43 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Liepaja perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Liepaja já se começa a dizer o nome dele no passado.
Direção01/09/2036
Fecha o mercado: 18 entradas, 19 saídas no Liepaja
O prazo passou e o plantel é o plantel. Chegaram 18, saíram 19, e tudo o resto que se imprimiu sobre este clube no último mês foi um rumor que ficou rumor.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
O negócio que levaria Roberts Bulvitis para o Spartaks caiu na fase final e ele reapresenta-se no Liepaja com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Paul Bourdin e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel01/09/2036
Jack Moorhouse desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
50 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Liepaja perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Liepaja perdeu-o em tudo menos nos papéis.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Liepaja, e não vai ser retirado.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fallou Fall está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Kristijan Gojani e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Em resumo
O bancoSebastian Nebyla tornou-se um homem de confiança do treinador
EmprestadosOs golos continuam a chegar do exílio de Yan Shumskiy
O bancoIvan Ćubelić pede uma conversa com o treinador
71 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Liepaja perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
32 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Verba acordada, salário acordado, e o Jelgava à espera com uma camisola. No Liepaja ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
O negócio que levaria Issa Yusuf para o Ventspils caiu na fase final e ele reapresenta-se no Liepaja com um verão para esquecer e uma época inteira para jogar. Ninguém diz quem se levantou da mesa.
Plantel04/08/2036
Fallou Fall desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Kristijan Gojani esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Já são 10 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Os clubes acertaram a verba e ele acertou o salário. Faltam os exames médicos e uma fotografia, e à volta do Liepaja já se começa a dizer o nome dele no passado.
Paul Bourdin e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Um 1‑0 sobre o Daugavpils, conquistado e não oferecido, e o tipo de tarde que manda toda a gente para casa a falar da próxima semana em vez desta.
Plantel16/06/2036
James Rowswell desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
9 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Nicolas Mercier produziu-o, e o 8.82 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Liepaja, e não vai ser retirado.
Um defesa no marcador, coisa rara o suficiente para que toda a gente no estádio se lembre de quem marcou o canto. 1 para ele e uma nota de 7.77 para o resto.
A proposta do Enyimba por Moses Eze foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fallou Fall está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Liepaja torna a sua casa um sítio difícil de visitar
37 sem derrota no seu relvado. O campo não mudou; a bancada sim — mais barulhenta mais cedo e mais rápida a perceber quando o adversário preferia estar noutro lado.
O Spartaks vai querer esquecer isto depressa: 5‑0, todos os duelos perdidos e uma viagem longa para casa. O Liepaja foi impiedoso como as boas equipas sabem ser.
7 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Fallou Fall produziu-o, e o 8.31 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Keanu Van Mieghem será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Liepaja as despedidas começaram em silêncio.
“Tentei. Tentei mesmo, e todos os dias acordo no sítio errado.” No Liepaja ninguém consegue treinar isso para fora de um homem, e ninguém lá finge que consegue.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Fallou Fall está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
20 dias de fora para Michael Ameyaw depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O Liepaja vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Liepaja já falam dele no passado.
Plantel31/03/2036
Fallou Fall desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Ruslan Shagiakhmetov esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
8 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
O banco31/03/2036
Michael Ameyaw tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Liepaja dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Zalli Abdullahi: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Liepaja a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
Faltam 5 meses, e ambos os lados sabem o que isso significa: cada semana sem assinatura baixa o valor que o Liepaja pode pedir e sobe o salário que Fallou Fall pode exigir.
Dijon Kameri lesiona os ligamentos do joelho — 30 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 30 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
Os ossos colam. É a única coisa clemente desta lesão e a razão por que no Liepaja falarão dela mais abertamente do que de um joelho. Ele vai voltar, e mais ou menos quando disserem.
Perguntam tantas vezes aos futebolistas pelo clube da infância que ninguém ouve a resposta. Ruslan Shagiakhmetov acabou de assinar pelo Liepaja e, por uma vez, a resposta importava.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Liepaja já falam dele no passado.
