O mais difícil de ter 21 anos numa equipa principal é que ninguém perdoa nada. Saba Kharebashvili não precisou: 7.80, e parecia o homem mais à vontade no relvado.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel20/05/2030
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Tem 21 anos e o estádio já canta o nome dele, coisa que acontece aos miúdos da terra e quase nunca aos reforços. Tudo a partir daqui se mede contra um carinho que não fez nada para merecer, a não ser ser daqui.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. August Priske produziu-o, e o 8.69 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crystal Palace a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Óscar Mingueza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Avaliado com 8.24. Há carreiras inteiras sem uma única tarde assim, e ele acabou de ter uma à frente de todo o Crystal Palace.
Plantel13/05/2030
5 caras novas e o Crystal Palace ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Juan Obregón, e o treinador deixou.
Em resumo
O bancoTakehiro Tomiyasu tornou-se um homem de confiança do treinador
PlantelAbdul Fatawu estreia-se finalmente a marcar
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Dwight McNeil esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Adam Green depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dwight McNeil está nela.
Há um silêncio muito próprio numa bancada visitante a ver um homem marcar duas vezes. Scott Twine produziu-o, e o 8.19 ao lado do seu nome é até generoso para todos os outros.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
Plantel22/04/2030
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Dribles concretizados: 16. Pelo minuto setenta aparece no rosto de um lateral um desespero muito próprio, e ali estava ele.
O banco22/04/2030
O veredicto do treinador
“Não me vou entusiasmar, e também não os deixo entusiasmar a eles. Foi um bom dia. Virão outros mais difíceis.” Adam Green foi breve depois da vitória por 3‑1, que é o que os treinadores fazem quando estão contentes.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crystal Palace, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O banco22/04/2030
Cheick Doucouré tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Martín Lazarte estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Crystal Palace sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Outro tem estado melhor, o treinador disse-o com uma ficha de jogo, e não há discussão possível. Vai recuperar a camisola da única maneira que ela se recupera.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Takehiro Tomiyasu marcou, foi avaliado com 7.44 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel08/04/2030
Óscar Mingueza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«Dei tudo a isto, mas a minha família não está aqui — e eu também não, na verdade.» A um futebolista corrige-se a má fase. Disto nunca ninguém foi corrigido, e no Crystal Palace sabem-no.
Plantel08/04/2030
No Crystal Palace ainda são estranhos uns para os outros
10 reforços numa só janela. Cada um pode ser uma melhoria e a equipa pode ainda assim ser pior durante uns tempos, que é a parte de uma reconstrução de que os veredictos nunca falam.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
“Um ponto é um ponto e fico com ele, mas devíamos ter levado os três.” Adam Green depois do empate por 1‑1, e a frase que todos os treinadores do país disseram a certa altura deste fim de semana.
Em resumo
O bancoNeste momento há alguém melhor do que Martín Lazarte
MercadoA história de August Priske recusa-se a morrer
Notas dos jogadoresDwight McNeil passa por eles um de cada vez
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel18/03/2030
Óscar Mingueza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Vladislav Nalivayko agiu, no Crystal Palace, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
“Os adeptos têm todo o direito de estar zangados. Eu também estou. Vamos corrigir isto.” 0‑1, um treinador a dizer as coisas necessárias, e um balneário que ouviu outra versão delas.
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Mais uma semana, mais um rumor, mais um desmentido em que ninguém acredita bem. O Crystal Palace sabe que quem decide estas coisas é o mercado, não as páginas desportivas — mas as páginas desportivas fazem mais barulho.
Já são 3 vitórias seguidas, e a pergunta deixou de ser se a série acaba para passar a ser quem a acaba. Confiança assim não se compra; ganha-se exatamente desta maneira.
Plantel11/03/2030
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: August Priske. 1‑0 sobre o Plymouth Argyle, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Os clubes prometem constantemente e o jornal costuma só saber quando falham. Esta foi cumprida, e o balneário notou-o mais depressa do que qualquer adepto.
