sobre a qual não se pode pedir emprestado.
59 dias de fora para Issa Alekasir depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Malavan vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Dribles concretizados: 23. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
As ocasiões aparecem e algo acontece entre criá-las e finalizá-las. Já vão 4 jogos, e a inquietação nas bancadas chega um pouco mais cedo a cada semana.
Plantel14/09/2026
Saeid Karimi desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O Malavan perguntou e o Al Ain disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
O banco14/09/2026
O veredicto do treinador
“Estou frustrado, sinceramente. Fizemos o suficiente para ganhar e não ganhámos.” Hossein Khodadad não o escondia depois do 0‑0, e no balneário do Malavan também ninguém o escondia.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
67 dias de fora para Issa Alekasir depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Malavan vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Malavan, e não vai ser retirado.
Direção07/09/2026
O Malavan fecha o mercado com um plantel feito por si
14 entradas e 7 saídas, e nenhuma mudança durante meses. O treinador tem o que tem, os adeptos têm a sua opinião sobre isso, e a tabela terá a última palavra.
O negócio que levaria Behnam Barzay para o Tractor caiu na fase final e ele reapresenta-se no Malavan com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Saeid Karimi estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Farzin Moamelegari, e o treinador deixou.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Mohammad Askari subiu nela.