Plantel03/12/2035
Fallou Fall desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Sebastian Nebyla está nela.
37 dias no comunicado, e por trás dele um ano de recuperação silenciosa, sem ninguém a ver. O Liepaja perde um jogador por uma época; ele perde algo mais difícil de nomear.
26 pontos, e o resto da divisão a olhar para cima. Todas as equipas que acabam em primeiro passam a época a fingir que não pensam nisso, e esta começou a fingir.
Entre clubes está tudo fechado e o que falta são papéis e uma fotografia. Em Liepaja já falam dele no passado.
Plantel26/11/2035
Uma transferência que Ibrahim Obansa teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ibrahim Obansa está a viver essa versão no Liepaja, e costuma notar-se no primeiro mês.
Sebastian Nebyla esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Kristijan Gojani estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Fallou Fall, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoNicolas Mercier tornou-se um homem de confiança do treinador
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Liepaja ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dijon Kameri e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/10/2035
Uma transferência que Ivan Ćubelić teria feito de graça
Há uma versão de cada carreira em que o jogador acaba onde escolheu e não onde o escolheram. Ivan Ćubelić está a viver essa versão no Liepaja, e costuma notar-se no primeiro mês.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Yan Shumskiy está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
22 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Nicolas Mercier está nela.
Matevž Vidovšek tem 36 e já não tem nada a provar. O que lhe resta é saber onde se colocar, quando baixar o ritmo e o que dizer ao intervalo, e nada disso aparece num gráfico físico.
Há um silêncio muito próprio: o de um estádio a ver dissolver-se uma posição vencedora. O Petrolul Ploiești continuou a vir porque nada o travou, e ao CFR Cluj vão perguntar pela última meia hora a semana inteira.
Verba acordada, salário acordado, e o Olimpia Satu Mare à espera com uma camisola. No CFR Cluj ninguém finge o contrário, e os adeptos deixaram de perguntar se e passaram a perguntar quando.
A proposta do Metaloglobus Bucharest por Assad Al Hamlawi foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No CFR Cluj ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Toni Fruk e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
67 dias de fora para Mario Simuţ depois de uma fratura
Um osso, que é a única lesão que vem com calendário. O CFR Cluj vai anunciar uma data de regresso e, o que é raro neste negócio, provavelmente vai acertar.
Posição 2, 31 pontos, e o resultado que todos procuram primeiro agora é o deles. A palavra continua a não se dizer à volta do estádio — e é assim que se sabe que todos a pensam.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Nikolaus Wurmbrand será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no CFR Cluj as despedidas começaram em silêncio.
As regras permitem-no e dói na mesma. Nikolaus Wurmbrand acertou condições com o Universitatea Cluj para o verão e, até lá, veste esta camisola como quem já escolheu a seguinte.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CFR Cluj coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel20/11/2034
Palavras no treino do CFR Cluj sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alin Fică está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“O treinador não usou muitas palavras, e não precisou delas.” Matei Manolache tem a sua resposta do CFR Cluj; o que fizer com ela é a história da próxima janela.
Ninguém confirmará isto e nada mais explica as escolhas do último mês. Um erro caro compra a um jogador um período de suplência que dura sempre mais do que o erro.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do CFR Cluj, e não vai ser retirado.
Jogo07/10/2034
Ninguém quer jogar contra o CFR Cluj neste momento
4 vitórias seguidas mudam a forma como o adversário aquece: mais calado, mais olhares de esguelha. As séries acabam, toda a gente o sabe — mas neste balneário ninguém conta com isso.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no CFR Cluj coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no CFR Cluj sabem-no.
Nota 8.50 — daquelas que um cronista aponta duas vezes para ter a certeza. Saiu-lhe tudo o que tentou, e o que não tentou não valia a pena.
Plantel09/10/2034
Palavras no treino do CFR Cluj sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Alin Fică está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.