Nota 7.92 numa tarde que correu do primeiro ao último apito. Falhasse o que falhasse ao Crystal Palace, o melhor em campo era deles.
Plantel11/03/2030
8 caras novas e o Crystal Palace ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Martín Lazarte e o Crystal Palace acertam mais 3 anos.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O comunicado da direção tinha três frases e uma delas mencionava resultados. Adam Green treina há tempo suficiente para traduzir: ganhar depressa, ou o próximo comunicado será mais curto.
Jogo02/03/2030
Scott Twine ganha-o quando o apito já devia ter soado
Minuto 90. Scott Twine encontrou a finalização num tempo que só existia por causa das paragens anteriores, e o Tottenham passou do ponto ao nada num só movimento.
Nada foi anunciado e toda a gente percebe o que significa. Uma direção que convoca todo o departamento de futebol numa terça de manhã é uma direção que deixou de acreditar que o problema se resolve sozinho.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crystal Palace ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Dwight McNeil quer futebol continental; se o Crystal Palace o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Todos os futebolistas têm uma resposta para a pergunta sobre o clube da infância, e a maioria nunca chega a agir sobre ela. Tomás Mendoza agiu, no Crystal Palace, e o primeiro mês vai mostrar o que isso faz a um homem.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Scott Twine. 1‑0 sobre o Tottenham, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Tão perto: a transferência de Quinten Timber morre em cima da hora
O valor estava acertado e o voo já tinha sido visto — e então o telefone deixou de tocar. O Huddersfield Town seguiu em frente, Quinten Timber apresenta-se de volta no Crystal Palace, e todos fingem que segunda-feira é só uma segunda-feira.
Jogo09/02/2030
Não se vê o fim da espera do Crystal Palace por uma vitória
Já são 7 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Crystal Palace tem de arrancar um resultado de algum lado.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crystal Palace ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Vejo todos os jogos do Crystal Palace daqui. Isso diz tudo sobre onde está a minha cabeça.” O empréstimo no Milton Keynes Dons segue o seu curso, mas o coração nunca fez a viagem.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Crystal Palace disse a Max Weiß que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
5 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
Daniel Clarke lesiona os ligamentos do joelho — 19 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 19 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
As bancadas28/01/2030
Os adeptos revoltam-se com a venda de Chadi Riad por $50.4M
Vai para o Liverpool, o clube tem $50.4M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
A perseguição a Juan Peñaloza terminou com $2.3M a mudar de mãos e o Brentford sem razões para dizer que não. Os adeptos julgarão o valor da única maneira que conta: aos sábados.
O Crystal Palace foi ao Burnley com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
Jogo26/01/2030
Não se vê o fim da espera do Crystal Palace por uma vitória
Já são 5 jogos sem vencer, e as desculpas gastaram-se mais depressa do que a paciência. Alguém no Crystal Palace tem de arrancar um resultado de algum lado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
34 dias na estimativa, e um ano longo, privado e sem glamour de uma recuperação que ninguém vê. O Crystal Palace perde um futebolista; ele perde bastante mais do que uma época.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Brentford fica com o seu homem, e o Crystal Palace volta a uma lista com um nome riscado.
O aperto de mão com o Leicester City está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
A proposta ficou longe e foi recusada quase sem discussão. Se a segunda for recusada com a mesma rapidez já é outra conversa.
As bancadas14/01/2030
Os adeptos revoltam-se com a venda de Éderson por $48.6M
Vai para o Liverpool, o clube tem $48.6M que não tinha na sexta-feira, e os programas de rádio já decidiram como se sentem quanto a isso. Vender bem e vender alguém que amavam não são a mesma competência.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crystal Palace ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel14/01/2030
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Crystal Palace lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Abdul Fatawu esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Há uma impotência muito própria em sofrer 2 vezes antes do minuto vinte. O West Bromwich Albion tentou reorganizar-se, o Crystal Palace não deixou, e o resultado estava escrito muito antes de ser confirmado.
