Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Alberto Soro estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Slask coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Todos os plantéis são metade jogadores que o treinador escolheu e metade jogadores que herdou. Alberto Soro foi escolhido, o homem que o escolheu foi-se, e ele recomeça do zero com o próximo.
Nem contrato novo nem número novo: um lugar novo na cabeça do treinador, que é a única promoção no futebol que conta de verdade. Oskar Tomczyk subiu nela.
«Saberei quando chegar a altura. Ainda não chegou.» Goran Paracki tem 40 anos e 490 jogos nas pernas, e o Slask terá de planear para qualquer das respostas.
Tomasz Pytlak lesiona os ligamentos do joelho — 27 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 27 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yehor Sharabura está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Yegor Matsenko assinar alguma coisa — um contrato no Slask ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
“Observei este plantel. Há nele mais do que a tabela diz.” Primeira conferência de imprensa, primeira promessa — Laurent Poirier fez a que todos os treinadores novos fazem, e agora vem a parte em que ela é verificada.
1 para Patryk Sokołowski, avaliado com 7.84, e o nome de um central na parte da crónica a que normalmente só chega por engano. No balneário não o vão deixar esquecer durante um mês.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Michał Szromnik e o Slask acertam mais 2 anos.
Michał Szromnik e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Slask ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
A direcção disse em público o que já dizia em privado. Os resultados daqui até à próxima reunião decidem tudo, e no clube toda a gente sabe fazer as contas.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Slask, e não vai ser retirado.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Juventus fica com o seu homem, e o Slask volta a uma lista com um nome riscado.
Michał Szromnik e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alberto Soro está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Empate aos 85 minutos, depois de uma tarde que o Slask tinha praticamente arrumada. O Zaglebie vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
Um 1‑1 com o Zaglebie deixa o balneário entre o alívio e a frustração.
O banco09/11/2026
A vista do banco
“Não perdemos. Há semanas em que é só isso que se consegue, e prefiro ter o ponto a não o ter.” Robert Blaszczykowski escolheu a versão do copo meio cheio do 1‑1; os adeptos saíram com a outra.
Deixou de ser um ambiente nas bancadas e passou a ser algo organizado. As direções podem ignorar um mau ambiente durante muito tempo; esta fase não a conseguem ignorar por muito.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Jogo31/10/2026
Não se vê o fim da espera do Slask por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Slask tem de arrancar um resultado de algum lado.
Um ponto arrancado aos 87 minutos vale exatamente um ponto e consideravelmente mais do que isso para um balneário. Esta equipa não para, e essa reputação vale mais do que o resultado.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Goran Paracki e o Slask acertam mais 2 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.