Notas dos jogadores31/12/2029
Abdul Fatawu jogou uma tarde diferente da de toda a gente
8.31. Há exibições que um adepto descreve a quem não esteve lá e não consegue transmitir; esta foi uma, e o número também não ajuda.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Crystal Palace foi explícito quanto à situação de Mathias Kvistgaarden, o que é mais do que muitos recebem.
O banco31/12/2029
Éderson tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
Dwight McNeil e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Plantel24/12/2029
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
A música estava desligada e os duches correram até tarde. O que se disse naquele balneário fica lá, mas o sábado publicará a ata.
O banco24/12/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de August Priske
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tayo Adaramola será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crystal Palace as despedidas começaram em silêncio.
Dribles concretizados: 22. Cada vez que recebia, alguém tinha de decidir, e todas as vezes a decisão foi a errada.
Plantel17/12/2029
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Takehiro Tomiyasu, e o treinador deixou.
Saba Kharebashvili e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Avaliado com 7.40. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
O banco17/12/2029
Dwight McNeil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
O banco17/12/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Adam Green, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 6 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crystal Palace ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
Dwight McNeil esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Brandon Austin, e o treinador deixou.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Quinten Timber estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cheick Doucouré, e o treinador deixou.
«Agradeço os jogos, mas não me fiz futebolista para ser a peça sobresselente de alguém.» Quer estar em Crystal Palace, e 0 jogos em 13 dizem que merece ser ouvido.
Anthony Hunter e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
O banco26/11/2029
Chadi Riad tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Todas as conferências de imprensa começam e acabam agora da mesma maneira: com o futuro de Quinten Timber. Ao treinador esgotaram-se as formas novas de não dizer nada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Saba Kharebashvili, e o treinador deixou.
O banco19/11/2029
Dwight McNeil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Éderson assinar alguma coisa — um contrato no Crystal Palace ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Segue-se o Ipswich Town, e há um homem no balneário do Crystal Palace que conhece o centro de treinos deles melhor do que o seu. A receção vai dizer-lhe o que pensavam dele.
Perguntou pelo seu futuro e recebeu uma resposta com minutos lá dentro. O treinador fez uma promessa num edifício onde as promessas não se esquecem, e o relógio já começou a contar.
Joe Taylor fez a conta e não gosta do resultado. Nada corrói um grupo mais depressa, e nenhum clube resolveu isto explicando a um futebolista a estrutura salarial.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Matai Akinmboni treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Plantel05/11/2029
Quinten Timber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Aos 21 anos foi melhor do que todos da sua idade na divisão durante quatro semanas seguidas, o que é mais difícil do que uma boa tarde. O Crystal Palace vai tentar não fazer disso um caso.
O banco05/11/2029
O treinador ainda não acabou de esquecer o erro de Quinten Timber
Em público está ultrapassado para toda a gente. Não está para quem faz a equipa, e o único sítio onde isso se vê é uma ficha de jogo. Vai ter outra oportunidade: vai tê-la num jogo que importe menos.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Adam Green depois do 1‑3, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
Em resumo
O bancoÉderson tornou-se um homem de confiança do treinador
Notas dos jogadoresAbdul Fatawu encarou-os todo o jogo
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crystal Palace ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
Dwight McNeil e um colega disseram esta semana coisas que vão levar mais do que uma semana a desdizer. Não foi sobre futebol, e ambos jogam no sábado.
Plantel22/10/2029
Quinten Timber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
“Hoje não fomos suficientemente bons e não vou enfeitar isto.” Adam Green depois do 0‑1, no tom de quem sabe qual é a pergunta seguinte e não tenciona responder-lhe.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Chadi Riad está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Quinten Timber assinar alguma coisa — um contrato no Crystal Palace ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
Os clubes chegaram a acordo, e o que falta é formalidade: exames médicos, uma fotografia, uma assinatura. No Crystal Palace ninguém finge que ele voltará a vestir a camisola.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
Plantel15/10/2029
Quinten Timber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
O banco15/10/2029
Dwight McNeil tornou-se um homem de confiança do treinador
Ninguém no Crystal Palace dirá isto para gravador e as fichas de jogo dizem-no há semanas. Em qualquer plantel há um grupo pequeno a que se recorre quando o jogo é difícil, e ele já lá está.
“Trinta minutos, porta fechada, tudo dito. Apertámos as mãos no fim.” O que estava na sala ficou na sala, e Brandon Austin treinou na manhã seguinte como um homem com menos para carregar.
Um ano depois a língua não chegou, a cidade não se abriu, e come sozinho mais vezes do que no Crystal Palace gostariam de admitir. Nota-se aos sábados.
Todos os plantéis têm um jogo destes para alguém, todas as épocas. Este é o de Brandon Austin: o clube que o conheceu primeiro, os adeptos que vão decidir no primeiro minuto se aplaudem, e o Crystal Palace a precisar que ele jogue como se nada disso importasse.
O Crystal Palace perguntou e o Manchester United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Brandon Austin, e o treinador deixou.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
Nunca é anunciado e é totalmente visível: as maiores tardes da época continuam a incluí-lo. Uma tribuna de imprensa percebe isto muito antes de alguém no clube confirmar uma palavra.
O banco17/09/2029
A vista do banco
“Controlámos o jogo. Houve períodos de que não gostei e vamos vê-los, mas o grupo mostrou-me alguma coisa.” Adam Green, sobre uma vitória por 1‑0 que já ia a desmontar a caminho da sala de imprensa.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Rocco Vata será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crystal Palace as despedidas começaram em silêncio.
Dwight McNeil esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Plantel20/08/2029
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Quinten Timber está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Direção20/08/2029
8 jogadores da formação recebem número de equipa principal no Crystal Palace
A manhã em que o percurso deixa de ser um folheto e passa a ser uma ficha de jogo. A maioria não estará cá daqui a três anos; todos já fizeram a parte difícil, que era chegar a hoje.
O aperto de mão com o Southampton está dado; o do jogador ainda não. Seguem-se as condições pessoais, e é nas condições pessoais que morrem mais negócios do que alguém imprime.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
O Crystal Palace foi ao Derby County com uma proposta, e os adeptos foram à internet com uma opinião sobre ela. Se alguma das duas muda alguma coisa, decide o clube vendedor.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crystal Palace ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel06/08/2029
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
A formação existe exatamente para esta manhã. Nicholas Hall passou por todos os escalões do clube e tem agora um número de equipa principal; os mais orgulhosos do edifício serão os que o treinaram aos doze anos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
Valor acertado, contrato acertado, exames marcados. Tayo Adaramola será jogador de outro clube até ao fim de semana, e no Crystal Palace as despedidas começaram em silêncio.
Exames médicos, uma assinatura, uma camisola levantada à frente de um painel de patrocinadores. O Crystal Palace fez a parte difícil com o Bournemouth, e a parte que falta é a única que os adeptos veem.
Plantel30/07/2029
Quinten Timber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Perguntou-se ao Chelsea se o emprestaria. Os empréstimos acertam-se depressa ou não se acertam, e este será uma coisa ou outra até ao fim de semana.
Plantel30/07/2029
6 caras novas e o Crystal Palace ainda se está a conhecer
Um plantel reconstruído num único mercado paga-o numa moeda que ninguém orça. O futebol não é pior do que a soma dos jogadores: é pior do que a soma dos jogadores que já jogaram juntos.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
A proposta do Antwerp por Ismaïla Sarr foi ouvida e devolvida no próprio dia. As primeiras propostas raramente são para vingar; são para descobrir com que força a porta se fecha.
Nem agora, nem a nenhum preço que o clube estivesse disposto a dizer em voz alta. O Blackburn Rovers fica com o seu homem, e o Crystal Palace volta a uma lista com um nome riscado.
O Crystal Palace ofereceu $2.2M; o Arsenal disse que nem perto. Ao treinador dirão que o dinheiro continua lá para o jogador certo, que é o que se diz aos treinadores.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Plantel09/07/2029
Quinten Timber desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Crystal Palace lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
“Quero jogar por troféus enquanto as pernas mo permitirem.” Nada nessa frase é um pedido de transferência, e ninguém no Crystal Palace a ouviu como outra coisa.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Quinten Timber estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Aos 20 anos passou um mês a ser melhor do que todos os da sua idade na liga, o que é diferente e mais difícil do que uma boa tarde. No Crystal Palace vão esforçar-se muito por não fazer disto um caso.
Empate aos 85 minutos, depois de uma tarde que o Crystal Palace tinha praticamente arrumada. O West Ham United vai chamar-lhe um ponto ganho; o balneário da casa vai chamar-lhe dois oferecidos, e ambos têm razão.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para George Bello, e o treinador deixou.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
Há tardes em que um guarda-redes é a defesa inteira. 7 defesas, várias do género que ninguém espera ver feitas, e dez jogadores de campo que lhe devem uma bebida.
Os centrais têm licença para subir duas vezes por época e são julgados pelo que fazem quando lá chegam. Éderson marcou, foi avaliado com 7.67 e voltou antes de alguém dar pela falta.
Não é uma fase — é um salto a sério, mantido durante meses. Aos 20 anos faz a este nível coisas que não fazia no início da época, e a equipa técnica dir-lhe-á exatamente quais.
Plantel30/04/2029
Óscar Mingueza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
A história da ambição ao contrário, a que ninguém conta: um futebolista a pedir um palco mais pequeno, menos câmaras e uma bancada que não se vire. Não é fraqueza e é quase sempre contada como se fosse.
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
“Lembro-me da reunião. Lembro-me exatamente do que lá foi prometido.” O Crystal Palace pode lembrar-se de outra maneira, o que é precisamente o problema.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Éderson quer futebol continental; se o Crystal Palace o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel02/04/2029
Óscar Mingueza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
«A assinatura mais fácil da minha carreira.» Chadi Riad e o Crystal Palace acertam mais 5 anos, e o treinador pode planear a equipa à volta dele, em vez de planear o que fazer com ele.
George Bello esteve no centro e, quando os separaram, havia mais três ou quatro envolvidos. Os centros de treino são lugares pequenos e as temporadas longas tornam-nos menores.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Dwight McNeil está nela.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Quinten Timber estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Avaliado com 7.65. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Éderson está nela.
“Não é o fim do mundo e não chega. As duas coisas são verdade.” O treinador, depois de um empate por 0‑0, disse a coisa honesta e foi dizê-la outra vez lá dentro.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crystal Palace, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
As bancadas esperaram por um golo que nunca chegou. O Fulham defendeu com muita gente e levou aquilo que veio buscar, e as duas equipas podiam ainda estar a jogar sem incomodar o marcador.
Em resumo
As bancadasOs rumores sobre Éderson chegam às bancadas
«Não tenho nada de mau a dizer deste sítio. Só preciso de estar noutro.» Já está escrito, e isso muda aquilo que Crystal Palace podem fingir não ter ouvido.
2 golos, e o segundo foi o que fechou o jogo. Nota de 8.86, e com mais sorte ao primeiro poste teria tido um terceiro.
Notas dos jogadores05/03/2029
Brian Madjo, 20 anos, joga como se cá estivesse há anos — 8.36
Um 8.36 significa uma coisa ao lado do nome de um jogador de vinte e nove anos e algo completamente diferente ao lado do de um de 20. Ninguém no estádio precisou que lhe explicassem.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crystal Palace ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
“Há decisões que levam muito tempo. Esta levou dez minutos, e a maior parte foi a encontrar uma caneta.” Óscar Mingueza e o Crystal Palace acertam mais 4 anos.
É a ambição mais legítima do desporto e a mais difícil de satisfazer para a maioria dos clubes. Dwight McNeil quer futebol continental; se o Crystal Palace o consegue oferecer é uma pergunta sobre as próximas duas épocas, não sobre ele.
Plantel05/03/2029
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Quinten Timber está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: August Priske. 3‑2 sobre o Nottingham Forest, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Não acontece nada durante meses e depois ele simplesmente chega, a custo zero, tendo assinado um pré-contrato enquanto ainda jogava por outro. É a forma menos dramática de contratar um futebolista e muitas vezes a mais esperta.
Posição 19 e 21 pontos, e nesta parte da cidade a classificação lê-se de baixo para cima. O calendário deixou de ser um programa e passou a ser uma contagem decrescente.
Éderson e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Óscar Mingueza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
O Crystal Palace perguntou e o Newcastle United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
“Escolho jogadores que fazem o trabalho. Todo o trabalho.” Nenhum nome foi dito; todas as câmaras se viraram na mesma para Cheick Doucouré, e o treinador deixou.
Avaliado com 7.60. Pergunte a qualquer pessoa à saída do estádio o que decidiu aquilo e receberá um nome, que é o único prémio que alguma vez contou a sério.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Crystal Palace lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Quinten Timber estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
“Não é zanga. Penso nisto há meses, e nada do que aconteceu ultimamente me fez mudar de ideias.” O pedido está numa secretária do Crystal Palace, e não vai ser retirado.
«Tenho ambições e gostava que o clube as partilhasse.» Ninguém pediu para sair nem foi mandado embora — mas um jogador escolhe essa frase com cuidado, e uma administração ouve-a exactamente como foi pensada.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Crystal Palace lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel06/11/2028
Óscar Mingueza desentende-se com um colega por causa das exigências
A discussão mais antiga de qualquer balneário e a única que é mesmo sobre futebol: um acha que o outro não põe o suficiente. É também a zanga que um treinador, em privado, não lamenta que tenha acontecido.
Não foi por futebol e todos os que viram sabem-no. Dois homens que no sábado têm de jogar juntos disseram esta semana no Crystal Palace coisas que levam mais de uma semana a retirar.
«73 internacionalizações são mais do que alguma vez esperei, e está na hora de serem de outro.» Aos 34 acabou com a selecção e está longe de acabar com o Crystal Palace.
A despromoção que um clube nunca anuncia e um balneário nota sempre. Vítězslav Jaroš está mais longe da equipa do que estava, e a razão só lhe será dada quando perguntar.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam sobre a intensidade com que outro treina, e Óscar Mingueza estava no meio disso. A única discussão de balneário que é mesmo sobre futebol.
Não dá grande título e é a razão por que os jogadores acreditam na promessa seguinte. O Crystal Palace disse a Brian Madjo que algo iria acontecer e aconteceu, o que nesta indústria já passa por notável.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Éderson está nela.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crystal Palace, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
A única versão de ficar de fora contra a qual um jogador não pode argumentar, e a que pior aceita. Outro tem estado melhor e a ficha de jogo di-lo, em público, todas as semanas até mudar.
Matthew Martin lesiona os ligamentos do joelho — 18 dias de fora
As palavras que um fisioterapeuta diz devagar. 18 dias é o que o clube vai anunciar, e quem já ouviu este diagnóstico sabe que o número é o menos importante: o joelho volta antes do jogador.
«Quero ganhar coisas e gostava de o fazer aqui.» Não se exigiu nada nem se ameaçou nada, mas uma direção como a de Crystal Palace ouve uma frase destas exatamente como foi construída.
Plantel09/10/2028
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Quinten Timber está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
«Disseram-mo com clareza, e prefiro assim.» O treinador de Crystal Palace foi explícito quanto à situação de Babis Kostoulas, o que é mais do que muitos recebem.
Há um calor muito próprio que um estádio guarda para um jovem de 21 anos que sente como seu. Babis Kostoulas tem-no agora, e tudo o que fizer no resto do tempo aqui será medido contra a boa vontade que lhe deram de graça.
Dribles concretizados: 18. Passou por eles como se lhe tivessem dito que havia prémio por isso, e no fim o lateral já tinha deixado de fingir que tentava.
A última coisa numa transferência que ainda depende do jogador é a assinatura nas suas próprias condições, e está lá. O Crystal Palace perdeu-o em tudo menos nos papéis.
Mais um nome na lista: o Athletic Bilbao fez a pergunta que todo o futebol anda a fazer sobre Éderson. A resposta do Crystal Palace não mudou — para já.
Plantel28/08/2028
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Quinten Timber está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
O Crystal Palace perguntou e o Manchester United disse que não sem discutir um valor. É a resposta menos ambígua do futebol, e a que os clubes mais vezes voltam para testar.
Pergunte a qualquer um à saída o que separou as equipas e ouvirá um nome: Dwight McNeil. 2‑1 sobre o Leeds United, e os aplausos no apito final foram sobretudo para ele.
Aos 21 anos é cantado por pessoas com o dobro da idade, um carinho que um reforço demora anos a merecer e que um miúdo da casa recebe por aparecer. É também a coisa mais difícil de corresponder no futebol.
«Quem não corre por esta camisola não a veste muito tempo.» Não se disse nenhum nome e não era preciso; no balneário toda a gente percebeu para quem era.
7 contratações em três meses. Cada uma pode ser uma melhoria e a equipa pode ser pior durante um tempo na mesma, que é a parte de uma reconstrução que nunca aparece nos balanços de mercado.
Em resumo
PlantelUm clube mais pequeno assentaria agora a Brandon Austin
Quinten Timber e um colega pegaram-se, e não foi por causa de futebol. Os centros de treinos são sítios pequenos, e uma época longa torna-os mais pequenos ainda.
Não é uma queixa nem uma exigência: quer jogar futebol europeu, e deixou de o esconder. Se o Crystal Palace lho pode dar é uma pergunta sobre o clube, não sobre ele.
Plantel14/08/2028
Palavras no treino do Crystal Palace sobre quem trabalha
Alguém disse em voz alta o que vários pensavam. Óscar Mingueza está no centro disso, e o plantel vai agora descobrir se a fasquia sobe ou se os dois simplesmente deixam de se falar.
Todos os desenhos têm posições e este não tem a dele. O Crystal Palace vai mudar o desenho, mudar-lhe a função ou mudar-lhe o clube, e ele está à espera de saber qual.
«Já durava há demasiado tempo. Prefiro dizê-lo na cara do que deixar aquilo ali.» Dez minutos à porta fechada em Crystal Palace, e os dois saíram a dizer que estava tudo bem.
O Southampton queria mais do que $32.0M e a direção não foi por aí. Levantou-se da mesa, por agora, o que em pleno mercado quer dizer até alguém pestanejar.
A versão geral desta queixa é que um jogador quer mais. A versão concreta dá-lhe nome: quer entrar sob os holofotes contra clubes de outros países, e deixou de fingir o contrário.
Todos os treinadores guardam na cabeça uma lista curta dos homens que querem em campo quando a fasquia sobe, e nunca é publicada. As fichas de jogo das tardes grandes dizem que Takehiro Tomiyasu está nela.
Foi desmentida duas vezes e impressa três, que é a aritmética do costume. Até Éderson assinar alguma coisa — um contrato no Crystal Palace ou noutro lado qualquer —, esta coluna é dele.
A coisa menos glamorosa que um reforço estrangeiro faz e a que decide a maioria deles. Um jogador que percebe o grito que vem atrás dele é outro futebolista diferente daquele que não percebe.